Cartilha da mãe perfeita, capítulo brincar

Na cartilha da mãe perfeita, capítulo brincar, fala-se da importância de sentar a bunda no chão e participar da construção do imaginário, desenvolvendo o lado lúdico dos pequenos. Para ser divertido, é importante que tenha bagunça e melequeira e exige certa habilidade manual por parte das mães. Aprendi com meus 3 filhos que brincar junto pode ser a coisa mais sensacional do planeta, rendendo, além de boas fotos, momentos de conexão total.

Com a mudança para Barbacena, essa coisa de sentar para brincar se tornou rotina e eu me descobri praticamente uma artesã, o que de fato é uma grande novidade na minha vida.

Mas a verdade, verdade mesmo, é brincar cansa (os adultos). Quando crescemos, perdemos a capacidade de abstrair por tanto tempo e… ficamos sem saco para a tal da brincadeira. Por isso, acredito eu, que ipads, iphones e toda sorte de eletrônicos são entendidos como excelentes babás: não exigem a participação da mãe, que tem seu merecido tempo de descanso. Mesmo diante dessas incríveis invenções modernas, aqui em casa tem regra e horário fixo para usar essas coisas. O que me resta é ocupar o tempo dos pequenos brincando mesmo, ou então, ensinando eles a brincarem só.

Funciona assim: eu sento junto, monto o cenário e depois vou saindo de fininho. Fico ali, de longe, observado eles desenrolarem os diálogos ( que são maravilhosos), sem interferir. Mesmo quando tem alguma confusão espero ser chamada para intermediar, mas incentivo que eles resolvam entre eles. Claro que nem sempre isso acontece assim desse jeitinho e eu solto uns gritos aqui e ali para resolver a confusão, mas faz parte. João brinca muito sozinho e Irene também adora montar a casinha para as bonecas. Teresa demanda mais da minha atenção e ainda não brinca só, mas sempre vai na cola da irmã.

Então, mesmo que essa não seja a sua melhor faceta, ensinar a brincar é um jeito mais saudável de passar o tempo, de elaborar questões emocionais e abrir a cabeça para imaginação. Tem que sentar junto mesmo, sem celular por perto e ajudar a criança a montar esse quebra-cabeça até que isso se torne um hábito delicioso. #nodramamom