A nova eu, de roupa nova.

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Claro que passei por aquela fase de não me reconhecer depois da chegada de um filho. De olhar para meu guarda-roupa e não entender certas peças que estavam ali penduradas, de me sentir estranha em tudo o que vestia. Já passei também pela fase de não querer vestir nada e sonhar com o caminhão do Faustão fashion edition. Já tive momentos de me largar tanto que o pijama se transformou na minha peça preferida e usar o mesmo por dias a fio era absolutamente normal. Depois disso, evoluí para usar exaustivamente roupas de parquinho para todas as ocasiões, o que me dava conforto e liberdade de movimentos, fundamental para quem pratica agachamento fora da academia e carregamento de crianças em curta distância.

Hoje, depois de 4 filhos, esse caminhar me parece menos pesado. Já entendi que todas essas fases fazem parte do florescer materno e que o melhor é não lutar ou se angustiar. Quando abrimos mão da vaidade, do estar bem vestida ou arrumada, não estamos nos deixando de lado. Estamos apenas mergulhadas em um momento onde nós não somos mais tão protagonistas assim. E tudo bem. Em algum momento, logo ali a diante, iniciaremos nosso resgate. Pode demorar mais para uma do que para outras, mas ele acontece. A grande surpresa é que nem sempre vamos reencontrar a mulher que deixamos para trás antes da barriga crescer e do bebê nascer. Estaremos mudadas. Para melhor.