A vida como ela é (para mim)

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Como educadora parental eu sinto a responsabilidade de viver aquilo que levo para as minhas reflexões com outros pais no meu trabalho. Sou mãe de quatro crianças e isso, apesar de lindo, inspirador e corajoso (como sempre ouço), é também algo muito próximo do inferno, dependendo do dia. E dependendo do dia deles e do meu, claro. O que me dá 4 chances de quase enlouquecer, fora as combinações de (mau) humor, que parecem uma PG.

E cada vez que as coisas saem do roteiro e a gente se perde entre gritos e brigas, minha cabeça, automaticamente, me para. E por mais exausta que eu esteja, eu busco reorganizar minhas emoções para ajudar as crianças nesse mesmo processo. É intenso.

Tem dias que parece efeito cascata: um começa, aí o outro emenda e quando você acha que está acabando, vem o terceiro e lá vamos nós outra vez entre explicações, conversas, olho no olho, diálogo e claro, um grito ou outro, porque longe de mim, querer ser perfeita. Não é fácil. Mas é o meu caminho. São os meus filhos. E se eu não buscar me melhorar, como posso exigir isso deles? João, Irene, Teresa e Joaquim são pessoas. Indivíduos em formação. Eles são imperfeitos. E o grande barato de ser pai e mãe está justamente em pode exercer a tolerância com o outro, que muitas vezes é diferente de mim, todos os dias, a qualquer instante. No final, entendo, cada vez de forma mais clara, que não é sobre controlar birras ou exigir bom comportamento. É sobre respeitar o tempo das crianças e ir mostrando a direção com muito amor e paciência.