Escrever para não esquecer

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Está em todos as palestras do TED, nos podcasts mais interessantes, em todos os livros de autoajuda: é preciso criar novos hábitos para mudar padrões e redefinir a energia que enviamos para o mundo, só assim, promoveremos uma mudança real em nossas vidas.
Certo. Dica anotada. E agora?
Agora vem a parte difícil.
Criar novos hábitos tem a ver com ruptura, com partir, deixar algo para trás. Nesse processo existem muitos passos a serem dados e não, querido guru, não se muda um hábito em apenas 21 dias.
Para 2018 eu tinha planejado planejar. Acreditei que era isso que estava faltando na minha vida e que eu não ia passar mais esse ano comendo mosca.
Hoje é dia 15 de janeiro e meu plano está falhando solenemente. Não tenho conseguido planejar a vida, os gastos, os compromissos como gostaria. E aí, a vontade que dar é de mandar tudo para o espaço e seguir sem planejamento nenhum mesmo, como sempre foi.
Ainda bem que eu me comprometi em ser mais gentil comigo esse ano, então, nada de auto sabotagem.
Perder o interesse em algo que não está dando certo é normal. Ter vontade de não seguir em frente com um plano ou uma ideia faz parte do processo de mudança. E aí, vale você ter muito claro a razão pela qual você escolheu mudar aquilo, fazer diferente. É isso que nos coloca de volta no jogo, nos move um pouco mais.
Planejar é importante para que eu consiga ter tempo para filhos, trabalho, estudo. Repetindo para eu não esquecer, escrevendo para lembrar de tentar um pouco mais. Respira. Volta. E segue o baile.