Tempo meu

Todos os dias leio algum post falando sobre o quanto as mães sentem falta de ter tempo para si. A jornada de cuidar dos pequenos é pesada e nessa, vamos deixando de nos importar com nós mesmas, repetindo o mantra "eu dou conta". As mães que optam por estar perto em tempo integral não se permitem qualquer tipo de intervalo, como se isso fosse algum descuido, descaso ou até frescura. Afinal, que besteira fazer a unha! Ou terapia, ou corrida, ou qualquer outra coisa que seja só sua. O tempo vai passando e aquela entrega total vai cansando, mesmo para quem divide as tarefas com os companheiros. O resultado prático, além de profundas olheiras, é uma vontade semanal de sair correndo em zig zag, que é acalmada por um sorriso delicioso da cria ou qualquer outra forma de demonstração de amor. Mulher é um bicho mole mesmo...

Brincadeiras à parte, eu já fui essa mãe leoa, que não me permitia sair de junto do filho, que não baixava a guarda e que acreditava que tinha que dar conta de tudo só e sem reclamar. Mas o tempo passa e o bom, é refletir sobre nossas escolhas. Admitir quando algo não está nos deixando felizes, refazer os passos e até rever as crenças. Saber pedir e receber ajuda também faz parte desse processo maluco que é maternal. E que privilégio é ter isso! Olhe ao seu redor. Tenho certeza que tem alguém louco para ficar com um bebê por uma hora que seja. Uma amiga, uma vizinha, uma faxineira, o pai, a sogra. Pessoas que podem te ajudar a ter esse tempo para você. Uma coisa é certa: sozinha não dá para fazer o relógio parar. É preciso contar com o outro, se abrir para a ajuda que pode estar bem do seu lado. E aí, vai lá. Vai fazer qualquer coisa que seja só você e você. Se recupere, se resgate e volte para ser a melhor mãe que você pode ser. #nodramamom