Querida amiga,

Uma amiga muito querida está grávida e assim que liguei para dar os parabéns, emendamos no assunto parto. A primeira coisa que ela me disse foi: “não sei se consigo ter parto normal. Você sabe como sou estreita, né?”. Na mesma hora implorei para que ela deixasse de lado sua ignorância e que soubesse desde já, que a largura do nosso quadril não define o tipo de parto que podemos ter. Sim, usei a palavra ignorância. Sim, sou muito verdadeira com minhas amigas. Sim, ela ainda me ama e eu amo muito ela.

Mas o fato é que não consegui parar de pensar no que ela falou. Tenho amigas que optaram por uma cesárea e acho que essa deveria ser uma escolha de cada mulher, sem julgamentos. Mas isso tem que ser uma decisão tomada com toda sinceridade da gente com a gente mesma. Não precisa ter vergonha. Ninguém é menos mãe por dar a luz através de uma cirurgia.

De qualquer forma, acredito tanto no poder de um parto natural (tenho duas cesáreas e um parto natural), que queria muito que fosse algo que as minhas amigas vivessem, experimentassem. Poderia escrever até o fim do dia sobre como a minhas experiências foram diferentes entre si e como o parto natural me transformou, mas isso fica para um outro post.

Já que não dá para presenteá-las com isso, fica o meu desejo para que todas as mulheres acessem informações ( que eu, toda descolada achava que tinha e não tinha) sobre o assunto e se entreguem para a maternidade encarando de frente todos os medos que surgem. O parto é só o primeiro deles. Depois piora.#nodramamom

P.S Amiga, te amo muito. Deixa de ser medrosa. Você vai ser mãe, porra! <3

P.S 2: A foto é do parto da Irene. Uma cesárea humanizada, como o palhaço do médico teve a coragem de me dizer.