Qual o seu medo hoje?

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Você sente medo?

Com que frequência?

Existem vários tipos de medos e, consequentemente, várias reações ao medo.

Tem aquele medo que faz o estômago embrulhar. Tem o medo que congela as pernas. Tem o medo que embaralha a razão. Tem o medo que só dispara o coração e logo em seguida, derrama adrenalina no corpo todo. Sentir isso não é bom ou ruim, apenas faz parte. Mas de uma forma esquisita, fomos ensinados que não devemos sentir medo. Que o oposto desse sentimento é a coragem e que essa sim, é algo bacana, grandioso. A verdade é que um não existe sem o outro. Ninguém é capaz de se jogar de paraquedas sem rever o filme da vida, sem experienciar aquele gosto amargo do medo que fica na boca. E sabe porque as pessoas se jogam mesmo assim? Porque é divertido e passa rápido.

Tenho sentido muito medo da morte. Não de morrer, mas de acabar. De deixar as coisas por aqui. Gosto demais de viver, mas muitas vezes esqueço disso. E olho para os problemas, olho para as decisões a serem tomadas, olho para os vazios e permito que o medo aumente seus tamanhos. Não, Seu medo. Eu sou maior. A vida é maior e passa rápido.

Não podemos negar nossos medos, varrer eles para embaixo do tapete. É preciso olhar para eles, nomeá-los e com isso, deixar claro quem manda em quem.

Pensar na impermanência ajuda.

Pensar na velocidade do tempo também.

Tudo é muito breve e o medo simplesmente não pode valer tanto a pena.