Feliz dia, mães

Quando nasce um bebê nasce também uma culpa. É como aqueles conjuntos matemáticos, onde a mãe está está no meio, contida entre o filho e a culpa, sabe? Nos sentimos culpadas por tudo e esse sentimento é um grande sabotador das nossas habilidades como mãe.

Se livrar da culpa tem a ver com se aceitar e entender as suas limitações. Depois que você sai da maternidade (ou da banheira ou do seu quarto para quem tem filho em casa <3) não dá para vestir a roupa da mulher maravilha. Além de muito apertada, essa fantasia é pesada e cruel. Não somos incríveis e nem super poderosas. Somos de carne e osso, cheias de defeitos, dores e angústias, só que agora na versão mãe.

Não é fácil. Se a gente parar para pensar, ter filhos é uma coisa muito sem sentido! Colocar alguém nesse planeta tão maluco é passível de culpa sim. Mas se essa foi a sua escolha (foi a minha!), então é melhor aproveitar a jornada.

Como mãe, escolhi sentir menos culpas e olhar com mais verdade para as minhas escolhas. Entendi que elas são só minhas e que não precisam ser compartilhadas por todas as mães do planeta, porque cada uma sabe o que é melhor para o seu filho. Se eu quero criar pessoinhas mais generosas para esse mundo cão, preciso exercitar o respeito às diferenças em todas as situações, inclusive na maternidade. Feliz dia das mães.#nodramamom