Sem sinal

Por aqui, combinamos que celular em restaurante só pode depois que comer tudo. Ele não sai nem da bolsa, para ninguém cair em tentação. Também não pode quando estamos em programas ao ar livre. Tem que brincar e ponto final.

Mas Lua, isso cansa muito!

Cansa mesmo. Ter filho cansa. Educar cansa mais ainda.

Vivemos na era da tecnologia e poucos de nós largam tudo e fogem para as montanhas. Não dá para negar a força dos aparelhos eletrônicos, mas dá sim para controlar a sua presença em nosso dia a dia. Começa na gente.

Começa quando a gente passa a não ter vergonha de criança que fala alto, ou faz uma certa bagunça na mesa, enquanto espera a comida. Começa quando a gente entende que está no job description de ser pais, que é preciso levantar e ir brincar no parquinho do lugar, mesmo que você queira muito tomar uma cervejinha. Começa quando a gente se propõe a conversar com as crianças, ouví-las. Começa quando a gente entende que podemos criar brincadeiras com uma folha de papel e uma caneta. Começa quando a gente entende que é simples. Reclamamos e esperamos que nossos filhos não assistam aos jovens youtubers, mas o que estamos fazendo para que isso não aconteça? Dizer não não basta.

Eu entendo que faz parte das conquistas das novas gerações e que a conversa não começa com “no meu tempo não existia isso”. A questão é o excesso, é a falta da capacidade das crianças de lidarem com o tédio, com a falta do que fazer. Eu acho isso assustador e tenho combatido com unhas e dentes por aqui. O tédio é bom e eu não sou a Disney. #nodramamom

(Na foto, Irene e Teresa brincam de roda no meio do restaurante com as bonecas. Depois eu tive que me levantar para brincar também e depois, foi a vez de Pedro. Ufa)

Irmãos

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Essa semana vi um meme que dizia: “vá brincar com seu irmão, foi só pra isso que tive outro filho”. A piada, com um fundinho de verdade, me fez pensar na pressão que muitas mulheres sentem para ter o segundo filho, como se filho único fosse quase um mal desnecessário: quem tem um, não tem nenhum.

Entre eu e minha irmã são 5 anos de diferença e nós sempre fomos água e óleo. Não nos misturávamos, não brincávamos juntas por uma razão simples: personalidades muito diferentes. Sempre houve muito amor, claro, mas foi preciso crescer, amadurecer para que a gente se procurasse, contasse de verdade uma com a outra. Não existe uma receita de bolo para famílias felizes. Isso não existe e nem está associado à quantidade de filhos que um casal tem.

O pensamento de que “damos” irmãos para nossos filhos é controlador. É quando acreditamos que a nossa vontade de que eles sejam super unidos, amigos e companheiros vai se realizar, independente deles próprios. Esquecemos disso, mas filhos são pessoas e não fantoches das nossas crenças. Eles escolhem seus caminhos, seus amigos e também, seus irmãos.

Então, se você está entrando na pilha do segundinho, pense nas suas motivações, nos seus quereres. Não projete, não sonhe acordada com possíveis relações ou laços. A vida pode se encarregar disso. E antes que alguém me pergunte, sou muito grata pelos meus filhos e observar as conexões entre eles começando a ser estabelecidas é sensacional, fortalecedor. Mas isso é entre eles, eu tenho pouco a ver com isso. #nodramamom

Tempo meu

Todos os dias leio algum post falando sobre o quanto as mães sentem falta de ter tempo para si. A jornada de cuidar dos pequenos é pesada e nessa, vamos deixando de nos importar com nós mesmas, repetindo o mantra "eu dou conta". As mães que optam por estar perto em tempo integral não se permitem qualquer tipo de intervalo, como se isso fosse algum descuido, descaso ou até frescura. Afinal, que besteira fazer a unha! Ou terapia, ou corrida, ou qualquer outra coisa que seja só sua. O tempo vai passando e aquela entrega total vai cansando, mesmo para quem divide as tarefas com os companheiros. O resultado prático, além de profundas olheiras, é uma vontade semanal de sair correndo em zig zag, que é acalmada por um sorriso delicioso da cria ou qualquer outra forma de demonstração de amor. Mulher é um bicho mole mesmo...

