Confete

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Depois de uma tarde intensa, com muitas histórias compartilhadas, Renato me abraça e diz que eu o ajudei a pensar coisas que ele nunca havia pensando. Ele e a mulher participaram do workshop e o casal trouxe várias questões. Ele, um homem do interior de Minas Gerais, criado em uma família conservadora onde o amor e a rigidez sempre estiveram muito próximos, quase sem definição exata do que é um e do que é o outro. Respeito foi a palavra que ele usou para falar de seus pais, muito simples, mas muito honestos. Renato é pais de duas meninas, professor universitário. Um homem de seus quarenta e poucos anos que olha para suas filhas e se sente obrigado a encontrar novos caminhos para se relacionar com elas. Entende que o seu repertório de filho é pouco para a complexidade de educar duas meninas nesses novos tempos. Durante quatro horas ele me questinou, apontou suas dificuldades, trouxe suas dúvidas. Falar sobre parentalidade positiva é como pular de paraquedas: dá muito medo, você não entende exatamente porque você precisa fazer isso, mas a sensação na chegada é indescritível. Ouvir as palavras de Renato ao final do encontro é a minha linha de chegada. É quando eu sinto que fiz meu trabalho bem feito e é esse tipo de coisa que eu quero escutar. Aqui no instagram existe uma audiência que me acompanha. Mulheres, em sua maioria. Mães, em sua maioria. De certa forma, a gente já troca ideia, já se procura, se ouve e se acolhe. Mas quando chega um marido desavisado, que nunca viu a minha cara, que não sabe muito bem sobre o que eu estou falando e que no final vem para o jogo junto comigo, é o confete no sábado de carnaval. É alegria pura. Quebrar paradigmas é revirar as camadas internas. Dói. Mas é importante e necessário.

Minha próxima parada é dia 18 de agosto, em Recife. Vou estar na @casadasasas para dois encontros. Se você quer participar, se inscreve aqui ó: www.sympla.com.br/luabfonseca