Não tem receita

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Não tem para vender, não dá para pegar, não sabemos a sua cor, muito menos sua forma. Não é lugar aonde se chega, não é rede para deitar, não é o outro. Não tem a ver com dinheiro ou trabalho. Nem filhos. Esse Santo Graal, essa cabeça de bacalhau, não está embalada com uma fita preta na prateleira da farmácia e nem no pote reluzente de purpurina do carnaval. Por isso e só por isso, a gente precisa parar de procurar essa danada. Precisa parar de acreditar que vamos trombar com ela na próxima esquina, basta chegar até essa bendita esquina que nunca chega. Precisamos parar de imaginar como seria quando a gente encontrá-la e viver para alimentar esse momento impossível.

Ela é um tempo. Um piscar de olho. É aqui e agora, é o que temos para hoje, amanhã e depois. A sua não forma nos permite desenhá-la do jeito que quisermos. Por falar nisso, você já desenhou hoje? Vai lá, faz uns rabiscos junto com seu filho depois do trabalho. Tenho certeza que ela vai estar lá nesse pequeno instante.

Felicidade é caminho. É horizonte. Felicidade é música alta ou música baixa, dependendo do seu humor. Humor? Não, você não precisa estar sempre bem humorado para estar feliz! Felicidade é bolo quente e café preto. É um audio que te faz gargalhar, é fazer plano e transformar em meta ou é só sonhar mesmo, que para os dias de hoje, já está de bom tamanho. Felicidade é junto ou sozinho, é grande ou pequena. É nada, é simples. Quem complica somos nós.

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