O meu universo particular ou aquilo que controlo

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O entendimento de que filhos nos trazem a consciência sobre e a nossa falta de controle diante dos acontecimentos externos foi uma lição dura para mim mas também uma das mais valiosas.
Nossas neuroses junto com aplicativos para tudo, nos dão a impressão de que está tudo sob nossa responsabilidade e isso é uma inverdade. Temos, aqui e ali, algum planejamento de como gostamos que a vida ande e por onde as coisas se encaminhem, mas não as controlamos. Diante disso, temos algumas opções e uma delas tem a ver com olhar para a tudo ao nosso redor com muito mais prazer, cuidado, atenção, ou para usar uma palavra da moda, gratidão. Isso aqui acaba. Esse plano pode ser desfeito, esse caminho pode ser retraçado, o carro pode bater, a doença pode se instalar, a visita pode chegar, um aumento pode (finalmente) sair, as crianças podem brigar, você pode se atrasar. A gente não controla.
O que está sob nossa responsabilidade e ninguém, nem o universo, nem o destino, nem as Deusas ou até mesmo seu ascendente pode mexer, é aquilo que te move, aquilo que você acredita, aquilo que está dentro de você.
Os filhos nos dão de presente a possibilidade de entender que do lado de fora pode estar um caos, mas aqui dentro eu que digo como são as coisas.
Se olhar, arregaçar as mangas e trabalhar para ser melhor. Estamos no controle dessa escolha. É só e é tanto.