Tchau, 2015.

A minha palavra para 2015 é desconstrução. E onde há desconstrução, há também destruição, bagunça, cansaço. Não foi um ano fácil, não foi um ano leve. Mas vejam só, estou aqui inteira e isso é maravilhoso. Há exatamente um ano, eu estava mudando de casa- quem se lembra da minha grama sintética? - Seis meses depois, mudava de cidade. E de vida. A desconstrução aconteceu em todos os sentidos, físicos e emocionais e foi fundamental. Saio de 2015 pronta para enfrentar qualquer coisa.  

Já agora na reta final do ano, fomos convidados por uma amiga muito especial para participar de um projeto, no qual tínhamos que responder algumas perguntas bem pessoais, coisas como vocação, inspirações e sonhos.

No momento em que me vi respondendo aquelas perguntas, várias coisas fizeram sentido. Passamos o réveillon de 2014 com pessoas que conhecemos dois dias antes e esse ano vai ser bem parecido. E isso diz muito sobre mim, sobre Pedro e sobre a nossa família: a gente se conecta, faz laços, deixa lastro. Estamos de passagem e seguimos aproveitando todas as oportunidades que nos são dadas. E agradecemos por elas.

Nessas arrumações de fim de ano, encontramos papéis rabiscados, onde desenhávamos nossa mudança. Escrevemos prós e contras de sair de São Paulo, listamos vontades, desenhamos sonhos e corremos atrás. Fizemos. Com três pequenos, fomos lá e transformamos. Mas sair da zona de conforto é como nascer: dói muito, é estranho, desconfortável, desconhecido. Até que tudo se normalize, leva um tempo. E o amor, só vem com o tempo.

Seis meses depois do principal acontecimento do ano, ainda estamos nos adaptando, aprendendo, descobrindo. Moramos numa casa incrível, grande, com quintal, jardim e muitos quartos que vivem à espera de hóspedes. Semana passada estavam todos ocupados e foi como recarregar o oxigênio. Com tantos amores e amigos por perto, a gente se reconecta, acredita novamente no caminho escolhido e agradece. Sempre. Obrigada então, a todo mundo que passou por nosso 2015. Foram MUITAS pessoas incríveis e essa matéria, a humana, é o que dá sentido à vida. Ano que vem tem mais, muito mais: mais gente, mais amor, mais mudança. Vem 2016, vem ligeiro.