Brincadeiras à parte, eu já fui essa mãe leoa, que não me permitia sair de junto do filho, que não baixava a guarda e que acreditava que tinha que dar conta de tudo só e sem reclamar. Mas o tempo passa e o bom, é refletir sobre nossas escolhas. Admitir quando algo não está nos deixando felizes, refazer os passos e até rever as crenças. Saber pedir e receber ajuda também faz parte desse processo maluco que é maternal. E que privilégio é ter isso! Olhe ao seu redor. Tenho certeza que tem alguém louco para ficar com um bebê por uma hora que seja. Uma amiga, uma vizinha, uma faxineira, o pai, a sogra. Pessoas que podem te ajudar a ter esse tempo para você. Uma coisa é certa: sozinha não dá para fazer o relógio parar. É preciso contar com o outro, se abrir para a ajuda que pode estar bem do seu lado. E aí, vai lá. Vai fazer qualquer coisa que seja só você e você. Se recupere, se resgate e volte para ser a melhor mãe que você pode ser. #nodramamom 

Eles crescem

O primeiro mês de vida de um bebê pode ser comparado à passagem de um furacão. É peito rachando e depois vazando, é barriga mole, é noite sem dormir. É um ser com proporções tão pequenas que fazem tudo parecer perigoso. São hormônios e emoções à flor da pele, são muitas e infinitas transformações. Se você está nesse exato momento da sua vida, eu te garanto que existe uma luz no fim do túnel e tudo isso que você está sentindo vai passar. Pode demorar um pouco mais, ou um pouco menos, mas vai passar. Acredita.

A questão é que depois de acostumar com o bebê, ele cresce. Se transforma numa criança e aí outros tantos desafios surgem, outras tantas emoções aparecem. É nesse momento que você entende que a vida se transformou em um grande jogo de videogame e que importante mesmo é chegar no próximo estágio são e salvo, de preferência com alguma reserva de vida para dar conta dos novos inimigos.

Sim, passa rápido. Tão rápido que chega a doer. Mas ver as transformações dos filhos é algo mágico, emocionante. Hoje sou mãe de um menino de 8 anos. Um cara muito massa, com quem eu troco e tenho altos papos. Um cara que me questiona, me faz rever posturas e reafirmar outras. Um mocinho que está sendo criado para respeitar as diferenças e entender que o mundo precisa ser um lugar de mais tolerância. Um menino que está sendo educado para respeitar as escolhas dos outros e não ser preconceituoso. E olha, isso tudo dá tanto trabalho quanto aqueles primeiros dias do início e pode ser tão enlouquecedor quanto o momento da sua chegada.

Não é fácil estar totalmente aberto para o diálogo, não é fácil explicar sobre pobreza, ganância, golpe, transgêneros, parto humanizado, política, falta de grana, valor da presença, papel social do Neymar ou a relevância do Barça para o futebol de várzea no Brasil, mas todos os dias eu tento. E só de ver seus olhos pensando em tudo o que eu falei (e gente, como eu falo!), eu sinto que estamos num bom caminho. #nodramamom

 

Mais filho, mais amor

Nada é mais elástico do que a nossa capacidade de amar os filhos. O medo natural de achar que não cabe mais amor ou que ninguém vai superar o que você sente pelo filho número 1, se dissolve lentamente com a chegada de um novo bebê. Pode não ser amor a primeira ultra, mas ele chega.

Quando Irene nasceu, João tinha 4 anos e eu nunca vou esquecer de uma crise de choro que ele teve exatos dois meses depois. Ele gritava e chorava e dizia que não queria ter irmã, que eu estava chata, que tudo aquilo era muito chato. Choramos juntos, abraçados e juntos também fomos nos entendendo como uma família de mais filhos. Teresa tirou a vaga de bebê, ocupada por Irene sem dor nem piedade. Ocupou o lugar da fofura e transformou a caçula, na do meio. Irene cresceu instantaneamente, se tornou a responsável, a cuidadora. Teresa reinava no pódio quando veio a notícia de mais um filho.

Será que tem espaço para mais um nessa dinâmica? Como é que vai ser?

Eu não tenho muitas respostas, mas entendi que o espaço será criado. É assim que funciona e é bem simples até. Joaquim vai encontrar seu lugar e apesar da loucura que ele vai trazer para nosso dia a dia, eu só consigo me sentir grata por tanta vida ao meu redor. #nodramamom

Novos medos

Falar que a maternidade é o encontro com a própria sombra pode parecer pesado aos ouvidos mais românticos, mas para mim, não tem nada mais real. Na nossa sombra está aquilo que não acessamos, não queremos ver, não sabemos existir. São nossos medos mais secretos, nossos instintos mais primitivos, nossas dores. Encarar as sombras é difícil e apesar de ser o caminho mais complicado, tem se mostrado o mais significativo em minha jornada como mãe, mas principalmente como pessoa. 

Grávida do quarto filho, ela volta outra vez. Sim, porque a sombra ela não desaparece, certo? Se não há sombra é porque não há luz. Então, o jeito é encarar, revirar, reviver. 

- Mas Lua e mesmo com 4 filhos você ainda tem medos?

