Obrigada por tudo.

Fiquei com vontade de escrever uma carta de despedida, mas aqui em casa quem escreve cartas é o @pedrinhofonseca. Minha parada é um pouco mais direta, menos romântica e com uma certa dose de bom humor para deixar a vida mais fácil. Mas fato é que não existe despedida sem dramas, então tá super difícil encontrar as palavras certas.

Não existe jeito bom de terminar uma relação. Sempre alguém sofre, sempre alguém é julgado. Acontece que a gente tem mais é que ser feliz e insistir em algo que não está mais rolando é burrice. Detesto sofrer e foi assim, com o coração leve e aberto para o novo, que decidimos mudar, sair de São Paulo. Estamos indo morar no interior de Minas, em Barbacena.

São Paulo é incrível e eu vou amá-la para sempre, mas a gente não cabe mais aqui. Está apertado, doendo que nem calo de sapato. Mesmo tendo escolhido sair dos modelos tradicionais de trabalho, a gente ainda vive para trabalhar e trabalha para pagar contas. A imagem é de um cachorro correndo atrás do próprio rabo, em círculos, em transe. Não. Para. Respira. Avalia a vida. Não é isso que queremos, nem pra gente, nem para as crianças.

Vamos morar nas montanhas, perto de rio e cachoeira, mas com internet bombando, porque eu não nasci para ser hippie. Quero apenas que meus filhos sejam capazes de ver a vida com outros olhos, de um jeito mais amplo, menos bitolado, menos apressado.

Se estou com medo? Claro que estou! Mas a verdade é que não tenho nem tempo para pensar nisso agora. Antes de mudar ainda tenho que arrumar a casa de lá, arrumar a casa daqui, planejar duas festas de aniversário/despedida. Depois é Minas, uai. Enquanto tudo isso acontece, tem um site com os textos publicados aqui ficando pronto e outras novidades. É, pessoal, acho que o ano começou. #nodramamom.