Amar é direito

IMG_1666.JPG

Sou mãe de meninos e meninas com diferentes idades e, por isso, cada assunto é tratado com diferentes abordagens. Em comum, independente da idade, existe a premissa que nossos filhos são capazes de entender muito mais do que conseguimos explicar. Por isso a conversa é reta, direta. Com 4 filhos vocês podem imaginar a quantidade de assuntos que surgem em um simples café da manhã. Eu e Pedro estudamos, inclusive, a possibilidade de distribuição de senha, para garantir que todos consigam falar. Nos trendtopics das pautas, amor é assunto recorrente. Meus filhos observam diariamente um casal formado por um homem e uma mulher e essa poderia ser a única verdade para eles. Mas não é. E nós fazemos questão de que não seja. E como a gente faz isso? Normalizando todas as formas de amor, falando e tratando com naturalidade aquilo que é deferente de nós. Em Brasília temos poucos amigos gays que frequentam nossa casa, infelizmente. Então, o que nos resta é aproveitar os assuntos que vem das próprias crianças. 

Princesas por exemplo: casam com que quiser. Podem casar com príncipe, com outra princesa e claro, podem nem casar, se elas assim o quiserem. O mesmo vale para as bonecas, para as brincadeiras de casinha, para as relações quando eles crescerem. Quando João arrumar uma namorada ou namorado, ele vai precisar ser honesto, cuidadoso e gentil, sempre. E isso é dito, com todas as letras, sem melindres. Bichos, bruxas, fadas, meninas, meninos, não importa: cada um namora com quem quiser.

 

Esse é um jeito de ensinar respeito aos meus filhos. De fazer eles, mesmo pequenos, perceberem que não existe certo e errado quando a escolha é do coração. E que as escolhas deles serão sempre acolhidas por nós. 

Assim, a gente vai resistindo. Assim a gente vai acreditando que apesar de tantos retrocessos, as próximas gerações serão melhores do que nós. Só assim. Viva o amor. Viva a liberdade de amar. #amarédireito