A pergunta de um milhão de dólares

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Na última live sobre castigo uma mãe queria saber se crianças que são criadas na Disciplina Positiva não se tornam pessoas mimadas. Sei que essa dúvida martela no juízo de pais e mães que entram em contato com os princípios desse pensamento sobre educação e nada mais natural do que se questionar. Entendo que a ideia de ouvir, acolher e respeitar uma criança pode gerar essa confusão entre ser amada e ser mimada. Mas uma criança mimada é alguém que não ouve nãos, que é privada de frustrações, de conflitos. Uma criança mimada vive no modelo permissivo de parentalidade, onde os pais têm enorme dificuldade de impor limites por se sentirem em dívida com aquela criança, seja pelo motivo que for. Disciplina Positiva não é sobre isso.

Quando eu me proponho a respeitar uma criança, a ouvir suas necessidades, isso não quer dizer que eu vá atender todos os seus desejos. Eu preciso, como mãe, ter muito claro quais são os meus limites e estabelecê-los com firmeza e gentileza. Preciso entender que educar é uma longa jornada e que a repetição, o exemplo e a coerência são importantes no processo. O meu lugar de adulto na relação é estabelecido pela cooperação e não pela ordem ("eu mando, você obedece") e isso é importante para a criação de vínculo, para que daqui a 20 anos esse filho queira almoçar na sua casa no domingo, sem ser por obrigação (ui).

Crianças que crescem na Disciplina Positiva têm mais chances de ser tornarem adultos que entendem a linguagem do amor e não aceitam outra coisa além disso em suas relações.

A gente precisa como mães e pais descobrir onde queremos depositar nossa energia: se é na revolução pelo amor ou na manutenção dos buracos emocionais. Não tem certo ou errado. Tem escolhas, tem caminhos e tem crenças. #parentalidadepositiva #equilibrioparental