Mãe, mulher, malabarista

Sempre soube que queria ser mãe, mas nunca planejei ter 3 filhos. A vida foi acontecendo e quando percebi, estava casada e tinham 3 crianças no colo.

Mudei de cidade, mudei de profissão, mudei de cabelo (várias vezes), meu corpo mudou e mudei muito como pessoa. Durante um tempo perdi tempo tentando ser quem eu era antes, mas isso me causava um desconforto imenso. Eu não cabia mais em mim mas não entendia isso.

Tentei fazer tudo ao mesmo tempo, pois era preciso dar conta de tudo. Até que em um determinado momento, depois de muito brigar com meus pensamentos e sentimentos, percebi que não dava para fazer tudo. Que simplesmente não era possível e que eu precisava fazer uma escolha.

Fazer escolhas é abrir mão. E eu, que me julgava tão desapegada, me vi sofrendo ao deixar partir a Luanda de antes. E foi assim que dei lugar a Luanda mãe chegar com toda força. Maternar é a minha maior função hoje. E tudo que sobrou de quem eu já fui, hoje me faz uma mãe melhor.

Ainda faço consultoria de estilo e atendo minhas clientes amadas, mas até isso mudou também. Meu trabalho é um exercício de reconexão, um esforço para fazer com que as mulheres se percebam com mais amor. Porque essa é a minha tarefa diária. #nodramamom