Bom dia!

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Joaquim acordou às 5 da manhã querendo muito viver. Eu, ao contrário, não estava tão pronta assim e tentei enrolar na rede durante um tempo. Mas as horas parecem ter pressa e logo o sol começou a se espreguiçar. O céu cor de rosa me fez sorrir. Teresa chegou, assanhada e amassada. Joaquim e ela deram início a brincadeira e eu precisava começar a preparar o café da manhã e as lancheiras.

Perâ com chips de batata doce x 3. Tapioca de queijo e presuto x 2 + tapioca só de queijo para João, que não come presunto. Fruta cortada nos potes x 3. Iogurte natural com mel x 2, porque Irene não gosta de iogurte. Café para mim, porque eu não sou de ferro. Troco de roupa porque tem que levar as meninas até a sala de aula e ainda não está autorizado fazer isso de pijama, ajuda as menores a colocar a meia, olha as mochilas ( eles arrumam!), faz um penteado, tudo isso com joaquim no colo, porque ele cansou de brincar e lembrou que é bebê.

Na mesa, João diz que a tapioca não está boa e aí, nessa hora, vem passando o combo do sono + cansaço+ frustração e eu, quase choro. A maturidade me dá tchau da porta, vai embora e eu fico ali, precisando digerir os meus sentimentos. Uma bobagem, bem pequena, mas que poderia se transformar em turbulência de fazer cairem máscaras de oxigênio do teto.

Demonstro ressentimento, faço bico. Poxa filho...

Mas o cara não gostou.

Respiro fundo.

Ele vem, chega junto, me dá um beijo e pede desculpas.

Ele pede desculpas por não ter gostado de uma tapioca que eu fiz. Nessa hora eu lembro de um detalhe: eu sou a adulta da relação.

Abraço ele de volta e digo que não tem que se desculpar. Pergunto se a gente pode fazer juntos um pão na chapa. Vamos rápido, por conta da hora. Eu abro o pão, passo manteiga e ele fica na frigideira amassando até chegar no ponto certo do tostado.

Vai ter que comer no carro, porque já estamos atrasados.

Vamos?