Inspira e expira

Eu adoro falar e mais ainda de escrever, mas tem sido no silêncio que tenho encontrado o melhor jeito de me preparar para a chegada de Joaquim. 

Mudei minha prática de yoga (dei um tempo da iyengar e estou fazendo hata yoga) e tenho feito muitos exercícios de respiração e meditação. Foi assim que consegui me desfazer de alguns medos que vinham me acompanhando e começar a focar no meu parto. Vivi uma experiência muito linda na chegada da Teresa e estava com receio de colocar muita expectativa para esse novo momento. Tanto receio que optei por negá-lo. Queria simplesmente que acontecesse, que Joaquim nascesse, mas não é bem assim que as coisas funcionam. 

Um parto natural exige preparo físico e emocional. Exige aceitação e empoderamento, exige respeito e consciência. Exige que a gente acredite na nossa força e no poder do nosso corpo. Ou seja: dá um trabalho enorme. Eu não posso mais ficar olhando para trás e preciso construir a história de Joaquim daqui para frente. É difícil desapegar do que já vivi e aceitar que cada filho cumpre uma trajetória, mas agora me sinto cercada de profissionais que entendem a importância desse momento e farão o possível para que Joaquim chegue do jeito mais natural. E se essa não for a história dele, que eu tenha sabedoria para aceitar, sem maiores dramas. #nodramamom