Permitir sentir para deixar ser

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O algoritmo do meu instagram me faz acreditar que tem muita gente, muita mesmo, falando, discutindo e pensando o ser pai e mãe de um jeito novo. Mas a verdade é que somos uma micro bolha, dentro de uma micro bolha. Na real, tem muito pai e mãe que ainda bate nos seus filhos, que ameaça, humilha, xinga e castiga, de forma natural. Tem muito pai e mãe olhando para o passado e buscando a hierarquia como forma de estabelecer respeito. Tem muito pai e mãe projetando suas faltas ou suas expecativas nas crianças. Tem muito pai e mãe que tem certeza que o melhor a fazer é reproduzir um modelo antigo pelo simples fato de não querer questionar ou buscar novas possibilidades. Falar de parentalidade positiva ainda causa estranheza e desconfiança e mais uma vez, o medo é o sentimento que impede a mudança.

Medo de não ser firme o suficiente.

Medo de não ser uma figura de autoridade.

Medo do filho não aprender a se comportar.

Medo de lidar com seus sentimentos e o da criança.

Medo de ser julgada por suas escolhas.

Medo de não fazer a coisa certa.

Medo de perder o controle sobre a criança.

E aí, esse medo faz com que diante de uma criança ques está em processo de aprendizagem eu não permita o erro, não apoie os medos, não abrece as dúvidas e não olhe para as particularidades. Aplaudimos a iniciativa de ter um canal no youtube, mas não queremos falar sobre frustrações.

Ter medo é natural. A gente teme o que não vê, o desconhecido. Tememos o futuro e somos filhos da busca pela estabilidade, na certeza de que vamos encontrar a felicidade. Bom, você já deve ter percebido que não há garantias e felicidade vem se tornando um conceito cada vez mais rarefeito. Então, por isso e por tantos outros motivos, abrece as incertezas e a vulnerabilidade de ser pai e mãe. Se permita sentir todos os medos, todas as dores. Porque só assim você pode permitir que os seus também sintam tudo que é preciso sentir. <3

#parentalidadepositiva #equilibrioparental