É (sempre) tempo de aprender

Sempre digo que fui entrando na maternidade de forma gradual à medida que meus filhos foram nascendo. Cada criança, representou uma passagem, um mergulho que foi ficando mais profundo, mais intenso. É verdade também que foi ficando mais fácil, mas a minha relação com "ser mãe" foi amadurecendo. 

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Meu quarto filho vai encontrar uma mãe mais serena e menos aflita, mas ainda assim, as descobertas durante durante a gravidez são muito especiais. Primeiro porque eu me coloco como total aprendiz (sim, já sei um monte de coisas, mas não sei nem a metade) e segundo porque cada filho é um filho, cada processo de gestar é único. 

Se estivesse em São Paulo, lugar onde meus outros filhos nasceram, saberia exatamente quem procurar: a doula, a médica, a parteira, o pediatra. Mas esse caçula vai nascer em uma cidade nova. E isso significa ter que percorrer um caminho até encontrar a equipe que vai me ajudar a parir, ou seja: oportunidade de aprender! Aqui, como em várias cidades, tem a médica das estrelas (que cobra uma fortuna e ainda tem a capacidade de atrasar a consulta em mais de uma hora - tô fora), tem as parteiras ananauê, tem as equipes de parto domiciliar (várias, cada uma com vantagens e desvantagens). Mas acima de tudo, tem uma mulher muito mais bem informada sobre a capacidade do seu corpo, a força da sua natureza e esclarecida das suas vontades. O resto é consequência. #nodramamom