Escolha

CI4A2588_preview.jpeg

Na sexta-feira recebi a newsletter da Magda (@theboss_mumstheboss) e fui tomada por uma inquietação. O texto é o primeiro de uma série de 5 capítulos sobre competências sociais importantes de serem ensinadas as crianças e no topo dessa lista está a capacidade de fazer escolhas.

Fazer escolhas é conseguir gerir a própria vida e ser responsável pelo que desejamos. A possibilidade de escolher traz sentimentos de autonomia e liberdade, além de promover um senso de auto-controle. Mas diante de um mundo com tantas oportunidades, nós adultos, achamos essa missão dificílima. E a consequência disso é a nossa incapacidade de tomar decisões. Nos amedrontamos, encolhemos, não arriscamos. Quando temos diante de nós um sem fim de caminhos, tememos não fazer a escolha certa, errar.

Olhando para as crianças, será que a gente permite elas experimentem suas escolhas? Será que autorizamos o risco de errar ? Sinto que nossa vontade de execer o controle sobre os resultados na vida de nossos filhos podem nos trazer grandes problemas, muito em breve. Quando resolvemos os conflitos dos nossos filhos com os amigos, quando usamos o grupo de mães do whatsapp para saber a lição de casa que a criança esqueceu de anotar, quando nos colocamos na frente para proteger da queda, a gente impede que eles batam asas. E isso mata qualquer passarinho.

Ensinar sobre escolher é ensinar sobre querer. O que a gente quer? Pelo que nutrimos desejos? Quando a gente sabe o que quer, o que nos move, tomar decisão é algo natural, mais fácil. E isso não significa não sofrer nesse processo, mas significa estar consciente do que nos faz atingir nossos objetivos.

É difícil demais. Tanto que chega a doer. Mas com os filho a gente tem a oportunidade de ensinar o que não sabemos e dar a eles a chance de serem infinitamente mais inteiros do que nós. #parentalidadepositiva #equilibrioparental