De verdade

Sejam fortes para essa revelação: eu não tenho uma família de comercial de margarina. Parece, mas não é. Não é porque isso não existe. Se os filmes da Disney durassem mais de uma hora e meia, a gente saberia que a Branca de Neve o príncipe encantado não aguentaram ficar casados e não viveram felizes para sempre, porque eles nem se conheciam!

É gente, é triste, eu sei, mas o melhor que tenho para oferecer é uma família de verdade. Feita por um casal de verdade, que briga, que discorda mas que faz planos de envelhecer juntos e acredita nisso. E não é pelos filhos, é por que a gente se gosta demais da conta e se reiventa um para o outro, sempre que possível. Não é fácil e exige um esforço físico e emocional.

Tem dias que a gente quer se matar (poucos), tem dias que a gente que se amar (muitos), tem dias que a gente só quer ficar quieto (o que no nosso caso é praticamente impossível). Tem dias que a gente quer festejar (e precisa arrumar uma babá para ficar com as crianças), tem dias que a gente quer dominar o mundo (e tem reuniões delicosas sobre o tema). Tem dias que a gente quer a casa cheia (e convoca para almoços de última hora), tem dias que a gente quer ficar de pijama (e espera chegar o domingo). E o que tem sempre, todos os dias, é admiração um pelo outro e uma vontade louca de ver nossos filhos virarem gente grande, pessoas do bem. #nodramamom