Tenho. Muitos. Medo do parto, medo da chegada de um novo bebê, medo do sono, do cansaço, da falta de paciência que o cansaço traz. Medos grandes e pequenos, brancos e pretos, de todo o modelo. Alguns só precisam de leveza, outros merecem ser mais elaborados, para que ocupem o seu devido lugar e não se espalhem por aí. Estou nesse caminho, olhando atentamente para tudo, mergulhando quando necessário, passando reto quando preciso, maternando e gestando, com toda força e vulnerabilidade que isso carrega, sem dramas, se é que isso é possível. #nodramamom 

 

Amigos da banda

Eu sou uma pessoa que faço amigas. Vim com esse programação de fábrica e se o santo bater, você vai ser minha amiga num piscar de olhos. E eu tô falando de amiga mesmo: daquelas que liga pra saber com está, que vai na casa, que brinca com os filhos, que lava louça na sua casa, que toma porre juntas, que chora, que rir e claro, que dá uns esporros de vez em quando. Amiga que manda áudio de whatsapp nos momentos mais inesperados e que mesmo longe, está ali, de um jeito ou de outro. Tenho minhas amigas do Recife. Essas aí são as mais antigas, as que tem as melhores histórias e as que sabem os maiores podres. Tenho as amigas de São Paulo, que são o início da minha fase mãe, com quem eu troquei intensas experiências e muita informação. Virei gente ao lado de algumas dessas mulheres e sinto muita saudade de todas. Fiz amigas em Barbacena e isso foi um grande exemplo da minha capacidade de fazer amigos. Poucas, mas muito queridas. Quando cheguei em Brasília, eu já tinha amigas virtuais, que se tornam reais. Brasília foi mel na chupeta, depois da passagem por Minas Gerais e eu hoje, tenho aqui uma rede especial de amigas. Tenho amigas da internet, que não conheço ao vivo, tem amiga que eu passo anos sem encontrar, tem amiga com que eu falo toda semana.

Pedro costuma dar risada dessa minha característica. Ele, apesar de conversar com qualquer pessoa que olhar de forma simpática, seja na fila do banco ou na parada do ônibus, guarda os amigos num lugar especial. São pucos e bons. São porto. São colo.

Esses aí da foto, são os meninos da banda e eles são a história de Pedro. Não tem um dia que ele não morra de saudade de Joaca, Fabinho, Rildinho e de Guga. É por isso que todas as vezes que ele vai ao Recife, “encontrar os meninos para tocar”, ele volta cheio de quem ele é e isso é lindo de ver. Sexta e sábado tem show da banda e se você estiver na platéia, vai entender o que eu estou falando. <3

Uma mãe a beira de um ataque de nervos, ou quase isso

A gravidez tem me tirado um bem preciso. À medida que a barriga cresce, a paciência vai embora e tá difícil manter a tranquilidade. Claro que essa falta de paciência atinge diretamente as crianças e o marido, mas ela também me consome, porque essa vibe não é legal. Pedir 5 vezes para tomar banho, escovar os dentes, comer, dormir, desligar a TV, falar baixo ou qualquer outra coisa, antes era normal (alguém me abraça?) e mesmo que cansasse, era levado com alguma leveza. Mas agora, não consigo falar mais de 2 vezes. A terceira já é na base do grito. E gritar é péssimo. 

A energia do grito é violenta para todo mundo e na verdade, não resolve. Cria-se um ambiente pesado, estressante e claro, cheio de culpas. 

Atenta a esse cenário, estou buscando uma nova técnica: deixar claro para as crianças o meu limite. Isso me ajuda em três coisas. A primeira é fazer com que eles entendam que eu sou cheia de falhas e que, eventualmente, eu posso pisar na bola e não atender às expectativas deles. A segunda é trazer eles para perto, aproximar através do diálogo. Tento olhar no olho e dizer, sem rodeios, que estou cansada, que não vou insistir e que eles precisam colaborar, porque eu não quero gritar, não quero ficar brava. Às vezes funciona, às vezes não. E a terceira é simplesmente desencanar, deixar um pouco para lá. Não quer tomar banho? Ok. Não quer comer? Tudo bem. Relaxar não é tão fácil quanto parece (aliás, é dificílimo), mas tem me feito bem tentar não deixar a raiva chegar. Eu falei tentar, ok? Nem sempre eu consigo. Mas né? Não existe mãe perfeita. #nodramamom 

 

Essa força estranha

Você sabe de onde vêm os bebês? Tem alguma dúvida como eles chegaram na sua barriga? Por que então a gente desassocia gravidez de sexo, a medida que a barriga cresce? 

Sinto que entender essa proximidade, ajudaria muitas mulheres a terem relações mais acolhedoras com seus corpos, antes, durante e depois da gravidez. Entender as transformações que vão acontecer lá dentro, entender o que é um parto e todos os hormônios envolvidos, como acontece o nascimento natural de uma criança, o que se mexe, o que muda, o que sai do lugar e como tudo volta para onde estava depois de um tempo. Será que você sabe como (como, meu deus, como??) passa uma cabeça pela sua vagina? E essa vagina, gente? O que acontece com ela? Ocitocina, prostaglandina, muco, tampão, líquido? Esqueça o medo, o nojo, a aflição e procure saber. Informação é uma arma poderosa. 

