Mais filho, mais amor

Nada é mais elástico do que a nossa capacidade de amar os filhos. O medo natural de achar que não cabe mais amor ou que ninguém vai superar o que você sente pelo filho número 1, se dissolve lentamente com a chegada de um novo bebê. Pode não ser amor a primeira ultra, mas ele chega.

Quando Irene nasceu, João tinha 4 anos e eu nunca vou esquecer de uma crise de choro que ele teve exatos dois meses depois. Ele gritava e chorava e dizia que não queria ter irmã, que eu estava chata, que tudo aquilo era muito chato. Choramos juntos, abraçados e juntos também fomos nos entendendo como uma família de mais filhos. Teresa tirou a vaga de bebê, ocupada por Irene sem dor nem piedade. Ocupou o lugar da fofura e transformou a caçula, na do meio. Irene cresceu instantaneamente, se tornou a responsável, a cuidadora. Teresa reinava no pódio quando veio a notícia de mais um filho.

Será que tem espaço para mais um nessa dinâmica? Como é que vai ser?

Eu não tenho muitas respostas, mas entendi que o espaço será criado. É assim que funciona e é bem simples até. Joaquim vai encontrar seu lugar e apesar da loucura que ele vai trazer para nosso dia a dia, eu só consigo me sentir grata por tanta vida ao meu redor. #nodramamom