Colo

Quem me vê com essa cara de boazinha, nem imagina a entidade que toma conta de mim nos momentos de raiva. Sou uma mãe brava, que sim, perde a cabeça de vez em quando e claro, morre de culpa imediatamente depois. Na hora que o choro aperta, criamos um código, que é respirar. Peço que eles respirem fundo para que o diálogo recomece. Não é fácil e às vezes quem esquece de respirar sou eu.

Meus filhos não são aqueles que se jogam no chão do supermercado, mas poderiam ser. Porque a verdade é que toda criança faz birra e malcriação em algum momento (geralmente eles escolhem o momento mais inoportuno, uma vez que eles não sabem o significado dessa palavra). O que aprendi com João, Irene e Teresa, foi a importância do colo e principamente do acolhimento nessas horas.

As funções do dia-a-dia tiram qualquer glamour do universo materno. Criar filhos cansa. Tudo tem limites, até mãe. Tem dias que dá tudo errado mesmo, faz parte. Ainda bem chega logo a noite e no dia seguinte a gente tem a chance de recomeçar e tentar fazer melhor. #nodramamom