Mamar e aninhar

Tenho três filhos e, para cada um, uma história diferente em relação à amamentação. João mamou por 3 meses apenas. A velha história: ele não mamava, começou a perder peso e a pediatra orientou que desse o complemento. Marinheira de primeira viagem, segui à risca as orientações e logo ele não queria mais saber do peito. Irene mamou até os 10 meses e parou sozinha. Um dia olhou para o peito e ele não fez mais sentido para ela. Simples assim. Eu não sabia, mas já estava grávida e talvez tenha alguma coisa a ver, não sei. Teresa já tem mais de um ano e continua mamando. Mama quando que quer, sem regras ou horários estabelecidos.

O único ponto em comum dos três foi o fato do meu peito sempre machucar MUITO e por muito tempo, até que encontrei o pediatra mais maluco e incrível do planeta, que me ensinou a dar de mamar. Cacá: te amo para sempre.

Sei que hoje a Teresa não precisa do meu leite para se alimentar e que eu poderia passar tranquilamente para a mamadeira (que já uso!), mas nada substituirá o nosso aninhado, aquele chamego delícia que existe no ato de dar mamar a um bebê. Isso é insubstituível.

Claro que tem o ônus dessa decisão: Teresa não dorme. Ela acorda a cada 4 horas (em média; às vezes mais, às vezes menos) e não adianta Pedro ir até ela – não tem acordo. Agora que ela fala, vê-lo entrando no quarto e me chama (aos berros). É cansativo e quase maluco para quem não fez essa opção, mas é a nossa opção: minha e dela. Ainda não estou preparada para desmamar. Gosto de prover esse colo, de ser o porto seguro para ela e abraço o lado ruim da história, entendendo que nem tudo é perfeito no universo materno. #nodramamom