Uma mãe a beira de um ataque de nervos, ou quase isso

A gravidez tem me tirado um bem preciso. À medida que a barriga cresce, a paciência vai embora e tá difícil manter a tranquilidade. Claro que essa falta de paciência atinge diretamente as crianças e o marido, mas ela também me consome, porque essa vibe não é legal. Pedir 5 vezes para tomar banho, escovar os dentes, comer, dormir, desligar a TV, falar baixo ou qualquer outra coisa, antes era normal (alguém me abraça?) e mesmo que cansasse, era levado com alguma leveza. Mas agora, não consigo falar mais de 2 vezes. A terceira já é na base do grito. E gritar é péssimo. 

A energia do grito é violenta para todo mundo e na verdade, não resolve. Cria-se um ambiente pesado, estressante e claro, cheio de culpas. 

Atenta a esse cenário, estou buscando uma nova técnica: deixar claro para as crianças o meu limite. Isso me ajuda em três coisas. A primeira é fazer com que eles entendam que eu sou cheia de falhas e que, eventualmente, eu posso pisar na bola e não atender às expectativas deles. A segunda é trazer eles para perto, aproximar através do diálogo. Tento olhar no olho e dizer, sem rodeios, que estou cansada, que não vou insistir e que eles precisam colaborar, porque eu não quero gritar, não quero ficar brava. Às vezes funciona, às vezes não. E a terceira é simplesmente desencanar, deixar um pouco para lá. Não quer tomar banho? Ok. Não quer comer? Tudo bem. Relaxar não é tão fácil quanto parece (aliás, é dificílimo), mas tem me feito bem tentar não deixar a raiva chegar. Eu falei tentar, ok? Nem sempre eu consigo. Mas né? Não existe mãe perfeita. #nodramamom