Tive dois filhos antes de acessar essas informações. Achava que sabia, achava que não tinha o que aprender depois de adulta. Achava que tudo ia acontecer normalmente, como nas novelas. O resultado foi uma entrega total para os médicos e consequentemente, duas cesáreas. A gravidez é um portal que se abre para que nós mulheres ( e também os companheiros e companheiras) possamos descobrir do que somos capazes. É um presente. É uma ligação que se estabelece com o corpo, que nunca mais perdemos. E no mundo de hoje, se reconectar com essa natureza interior é fundamental. É resgatar nosso poder, que todos insistem em querer diminuir. Não deixemos. Procure se olhar com mais admiração e força. Se surpreenda com a capacidade de cada célula e acredite em você. #nodramamom 

Meu tipo de mãe

Eu sou a mãe que esquece os amigos secretos da escola, que nunca lembra de pagar os passeios, que é a última a mandar o material completo. Sou a mãe que esquece de escovar os dentes antes de dormir e que não liga muito se as crianças passarem um dia sem tomar banho. Sou a mãe que dá uns bons gritos de vez em quando e que perde a paciência de vez em sempre. Sou a mãe que nunca tenho o material necessário para fazer as atividades artísticas (sempre falta uma cola, um barbante, um lápis).

Sou a mãe que já mandou a filha para a escola só com a parte de cima do uniforme, porque nem percebeu que ela estava sem o short. Sou a mãe que nunca levo um casaco na bolsa e muda de roupa então, é privilégio dos bebês. Por falar em bebês, sou a mãe que dá chupeta, porque eu acredito que ajuda o bebê a se acalmar e que nem tudo depende de mim.

Sou a mãe que deixa os filhos se vestirem como eles quiserem, mesmo que eles fiquem parecendo alegorias de carnaval. Sou a mãe que não tem paciência para laços e minhas filhas seguem no mesmo caminho. Sou a mãe do “tá tudo bem. Isso não é um problema” e fico feliz em ver que em muitos momentos, meus filhos já não se cobram tanto por besteiras.

Sou a mãe que não insiste para que meus filhos comprimentem todo mundo, mas faço questão que eles dêem bom dia, boa tarde e boa noite para os porteiros do prédio. Sou a mãe que falo palavrão, mas isso é coisa de adulto e criança não pode falar. É uma regra.

Sou uma mãe que senta para brincar junto, mas que detesta fazer cabana. Sou uma mãe que não busca a perfeição, porque acho que esse lugar não existe e tento levar a vida de um jeito mais leve, porque o mundo já está muito pesado.

- Teresa, que língua azul é essa?

- É que eu comi massinha, mãe.

 

Meu presente de natal (e da vida inteira)

Estamos juntos há 11 anos, temos 3 filhos e mais um a caminho. Já passamos por uma grande crise e nos refizemos. Já nos mudamos de casa e de cidade algumas várias vezes. Já viajamos para lugares românticos e já passamos por boas roubadas também. Ele é água e eu sou fogo. Ele é canceriano e eu escorpiana. Temos uma mania maluca de olhar casas e apartamentos para alugar, mesmo depois das mudanças mais cansativas. Ele faz o melhor café da manhã do mundo e sempre lava os pratos. Eu fico com as receitas mais elaboradas e a decoração da mesa. Se ele pergunta vamos? Eu já tô pronta para ir. Ele não consegue dirigir sem o waze, mesmo em Brasília, e eu não sei o que é direita e esquerda. A gente nunca sabe que filme assistir e dormimos até no meio das melhores séries. O tesão ainda bate ponto mesmo depois de tanto tempo juntos e ele é fluido, sem muitas regras e delicioso. A gente se procura, se beija e se abraça em público. No carnaval, não tem casal mais animado e feliz. Claro que a gente se irrita um com o outro e temos nossos momentos, porque a vida a dois é uma pauleira. E com filhos então, tudo fica mais pesado. Mas nosso objetivo é não carregar bolas de ferro e tentar ver a vida com a maior leveza possível. Tem dias que a gente consegue, tem dias que a gente não consegue. Mas diante da grandiosidade de tudo o que sinto por Pedro, acho que o sentimento que rege tudo é a admiração.  

Admiro suas escolhas, o homem que ele escolheu ser e principalmente o pai que ele se tornou. E por admirar tanto esse moço, me emociono quando vejo sonhos se transformando em realidade. O Do Seu Pai, blog com cartas que ele escreveu para nossos filhos, virou livro esse ano. A primeira edição saiu com o apoio de leitores, através de um financiamento coletivo. Agora, a @editorazouk publica a segunda edição, que vai estar à venda para quem não consegui comprar. É um livro presente, para se ter na cabeceira. Daqueles que a gente consulta quando precisa se inspirar ou está buscando coragem para acreditar que tudo vai dar certo. Bom, Pedro é isso na minha vida e suas palavras não são diferentes. <3

O que importa de verdade, é pouco.

