Juliana

Oi Juliana, como estão as coisas? Que loucura tudo isso, né? Esse tribunal do Facebook é insano e nos arrasta para um lugar onde as pessoas mostram seus piores lados. Como se já não bastassem todas as loucuras que você vem passando nos últimos meses, no último ano. 

Esse negócio de maternidade é um precipício do qual se pula todos os dias. Todos os dias a gente morre um pouquinho. Não, ninguém nos conta que vai ser assim, porque não é uma regra. Acredite se puder, mas tem gente que tira tudo isso de letra. Mas é como se a gente deixasse a mulher de antes para trás e fosse, aos poucos, renascendo de um outro jeito. Pode ser doloroso e solitário. O foda é que tristeza não ajuda a vender fralda, então se estabeleceu que esses sentimentos tão reais e tão intensos, devem ser banidos, varridos para debaixo da nossa pele. 

Queria te dizer para respirar fundo, porque vai ficar tudo bem. Mesmo. O tempo é o grande senhor de tudo e arrasta para bem longe aquilo que queremos esquecer. Além disso, o tempo é sábio. Faz ficar em nossos corações só as melhores lembranças. Não sou expert no assunto nem nada, mas sou mãe de três e por isso quis te escrever. Na verdade, queria era te dar um abraço apertado e dizer que você é um mulher de coragem e deve ser uma mãe bacana. Bom, qualquer coisa, estou por aqui e se precisar, é só chamar. Um beijo enorme, Lua.