A hora certa (dela)

Li essa semana na página da @cuchi.moveisinfantis que a Maria Montessori, criadora do método educativo Montessori, dizia que se não damos um copo de vidro para uma criança é porque valorizamos mais o copo do que o processo de aprendizagem. Isso me pegou. Acho que entender esses processos de cada criança é algo dificílimo. Esperamos que elas respondam de maneira padronizada a qualquer coisa proposta.

É como se nossos filhos tivessem que sentir tudo da mesma maneira que está nos livros, filmes e comerciais. Como se eles já devessem saber fazer aquilo que estão aprendendo. Quando isso não acontece, vem uma frustração enorme e uma busca por algo que explique aquilo e claro, uma solução. Mas e se a solução for apenas dar mais tempo para a criança? E se a solução for esperar?

Por que tanta urgência?

Antes de um ano o bebê já está na natação. Alguns dizem que isso deve acontecer antes do 6 meses, já que o ambiente na barriga da mãe era líquido. Ora, mas e se depois que ele nasceu ele gostou mais do ambinete seco? E se ele não estiver pronto para nadar? E se você achar um saco ter que entrar com o bebê na agúa toda terça e quinta?

Chega o momento do desfralde e mais uma vez estamos lá, na maior expectativa que nossos pequenos façam exatamente como nos disseram que seria. Mas não é. Como lidar? Irene decidiu que não iria mais usar fralda. Ela tinha acabado de fazer dois anos e foi influenciada por uma amiga mais velha da sala dela! Primeira barreira enfrentada: ela não queria fazer xixi fora de casa e claro, se frustava quando não conseguia segurar. Isso demorou uns 6 meses até passar totalmente. Já o cocô estamos num processo. Ela pede para colocar a fralda, vai no cantinho e faz cocô. Já comprei penico, livros, já tive conversas e nada. Ela não quer fazer cocô na privada. Decidi esperar o tempo dela. Respeitar um pouco mais a sua vontade, mesmo que isso me cause incômodo, desconforto ou frustração mesmo. Um dia ela vai dar esse passo. No melhor dia para que isso aconteça. #nodramamom