Somos sobreviventes. Passamos por carros sem cadeirinhas ou mesmo cintos de segurança. Assistimos muita tv, no meu caso específico muito Xou da Xuxa. Comemos todos os salgadinhos da Elma Chips e biscoitos com recheio de morango. Tivemos aula de moral e cívica, estudamos em colégios de feiras e padres. Ficamos muito de castigo e até levamos algumas palmadas. Brincamos de barbie e os meninos de comandos em ação, numa divisão binária, como azul e rosa. Tudo bem que depois da Pakalolo as coisas ficaram mais coloridas.

Tinham mães que trabalhavam fora, tinham mães que ficavam em casa, mas não parecia existir uma guerra entre elas. E os pais? Bom, os pais só trabalhavam mesmo.

Não se falava em comunicação não violenta e a gente cresceu ouvindo esporro. Existia uma caretice no ar, o mundo parecia ser um lugar distante e viajar para fora do Brasil era algo para pessoas muito ricas. Ter algo importado era o máximo. As roupas para criança, na verdade, pareciam de adultos e o sonho da adolescência era ter uma calça “de marca”.

As famílias não eram exaltadas por cuidar de seus filhos. Fazer isso era parte de uma obrigação “natural”, um caminho que se percorria sem muito pensar. Filhos não eram fardos, eram parte da história de seus pais.

Hoje a Helen Ramos me deu essa música como bom dia, pelo facebook. E eu (acho que por conta da gravidez) dei uma choradinha. Fiquei pensando na loucura que é a vida com crianças, no quanto minha mãe foi foda, o quanto que a gente precisa de pouco. Pensei que o melhor, a coisa mais valiosa que os pais podem deixar para seus filhos, são as lembranças, inclusive dos períodos mais difíceis. Isso é muito poderoso. E que claro, ter irmãos é muito genial. Te amo, sis. <3

 

 

É (sempre) tempo de aprender

Sempre digo que fui entrando na maternidade de forma gradual à medida que meus filhos foram nascendo. Cada criança, representou uma passagem, um mergulho que foi ficando mais profundo, mais intenso. É verdade também que foi ficando mais fácil, mas a minha relação com "ser mãe" foi amadurecendo. 

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Meu quarto filho vai encontrar uma mãe mais serena e menos aflita, mas ainda assim, as descobertas durante durante a gravidez são muito especiais. Primeiro porque eu me coloco como total aprendiz (sim, já sei um monte de coisas, mas não sei nem a metade) e segundo porque cada filho é um filho, cada processo de gestar é único. 

Se estivesse em São Paulo, lugar onde meus outros filhos nasceram, saberia exatamente quem procurar: a doula, a médica, a parteira, o pediatra. Mas esse caçula vai nascer em uma cidade nova. E isso significa ter que percorrer um caminho até encontrar a equipe que vai me ajudar a parir, ou seja: oportunidade de aprender! Aqui, como em várias cidades, tem a médica das estrelas (que cobra uma fortuna e ainda tem a capacidade de atrasar a consulta em mais de uma hora - tô fora), tem as parteiras ananauê, tem as equipes de parto domiciliar (várias, cada uma com vantagens e desvantagens). Mas acima de tudo, tem uma mulher muito mais bem informada sobre a capacidade do seu corpo, a força da sua natureza e esclarecida das suas vontades. O resto é consequência. #nodramamom

O trabalho do pai

Outro dia, numa conversa com alguns pais, eu chorava minhas pitangas sobre a dificuldade de achar escolas legais e aí um deles me soltou a pérola: "a escola dos meus filhos não pode me dar trabalho. Fico fora da cidade de segunda a sexta, não tenho como me envolver". O outro emendou: "é, pra mim também é complicado, porque meu trabalho não é moleza". Fiquei pensando qual trabalho é moleza. Em qual empresa você entra e eles dizem que ali é o lugar perfeito para você, que deseja exercer a sua paternidade do jeito que ela deve ser exercida. Bom, sejam fortes mas essa empresa, esse lugar, esse trabalho, ele não existe. E se você não brigar por ele, ninguém vai. 
Fiquei pensando nas mulheres e nas suas relações com seus trabalhos. Tenho certeza que para elas também não é moleza. Mas mesmo assim, elas se atrasam para reuniões, faltam para levar os filhos aos médicos, desmarcam compromissos para ver apresentações de fim de ano. É assim que é. Mas podia ser ser diferente, se os companheiros ou pais, entendessem que essa é uma das tantas outras responsabilidades de ser pai: estar presente e dividir as atividades dos filhos com a mãe. É uma equação simples de resolver se você, o pai, achar que vale a pena. Tem que se indispor com chefe para buscar filho na escola? Tem. Tem que se atrasar para reunião porque o médico não atendeu na hora? Tem. Tem que ir ver a natação, uma vez no ano, sem ficar mexendo no celular? Tem também. É simples de entender: filho é compromisso. 
Mas se o pai não entender isso, não é a empresa e nem ninguém, que irá. Além disso, vamos combinar que esse modelo de pai que vive para o trabalho mas chega para dar boa noite aos filhos é cafona e fora de moda, né? #nodramamom

