Mergulho profundo com colete salva-vidas

Você ja teve a sensação de estar submersa pela maternidade? Como se o seu mergulho tivesse sido tão profundo que agora está difícil de nadar em água mais rasas? Passamos a gravidez teorizando, mas na hora da prática buscamos validar nossas ações através de manuais e correntes. Assim, vivemos a experiência de um “risco calculado” onde para qualquer situação, existe uma dica, uma ação esperada, um post na internet. Como se para cuidar de bebês, existissem regras melhores ou piores.

A cada dia a sessão “autoajuda materna” cresce nas prateleiras das livrarias, entregando um falso empoderamento para as mães. Falso, porque ele só funciona se você seguir tudo até o fim. Caso você opte, no meio do caminho, por tentar algo novo, você é uma desistente. Se quer fazer livre demanda, tem que ser até o bebê completar 5 anos, chupeta não pode de jeito nenhum, fralda boa é fralda de pano, tem que deixar chorar no berço para não ser manhoso, tem que usar sling para criar vínculo, a introdução alimentar começa com as frutas, não com os legumes, não com os cerais. Tem que ser orgânico, tem que fazer BLW, tem que ter torre montessoriana, tem que, tem que, tem que. É assim, é assado, faz desse jeito, nunca daquele outro.

Calma, respira. A maternidade deve ser, antes de tudo, o despertar dos nossos instintos. Se você nunca foi uma pessoa dada a ouvir sua intuição, tente silenciar a voz de todos ao seu redor, para ouví-la. Todas essas correntes são boas e podem funcionar, mas nenhuma dessas correntes é melhor e mais valiosa do o que você sente lá dentro do seu coração. A resposta sobre o que fazer, como fazer e quando fazer, está dentro de cada uma de nós.

Se você vai ser mãe em breve, já teve seu bebê, é amiga de uma grávida, pensa sobre o assunto ou nem sabe se quer ter filhos, acredite: você saberá o que fazer. E quando não souber, peça ajuda. #nodramamom