Qual o seu medo?

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O que rege o pensamento sobre não dar colo a um bebê de colo?

Tenho convicção que o sentimento que orienta essa crença é o medo. E medo não é algo certo ou errado, preto ou branco. Medo apenas é.

Essa semana ouvi de canto de orelha, uma conversa no vestiário da academia. A mãe, comentava orgulhosa que não pegava seu bebê no colo quando ela notava que era manha. Na sua crença, aquele bebê estava aprendendo desde de (muito) cedo, que as pessoas não estariam ali para atendê-lo quando ele precisasse e que era necessário se virar.

Essa mãe não é má e você, que dá colo o tempo todo, não é boa. Não existe isso. O que existe são as nossas verdades, construídas com base no nosso repertório. Essa mãe acredita que está fazendo o melhor, que está tomando a decisão mais acertada pra formar um adulto forte, independente.

Quando nos tornamos pais e mães, tudo o que temos é nossa própria história e as lembranças de uma criação, sob a qual fazemos um julgamento. Diante de um filho, temos a possibilidade de refazer o caminho dos nossos pais ou trilhar algo novo, mas para isso, é fundamental se colocar no lugar de aprendiz, de ignorante, de quem deseja aprender o tempo todo, durante todo o percursso. Mas quem está aprendendo pode ensinar? Como ser a figura de autoridade que a criança precisa, se eu assumo que não sei o que fazer? A resposta é simples: é preciso confiar no tempo. Um bebê de colo precisa de colo. Uma criança pequena precisa de atenção. Um adolescente precisa ser ouvido. Em cada etapa um milhão de novas coisas são aprendidas, nem antes e nem depois. Crescer é processo.