Aceite: você é linda

Minhas primeiras estrias surgiram quando tinha aproximadamente 11 anos. Passei por um estirão de crescimento e logo cedo conheci essas marquinhas. Elas se alojaram na região do bumbum e lá fizeram morada. Durante os anos que se seguiram, travei fortes batalhas com essas danadas e era assídua no consultório da dermatologista, para tentar “melhorar a aparência”, como se dizia.

Na adolescência, a vergonha de ter uma bunda toda riscada sempre me atormentou. Eu era a do time dos shorts e cangas. E para tirar era um suplício. Mas acontece que aquilo não parecia muito comigo. Eu era a menina descolada, a bem resolvida, a destemida. Então, por que cacete eu ia ficar com vergonha de algo que era meu, que estava ali comigo?

Decidi que eu e minhas estrias iríamos ficar em paz. E ficamos. Botei o biquini de lacinho e fui ser feliz. Sabe o que mudou depois disso? Nada. Porque ninguém notava tanto aquelas estrias quanto eu mesma. Minhas melhores amigas continuaram melhores amigas, paquerinhas continuaram paquerinhas e eu, fiquei melhor, mais segura (quase insuportável, eu diria. Hehehehe).

Elas não são exatamente bonitas, eu sei disso, mas a gente não pode tratar nossos traços estéticos como desvio moral de conduta. Eu não preciso querer a todo custo acabar com celulites, me livrar de gorduras localizadas, apagar as estrias, como se tudo isso dissesse mais sobre mim, do que o jeito como eu levo a vida ou trato as pessoas. Querer se cuidar é sensacional, mas eu não aguento mais dicas nas revistas, blogs e sites de como me livrar de algo que na verdade, não faz mal a ninguém.

Essa quarta-feira as minhas amigas (#amo #soufã #sotenhoamigafoda) @daniarrais e @luizavoll realizam um evento sobre aceitação do corpo e como a internet nos ajuda a encarar o espelho. Junto com elas, outras mulheres incríveis e quem mais quiser participar. O tema é urgente, importante e deve ser debatido, porque nosso corpo tá precisando de um carinho nosso. A gente tá precisando se olhar com mais amor e entender o tamanho de cada coisa na vida da gente. É mais inteligente buscar a felicidade olhando para quem a gente é e o que a gente já tem, do que acreditar que estamos na estaca zero dessa jornada. #nodramamom #ainternetqueagentequer

Construção de auto-estima

Nove em cada dez textos sobre desenvolvimento da criança afirmam que é importante dar autonomia aos pequenos. Deixar que eles comam sozinhos, brinquem, montem, desmontem, subam, desçam, se calcem e, também, vistam-se por conta própria. Conseguir realizar cada uma dessas atividades é como uma grande conquista na escalada sem fim que é crescer.

Algumas crianças já demonstram desde cedo o quanto gostam dessa independência e a chegada dos 2 anos coroa essa fase, onde eles entendem que já conseguem fazer muitas coisas sozinhos e acreditam que são donos dos seus pequenos narizes. De uma hora para outra a vida, vira um campo de batalha: de um lado, crianças antes tão tranquilas se tornam gremlings cheios de vontades e, do outro, os pais, tentando simplesmente colocar o filho na cadeirinha do carro.

Essa fase, assim como tantas outras, passa, melhora. Mas é hora de aceitar que seu filho está crescendo e que algumas coisas na dinâmica da relação vão mudar. E pode ser para melhor. Quando a teoria fala sobre dar autonomia para as crianças, ela está querendo dizer, na verdade, que a criança (acreditem ou não) é um ser humano, com vontades próprias. E que, à medida que eles crescem, é importante lembrar disso.

Aqui em casa eu sou a senhora autonomia: adoro quando o bebê começa a segurar a cabeça sozinho e eu já consigo carregar com um braço só, adoro quando começa a andar e já pega algumas coisas por conta própria. Vibro no processo de desfralde e depois quando já se limpa sozinho (cacete, essa parte de limpar é muito chato, principalmente na hora da refeição), mas, principalmente, amo quando eles começam a se vestir. Essa é a hora onde podemos exercitar ao máximo, o respeito pela criança, pelo outro ser humano.

