Verdade seja dita

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Tem dias que o amor não fala mais alto, a paciência perde espaço para a raiva, a frustração vence a vontade, o cansaço embasa a vista. Tem dias que metemos os pés pelas mãos, somos ruins, perversas, duras, grossas. Tem dias que ultrapassamos a barreira do erro e somos levados pelo ego para nossos piores lugares internos. O gosto amargo dessa ressaca é um sentimento difícil de explicar, porque ele dói profundamente e de forma latente. Chama-se culpa mas podemos chamar também de consciência. A diferença entre os dois é radical: um nos afunda e outro nos transforma. Mas não em alguém perfeito. Apenas mais atento. E para deixar a culpa ir, serve um banho gelado, uma noite bem dormida e até um bom prato de comida. Uma fungada no cangote, um café com as amigas ou aquele choro sem medidas.

A culpa passa se a gente abre espaço para se perdoar, para acolher nossos vacilos. Passa quando a gente entende que as relações são falhas e que perseguir o não erro, é ilusão para amadores.

Não seremos perfeitas. E tá tudo bem.

Recomece. Se permita. Se desculpe. Se reconecte. Nossos filhos merecem. E a gente também. #dialogosfamiliares #equilibrioparental

Tem workshop chegando em

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