Roupa de criança

Trabalho como consultora de estilo e ajudo mulheres a se encontrarem através do binômio vestir-sentir. Acho que por ver tão de perto o quão nocivo pode ser o consumo, tenho extrema dificuldade em comprar roupas e, de verdade, não dou tanta importância assim para isso tudo. Minha opinião sobre a internet da moda é ainda mais dura e acredito que o look do dia é um desserviço, na grande maioria das vezes (um VIVA para as exceções maravilhosas!). Quando o assunto vai para o universo infantil, aí não tem meio termo: é o fim da picada e não faz o menor sentido. Morro de medo dessa loucura disfarçada de fofurice.

Já comentei aqui que Irene escolhe o que veste. Ela tem a maioria das suas roupas à mão e decide o que, como e quando quer vestir, incluindo os sapatos. O grande barato dessa história é que não interfiro, porque percebo nesse gesto uma brincadeira e uma vontade imensa de se divertir. Não é moda, ela não é estilosa e muito menos fashionista (nem consegue dizer essa palavra ainda, a pequena). Ela é uma criança de dois anos.

E não está preocupada em combinar, em misturar estampas da forma correta ou usar o que está na moda (Oi?). Muitas vezes, ela não liga para a temperatura que está lá fora e não está nem aí para o dresscode. Sou incentivadora das macaquices da minha filha mas radicalmente contra caras e bocas de crianças. #nodramamom