Para todos

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De vez em quando me perguntam se eu não acho que esse pensamento sobre parentalidade é elitista. Se falar sobre educar filhos sem violência não é coisa de gente que pode estudar em boas escolas. Se dialogar com crianças não é para quem faz yoga. Se manter o equilíbrio e escolher não gritar com os pequenos não é apenas para quem medita.

Esse questionamento me tomou o coração por um tempo. Pensei em desenvolver trabalhos comunitários, em falar com familias com realidades diferentes da minha timeline. Pensei em várias coisas e algumas delas irão se tornar realidade em breve, mas antes de me deixar tomar pela angústia e desmerecer o que venho fazendo, olhei para o meu lado.

Todos os dias quando saio de casa, deixo meus filhos com Dinha, que trabalha na minha casa. Dinha é do Maranhão e veio para Brasília tentar uma vida melhor. Deixou os dois filhos com a mãe, sempre com a promessa de trazê-los um dia. Dinha casou com Josias, pai de 4 outros filhos, cada um com uma companheira diferente. Dinha se tornou madrasta de fim de semana e, aos poucos, foi encontrando caminhos muito amorosos para estabelecer uma relação com essas crianças–que, até pouco tempo, apanhavam de cinto.

Há 9 meses Dinha trouxe Isabelly, a filha mais velha, para morar com ela. O marido também pegou o caçula para morar com eles. O menino tinha 6 anos e ainda não reconhecia as letras. Era chamado de burro, não queria ir para a escola. Dinha vinha conversar comigo, pedia conselhos. Falávamos sobre os castigos–que ela reconhecia que não funcionavam, falávamos sobre as humilhações e xingamentos e como aquilo deixavam o menino no mesmo lugar. Falávamos sobre (re)construir a autoestima das crianças e recuperar o vínculo, depois de tanto tempo de afastamento.

Dinha é uma mulher com uma realidade muito diferente da minha e que me mostra o quanto esse pensamento sobre parentalidade não é sobre ter estudo, fazer yoga ou meditar. É sobre trabalhar duro, sobre estar disponível. É sobre acreditar que pode se relacionar de um jeito diferente com as crianças, mesmo sem ter vivido isso. É sobre construção.
O filho de Josias está lendo. Isabelly está adaptada à cidade. Dinha e eu seguimos juntas, apesar do mundo insistir em querer nos separar.



#Storiesdenosduas

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Ontem eu e @tatisabadini_ falamos sobre casamento e separação durante nossa live. Parêntesis: Tati é a minha parceira de ideias malucas e nosso #storiesdenosduas tem sido um carinho, um abraço de muitos braços. A cada encontro, a gente aborda um tema e abre para conversa, conduzindo tudo a partir de nossas experiências. Não somos especialistas e o principal objetivo é compartilhar, trocar, dialogar. É divertido e também forte.

Decidimos  falar sobre relacionamentos, porque Tati passou recente por uma separação e eu estou cadasa há 12 anos. Ela tem três filhos, e eu, quatro. Essas duas situações geram muitas perguntas: como vocês conseguem? Como você teve coragem? O que te motiva? Qual o segredo? Como saber que acabou?

Dividir a vida com alguém não é fácil e exige um olhar atento para quem a gente é, e em quem vamos nos tornando com o tempo. As diferenças surgem, as incompatibilidades aparecem e nem sempre o amor consegue reger essa orquestra de sentimentos. Se conhecer profundamente é o que nos faz conseguir tomar as decisões, quando elas se apresentam. Quando a gente reconhece nossos limites e limitações, quando a gente tem a exata noção do nosso valor e aquilo que para a gente é importante, conduzimos nossos relacionamentos por caminhos de mais equilíbrio e consequentemente, de mais prazer, mais companheirismo, mais amor. Se isso te guia, você vai sempre saber até quando vale a pena ficar ou a hora de ir. Não tem segredo e nem tem nada a ver com plano divino.

Do lado de cá, te garanto: não somos perfeitos e nem queremos ser. Trabalhamos duro todos os dias, para se perceber, se perdoar e se cuidar. Sigo achando que vale a pena. Sigo entendendo que ser feliz é minha responsabilidade e de mais ninguém. E sigo cultivando uma paquera, porque acho que sem isso, fica tudo mais chato.

(Cheguei para trabalhar e tinha esse bilhete, deixado por Peu, na minha mesa. Ele foi para São Paulo e volta na quinta. "Te amo mais que farofa de banana". Se isso não for amor, eu cegue. <3)

Terça que vem, às 14:30, tem mais Lua&Tati, tem mais #storiesdenosduas e dessa vez, vamos falar sobre tribo, sobre pertencimento, sobre conexões. Vem junto, porque tem sido muito legal.


Modo reclamação

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Existe um modo reclamação que as crianças entram com certa frequência. Esse modo não tem uma hora certa ou uma fase específica da vida da criança para aflorar. Acontece basicamente o tempo inteiro e por qualquer motivo, desde que ele ou ela já consiga falar. Tem crianças que reclamam mais, outras que reclamam menos, mas todas gostam de protestar. Todos os assuntos abastecem esse modo. Eles não fazem distinção. Vale reclamar do copo que não é o verde, é o azul, se a caneca ta muito cheia ou muito vazia (alô @maezice), se o requeijão foi passado no pão todo ou era só do lado esquerdo (veja que me concentrei apenas no café da manhã). As reclamações podem ser porque tá nublado, porque tá sol. Podem reclamar que você chegou cedo ou chegou tarde de mais e para mim, uma das mais difíceis de lidar aqui em casa, é reclamar se o carro fica parado no sol e esquenta ou se fica na garagem e é longe.

