Vejo a luz

Não importa o tipo de parto que você teve, a mãe que você planejou ser, a alimentação que você pratica. Não importa o quanto você estudou, se fez exercícios na gestação, se controlou o peso ou se esqueceu da balança. Não importa se você fez enxoval em Miami, tem parceiro ou parceira bacana, se é primeiro, terceiro ou quarto filho: o puerpério chega para todas.

Esse período pós-nascimento vem cercado de muitos sentimentos, dores, dúvidas, angústias, solidão. É mais intenso para umas, mais complicado para outras e pode ser também que passe sem muitos sobressaltos. Mas uma choradinha em baixo do chuveiro quente eu garanto que vai rolar.

É um momento de recolhimento, onde a cabeça parece estar desconectada do mundo e você funcionando em uma outra velocidade. Em 24 horas tudo pode acontecer, inclusive nada. Você pode acordar super bem, disposta e animada e ao longo do dia, ser tragada por uma melancolia gigantesca, que te faz acreditar que nunca mais a sua vida será como antes e você será para sempre aquele ser meio disforme e totalmente sem energia. Aí, algumas horas depois isso passa, você se tranquiliza, olha para o seu bebê como se ele fosse um ser mágico e se derrete de amor.

Pode acontecer também do choro chegar sem anunciar e te acompanhar a cada passo. Pode acontecer do medo te dominar e você ter certeza que não nasceu para ser mãe. Pode acontecer do ar faltar e você não entender como te deixaram sair da maternidade com uma criança tão pequena nos braços.

Seja qual for o seu cenário e a sua realidade, o mais importante de tudo, é lembrar de respirar fundo e entender que o puerpério passa. A luz no fim do túnel é forte e brilhante e te levará para um lugar novo, cheio de coragem. Ao final dessa bagunça emocional acontece um encontro de você antes com você depois do bebê e essa descoberta de quem você se tornou é maravilhosa. #nodramamom