Amigos da banda

Eu sou uma pessoa que faço amigas. Vim com esse programação de fábrica e se o santo bater, você vai ser minha amiga num piscar de olhos. E eu tô falando de amiga mesmo: daquelas que liga pra saber com está, que vai na casa, que brinca com os filhos, que lava louça na sua casa, que toma porre juntas, que chora, que rir e claro, que dá uns esporros de vez em quando. Amiga que manda áudio de whatsapp nos momentos mais inesperados e que mesmo longe, está ali, de um jeito ou de outro. Tenho minhas amigas do Recife. Essas aí são as mais antigas, as que tem as melhores histórias e as que sabem os maiores podres. Tenho as amigas de São Paulo, que são o início da minha fase mãe, com quem eu troquei intensas experiências e muita informação. Virei gente ao lado de algumas dessas mulheres e sinto muita saudade de todas. Fiz amigas em Barbacena e isso foi um grande exemplo da minha capacidade de fazer amigos. Poucas, mas muito queridas. Quando cheguei em Brasília, eu já tinha amigas virtuais, que se tornam reais. Brasília foi mel na chupeta, depois da passagem por Minas Gerais e eu hoje, tenho aqui uma rede especial de amigas. Tenho amigas da internet, que não conheço ao vivo, tem amiga que eu passo anos sem encontrar, tem amiga com que eu falo toda semana.

Pedro costuma dar risada dessa minha característica. Ele, apesar de conversar com qualquer pessoa que olhar de forma simpática, seja na fila do banco ou na parada do ônibus, guarda os amigos num lugar especial. São pucos e bons. São porto. São colo.

Esses aí da foto, são os meninos da banda e eles são a história de Pedro. Não tem um dia que ele não morra de saudade de Joaca, Fabinho, Rildinho e de Guga. É por isso que todas as vezes que ele vai ao Recife, “encontrar os meninos para tocar”, ele volta cheio de quem ele é e isso é lindo de ver. Sexta e sábado tem show da banda e se você estiver na platéia, vai entender o que eu estou falando. <3