Irmãos

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Essa semana vi um meme que dizia: “vá brincar com seu irmão, foi só pra isso que tive outro filho”. A piada, com um fundinho de verdade, me fez pensar na pressão que muitas mulheres sentem para ter o segundo filho, como se filho único fosse quase um mal desnecessário: quem tem um, não tem nenhum.

Entre eu e minha irmã são 5 anos de diferença e nós sempre fomos água e óleo. Não nos misturávamos, não brincávamos juntas por uma razão simples: personalidades muito diferentes. Sempre houve muito amor, claro, mas foi preciso crescer, amadurecer para que a gente se procurasse, contasse de verdade uma com a outra. Não existe uma receita de bolo para famílias felizes. Isso não existe e nem está associado à quantidade de filhos que um casal tem.

O pensamento de que “damos” irmãos para nossos filhos é controlador. É quando acreditamos que a nossa vontade de que eles sejam super unidos, amigos e companheiros vai se realizar, independente deles próprios. Esquecemos disso, mas filhos são pessoas e não fantoches das nossas crenças. Eles escolhem seus caminhos, seus amigos e também, seus irmãos.

Então, se você está entrando na pilha do segundinho, pense nas suas motivações, nos seus quereres. Não projete, não sonhe acordada com possíveis relações ou laços. A vida pode se encarregar disso. E antes que alguém me pergunte, sou muito grata pelos meus filhos e observar as conexões entre eles começando a ser estabelecidas é sensacional, fortalecedor. Mas isso é entre eles, eu tenho pouco a ver com isso. #nodramamom