A gente briga, mas a gente se ama

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É claro que elas brigam. Você já viu algum irmão que não briga com o outro? Pode ter certeza que até os filhos da Gisele Budchen brigam. E sabe por que? Porque estamos o tempo todo dermarcando território, disputando poder, disputando atenção da mãe, do pai, dos amigos. Estamos nos entendendo como gente junto com um outro ou outros seres que dorme e acordam sob o mesmo teto. Isso não tem como ser fácil ou simples. Tenho certeza absoluta que se Buda tivesse irmãos, ele também iria, em algum momento, se envolver numa arenga.

Irmãos brigam. Posto isso, a gente precisa pensar quais são os nossos limites como pais, como adultos, antes de sair repetindo que "não pode brigar" porque eles vão brigar. Aqui em casa não pode bater. Não pode e ponto final. Quando bate, é porque o negócio ta feio e eles estão precisando de ajuda para resolver. Estão precisando que a gente chegue junto, converse, gaste tempo ali ao lado explicando, mostrando, ensinando que isso não pode e encorajando outro tipo de interação.

Quando eles se batem, todos nos machucamos. Quando eles se batem, todos ficamos magoados. Existe um limite, colocado por nós, que foi ultrapassado e eles percebem. Mas aos poucos eles vão fazendo menos, vão entedendo aquele código.

É preciso estar disposto e disponível para quebrar padrões de comportamento das crianças. É preciso ter paciência e muito amor para encarar certos ciclos dos pequenos. Mas ver eles conseguindo lidar com as emoções de um jeito mais saudável é uma conquista da família inteira e isso é lindo de ver. #disciplinapositivanapratica