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A internet materna é uma grande fogueira das vaidades. As mães, orgulhosas de seus feitos, transformam experiências em verdades absolutas e vendem fórmulas de educação, boas condutas, alimentação saudável, relacionamentos e por aí vai. 

Se gabam pelo "bom trabalho" como mãe e ganham seguidoras fiéis querendo ou precisando de manuais de instrução sobre como criar filhos. A cada texto, uma dica, um jeito de fazer, uma regra infalível para lidar com situações delicadas. Sobram argumentos, mas falta empatia. É isso vale para todos os tipos de mães, de todos os tipos de tribo. 

Estou no barco das redes sociais há algum tempo. Já fui e já voltei, mas confesso que gosto dessa janelinha aqui. Gosto principalmente porque recebo muito amor em troca. Muito mesmo. E acho que de alguma maneira, depois de 4 gestações, eu entendi que as fórmulas mágicas não aliviam tensões. Que a criação dos filhos não pode obedecer manuais e que isso são pequenas prisões. Melhor do que dizer como fazer para resolver problemas de birra, é perguntar como vai essa mãe. O que ela tem feito, como estão as coisas. E antes de dar um conselho, um pitaco, apenas ouça, segura a mão. Pode ser algo transformador. #nodramamom