Deixar que eles se vistam, que escolham suas roupas, que façam suas combinações, é levar à sério o respeito por quem eles são. Feio ou bonito, arrumado ou desarrumado, são conceitos dos adultos. Para a criança, o que vale é ter conseguido realizar uma tarefa, confiar nas suas escolhas e isso, precisa ser incentivado. Estamos falando de construção de auto-estima e não de desfile de moda. #nodramamom

Mergulho profundo com colete salva-vidas

Você ja teve a sensação de estar submersa pela maternidade? Como se o seu mergulho tivesse sido tão profundo que agora está difícil de nadar em água mais rasas? Passamos a gravidez teorizando, mas na hora da prática buscamos validar nossas ações através de manuais e correntes. Assim, vivemos a experiência de um “risco calculado” onde para qualquer situação, existe uma dica, uma ação esperada, um post na internet. Como se para cuidar de bebês, existissem regras melhores ou piores.

A cada dia a sessão “autoajuda materna” cresce nas prateleiras das livrarias, entregando um falso empoderamento para as mães. Falso, porque ele só funciona se você seguir tudo até o fim. Caso você opte, no meio do caminho, por tentar algo novo, você é uma desistente. Se quer fazer livre demanda, tem que ser até o bebê completar 5 anos, chupeta não pode de jeito nenhum, fralda boa é fralda de pano, tem que deixar chorar no berço para não ser manhoso, tem que usar sling para criar vínculo, a introdução alimentar começa com as frutas, não com os legumes, não com os cerais. Tem que ser orgânico, tem que fazer BLW, tem que ter torre montessoriana, tem que, tem que, tem que. É assim, é assado, faz desse jeito, nunca daquele outro.

Calma, respira. A maternidade deve ser, antes de tudo, o despertar dos nossos instintos. Se você nunca foi uma pessoa dada a ouvir sua intuição, tente silenciar a voz de todos ao seu redor, para ouví-la. Todas essas correntes são boas e podem funcionar, mas nenhuma dessas correntes é melhor e mais valiosa do o que você sente lá dentro do seu coração. A resposta sobre o que fazer, como fazer e quando fazer, está dentro de cada uma de nós.

Se você vai ser mãe em breve, já teve seu bebê, é amiga de uma grávida, pensa sobre o assunto ou nem sabe se quer ter filhos, acredite: você saberá o que fazer. E quando não souber, peça ajuda. #nodramamom

Sinceramente

Outro dia recebi uma newsletter convidando para um evento no qual falaria a @julesdefaria. O tema era incrível mas incrível mesmo era o currículo dessa moça, que não conheço pessoalmente, mas por quem eu nutro uma admiração sem tamanho. Jules é uma das mulheres à frente do @thinkolga e eu acho o trabalho que elas desenvolvem uma das coisas mais relevantes dos últimos anos. O currículo de Jules ficou martelando no meu juízo alguns dias e eu só conseguia pensar: que mulher foda. Seu percurso profissional me fez desejar estar em outro lugar, me fez querer transformar o mundo de forma grandiosa. Sendo muito sincera, eu senti uma invejinha. 

E antes que alguém diga que não é para tanto, que não precisa sentir inveja de ninguém, eu quis dividir esse pensamento aqui, porque acredito que isso é algo que acontece com mais frequência do que a gente imagina. Sentimos inveja. Seja da bunda dura da Pugliese (oi, eu sinto), seja do cv de uma profissional foda. Mas sabe de uma coisa? É preciso sentir mais orgulho de quem a gente é e das nossas escolhas. Continuo achando a Jules uma mulher sensacional, mas pensando sobre minhas escolhas, entendi que eu também sou. E não quero que isso pareça uma comparação. Não é. Nossas escolhas não estão certas ou erradas, não tem pior ou melhor. Tem os caminhos percorridos.

Ser mãe foi uma escolha. Ficar perto das crianças, foi outra escolha. E isso é um privilégio sem tamanho. Minhas conquistas precisam ME satisfazer. Eu preciso olhar para os meus dias e achar que é bacana dialogar com outras mães sobre as angústias da maternidade, mesmo que virtualmente. Eu preciso dar a dimensão certa do que é acompanhar uma mulher na trajetória da sua gestação e ver uma criança nascer. É como nascer junto e isso é lindo e poderoso. Eu preciso me orgulhar de buscar e levar na escola, de ter tempo para falar com professores. De sentar e brincar junto. Eu preciso ficar feliz com os pequenos aprendizados dos meus filhos e ver as transformações gigantes que acontecem todos os dias. Se eu não achar tudo isso massa, ninguém vai achar. E sabe de uma coisa? Eu acho. Acho muito massa. Tudo isso pra dizer que auto amor é o melhor que Rivotril. #nodramom 

 

E depois, o que fica?

O Dia do Aprender Brincando passou, várias escolas do Brasil se engajaram na iniciativa, pais e mães da internet entraram na corrente para estimular o assunto, mas e agora o que fica disso tudo? Como fazer para que as crianças tenham, de fato, acesso ao brincar? Como estimular esse momento, longe de tvs, tablets ou qualquer outro equipamento eletrônico? Como fazer os mais velhos entenderem que o “se sejuar faz bem” também pode ser para eles?

