Pensar e mudar. A difícil arte de se olhar e rever posturas

Para que serve a maternidade e a maturidade se a gente não se propuser a pensar e refletir nossas atitudes? Do que adiantam certezas enraizadas, quando o mundo está girando tão rápido bem diante dos nossos olhos?

“ Esse é meu jeito e pronto”  ou “ Só assim funciona pra mim e para meu filho” ou ainda         “ que besteira.”  Não. Pensar sobre nossas atitudes maternas é fundamental na criação dos nossos filhos. E uma vez que apareçam pensamentos diferentes do seu, procure ouvir, antes de se sentir julgada. Nem sempre o mundo está te apontando o dedo, às vezes, está apontando apenas para uma nova direção.

Outro dia assisti a um vídeo do @mamatraca sobre brincos para as bebês. A Anne Rammi, uma daquelas mães que eu não conheço, mas sempre escuto, leio e acompanho há anos, fazia um pedido claro: não furem as orelhas das bebês. Sua postura, sempre muito bem colocada, trazia argumentos imbatíveis sobre o assunto. E eu, que já havia refletido sobre essa questão, concordei com a dor no coração de quem havia furado a orelha da primeira filha e orgulho de quem entendera o tamanho dessa violência e optara por não furar a orelha da segunda filha.

Imagina sua filha com 15 anos e você arrastando-a para uma farmácia para que ela fure a orelha porque você, sua mãe, sua sogra, sua irmã, sua cunhada e todas as suas primas acham lindo orelha furada? Ou ainda para que ela seja reconhecida como uma menina e não um menino. Ou ainda porque na sua família isso é uma tradição. OU, ou ou. Motivos não faltam, mas será que não vale a pena parar e pensar um pouco sobre esse assunto? Dificilmente uma garota de 15 anos iria furar a orelha contra sua vontade. Ela te daria argumentos sólidos e você iria respeitar a sua vontade, certo? Então por que com a bebê a gente vai lá e faz? É correto impor a sua vaidade à uma outra criatura que não é você?

Não associamos o brinco das bebês com violência ou uma cultura machista, mas o que é então? Com que direito eu faço isso? Com que objetivo? Eu nunca havia questionado um simples brinco e nem quero aqui problematizar algo aparentemente simples. Mas de tanto a gente achar normal, nem questionamos e esse é o problema. Esperar o tempo das coisas é um enorme aprendizado. Esperar sua filha pedir para furar a orelha é um tremendo ato de respeito à sua individualidade. Mais uma vez, o post não quer apontar e nem culpar nenhuma mãe que tenha optado por brincos. É apenas um convite à reflexão. <3 #nodramamom