Ter filho é bom, mas dói

Você não sabe o tipo de mãe que vai ser até ter em seus braços aquele pequeno ser. São nove meses de elocubrações, leituras e conversas que depois, talvez nem sirvam tanto assim. São muitas expectativas, sonhos e vontades que acabam na lixeira mais próxima na primeira cólica. Quando o filho nasce, tudo muda. TUDO.

Por mais babás que você consiga pagar, sua vida social vai mudar. Por mais maravilhoso que seja o seu marido, seu casamento vai se transformar. Seu corpo, seu sono, a forma como você trabalha, tudo vai mudar. Por mais tranquila que seja a sua relação com a sua mãe,  ela vai ficar diferente, pelo simples fato de que sua perspectiva muda de ângulo. Tudo muda no minuto que você chega em casa carregando o seu filhote no colo. E pode ser para melhor ou para pior. Hoje entendo que mais importante do que se preparar para o chá de fralda, é se preparar para essas mudanças.

E essa preparação tem a ver com aceitação.

Observe seus limites e aceite-os.

Perceba suas fragilidades e aceite-as.

Entenda a dinâmica do seu bebê e aceite-a.

Aceitar não é se conformar, mas sim viver com a certeza de que aquelas escolhas são suas e que é o momento de vivê-las. Em paz e tentando ser feliz.

Ter um filho pode não ser  tão cor de rosa assim, afinal, a vida real as vezes é bem preto e branco. Mas tentar olhar para esse momento com mais serenidade pode ajudar um pouco a acalmar o coração. O tempo passa rápido demais. Tanto que muitas vezes a gente já quer o próximo e o próximo e o próximo. Porque ter filho é bom, mas dói. #nodramamom