Fiquei pensando nisso tudo e lembrei de um episódio que aconteceu recentemente aqui em casa. Estávamos no parque e começou a chover de fininho. Rapidamente as babás recolheram as crianças. Não podiam se molhar, iam adoecer. Ficamos eu e os meus, recolhendo as coisas devagar, meio que curtindo o chuvisco, já estava virando chuva das boas. No caminho de casa, uma poça. Podemos pular, mãe? Corremos juntos e pulamos na lama. Três minutos até alguém dizer que queria se lavar na água quentinha e assim, seguimos. Se não pode pular na lama na infância, quando pode então?

Brincar tem a ver com liberdade. Tem a ver com explorar, de forma livre, os espaços. Pode ser na praça, mas pode ser dentro de casa. Pode ser na escola e no beco, ao lado de casa. Pode ser na cozinha, na sala, no banhiero. Não precisa de muito para a criança brincar. Não precisa nem de brinquedo! A criança pode e deve ser estimulada a brincar da forma que ela achar melhor. Aqui em casa, temos uma criança esportista - pode chamar João para participar de qualquer atividade física, que ele vai amar. Temos uma criança de brincadeiras solitárias - Irene fica horas nos contos de fadas inventados por ela - e temos uma criança em pelo processo de descoberta do brincar - Teresa gosta é da farra e tudo está bom para ela. Não tem receita.
O que fica muito claro nesse movimento todo é que se tem uma coisa que pode transformar a vida das crianças é o quanto elas brincam. Parece pouco, mas não é. E o melhor é que a internet está cheia de pessoas e iniciativas incríveis que podem nos inspirar e muito. Começo com a minha amiga Estefi Machado e o seu Blog da Estefi, tem as meninas do Tempo Junto e tem também o blog do Se Sujar Faz bem, todos com várias dicas e ideias lindas de brincadeiras e possibilidades. Tenho certeza que cada um tem uma receita infalível de uma brincadeira para entreter as crianças e divertí-las. Me conta a sua? #diadeaprenderbrincando #livreparaescolher

Aprender Brincando

João está no segundo ano escolar e, do auge dos seus 8 anos, uma das coisas que ele mais sente falta é do seu tempo para brincar. Não, eu não estou exagerando. A verdade é que nossas crianças começam a se despedir do brincar cada vez mais cedo e a escola é uma das grandes responsáveis por acelerar esse processo. Quando mudamos de São Paulo para o interior de Minas, uma das coisas que mais sentimos foi a diferença de escolas. João saiu de um ambiente livre e criativo, para uma sala de aula asséptica e rígida. Era o melhor que podíamos oferecer naquele momento e assim foi – mas o meu menino de então 7 anos deixou de ter um recreio de uma hora para ter um intervalo de 15 minutos. Na vinda para Brasília, isso mudou um pouco, mas só um pouco. A nova escola permite que as crianças “descansem” por 40 minutos, numa quadra de concreto. :(

Sei que é difícil equalizar a questão de responsabilidades x liberdade à medida que os pequenos vão crescendo, mas por que brincar não pode ser parte do processo de aprender? Por que não acreditar nos processos lúdicos depois do jardim de infância? Essa questão é tão séria que no Reino Unido as escolas criaram o dia da sala de aula vazia. E o recado é simples: saiam, vão brincar lá fora, ao ar livre. Desse jeito vocês também podem aprender. A iniciativa ganhou espaço, virou campanha global e agora chega ao Brasil, com o apoio da marca OMO e da ONG Cidade Escola Aprendiz, que está ajudando a mobilizar as escolas por aqui.

No próximo dia 6, acontece o Dia do Aprender Brincando e a ideia é tirar os alunos da sala de aula e promover o aprendizado através de brincadeiras. Imagina falar sobre matemática, história, geografia, ciências e literatura usando como cenário o mundo que as crianças habitam? Imagina tratar as matérias como parte real da vida das crianças e não algo distante que acontece nos livros? Imagina aprender brincando?

Esse post é um convite. Uma tentativa de trazer mais mães e pais para essa conversa e fazer o assunto, tão urgente, chegar até a diretoria das escolas. Não vou conseguir um novo planejamento pedagógico, mas se conseguirmos transformar um dia de escola em uma experiência inesquecível, já vai ser maravilhoso. <3

Ainda dá tempo da escola da sua filha e do seu filho participar, de você participar, propor uma atividade, ver isso acontecer de perto. No site do projeto tem mais informações: www.diadeaprenderbrincando.org.br  – e também no www.sesujarfazbem.com.br. Ah! Quem me chamou para essa conversa foi a Aurea Gil, do @pacmae e eu faço o convite para ouvir a Juliana Doerner, do @gemelares. #nodramamom #DiaDeAprenderBrincando  #LivreParaDescobrir #publi