Ouvir esse tanto de queixas ao longo do dia, vai mexendo no ponteiro do ego e depois da terceira reinvindicacão, a gente grita, inconformada com a falta de compreensão dessa criança. Pensamos alto (bem alto, às vezes): Não é possível.

Antes de convidar vocês para um abraço coletivo, quero propor um exercício. E se a gente deixasse de ouvir essa reclamação como uma ofensa ao nosso comportamento ou a nossa vontade de agradar, cuidar? E se a gente entendesse, que o cérebro da criança e do adolescente não funciona como eu imagino e que dentro das cabecinhas deles existe uma fantástica fábrica de pensamentos? E se eu deixasse de lado as minhas expectativas sobre como eu gostaria que eles se comportassem e simplesmente ouvisse?

Não é ignorar. É ouvir mesmo. Não é dialogar. É apenas ouvir.

Olhar no fundo dos olhos deles, se mostrar atenta e seguir.

Se a reclamação for também uma solicitação, você vai ter a oportunidade de ensinar essa criança a se comunicar de um jeito mais bacana.

Se a reclamação for também uma queixa, você vai se mostrar pronto para acolher e fazer aquilo passar.

E se for só uma reclamação mesmo, deixa ser.

Tirar o ego da equação faz com que a gente de fato esteja presente, para entender cada fala das nossas crianças. Faz com que a gente não se magoe e redirecione a atenção das crianças para o que realmente importa. Não precisamos calar os pequenos. Ao entender que a sua fala é ouvida, a criança pode buscar outras maneiras de se comunicar, que não seja através das lamentações. #parentalidadepositiva #equilibrioparental

Inscrições para workshops em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo: www.sympla.com.br/luabfonseca




Todos os dias

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Todos os dias são recomeços.

Eu sei que é difícil pensar nisso quando encaramos uma decisão equivocada que desencadeia uma sucessão de reações ruins, um tapa em um filho, um grito violento ou um sacolejo mais forte na criança. Eu sei que nesses momentos a gente acredita que não tem mais jeito e que aquela é a linha final, que você está fadada a ser uma péssima mãe ou um pésssimo pai. Mas não é bem assim. E mesmo que os comportamentos difíceis pareçam que tenham chegado para ficar, lembre-se de permitir o recomeço, de abrir espaço para o perdão, para a mágoa, lembre-se dar lugar ao novo. E para isso, nada melhor do que filhos.

Sabe aquela frase: "era uma ótima mãe antes do meus filhos nascerem"? Pois bem. Criamos expectativas irreais sobre como vamos lidar com situações imaginárias e aí, diante delas, na hora H, falhamos e nos culpamos.

Nem sempre vamos conseguir acolher, nem sempre vamos conseguir baixar e olhar nos olhos, nem sempre vamos perguntar ao invés de mandar. Vamos errar. Mas nesse novo jeito de parentar, nos humanizamos. Entendemos nossos erros, olhamos para eles, nos refazemos e mudamos. Claro que isso não vem da simples leitura de um livro ou da sua participação no meu workshop. É preciso querer e buscar essa transformação, diariamente, até ela se transformar num novo hábito, numa nova maneira de ver a vida.

Dá trabalho, é intenso e muito bonito.

E mesmo que ao ler essas palavras agora, pareça impossível mudar, eu te garanto: todos os dias podemos recomeçar e esse é um super poder que esquecemos de usar.

Vamos juntos?

Porto Alegre, ainda tem algumas vagas na turma de sábado!

Se inscreve: www.sympla.com.br/luabfonseca


Lição 5

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Acabou. Última lição. Espero que vocês tenham gostado. Dá para falar por horas sobre cada uma das lições, mas o instagram não permite. Me conta você sobre as suas lições nessa jornada do parentar e vamos dividir esses aprendizados? Bom, aí vai a quinta lição: PARECE PIEGAS, MAS O AMOR CONSTRÓI MAIS DO QUE A VIOLÊNCIA. Precisamos acreditar nisso quando somos acordados com notícias estarrecedoras. Precisamos acreditar nisso quando diante de nós, existe a possibilidade de eleger um presidente que, de cima de um trio elétrico diz que vai "metralhar" pessoas do partido adversário. Precisamos acredita nisso naqueles dias em que dá vontade de punir, colocar de castigo e também, desistir. Precisamos lembrar disso, naqueles dias em que mentiras forem contadas e você se sentir traída como mãe. Precisamos lembrar disso quando estivermos cansados, frustrados, sem grana. Precisamos lembrar disso quando estivermos com medo, desesperançosos. Precisamos lembrar disso, quando eles falharem e precisamos lembrar disso quando falharmos também. O amor é uma arma potente que ensina sobre ser gente.

Ficamos olhando pelos olhos dos pais que tivemos, buscando adaptar nossos filhos para eles cabaibam nos moldes que nos foram ensinados, mas a gente pode se atrever a fazer diferente. A gente não precisa querer ensinar pela dureza, pela raiva. Claro que dá mais trabalho investir o tempo em dialogar, em olhar para o outro com toda a complexidade que o outro tem, mas é seu filho. Vale a pena. E dar amor não quer dizer ser bonzinho e passar a mão na cabeça. Da amor significa respeitar, acolher, ceder, guiar. Dar amor significa estar conectado, ligado. Dar amor significa ver voar, abrir espaço. Dar amor significa permitir que o outro seja. #parentalidadepositiva #equilibrioparental #diálogosfamilares


Lição 4

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Já estamos na reta final das lições que aprendi até aqui como educadora parental e mãe de quatro filhos e a quarta lição diz: É NOS MOMENTOS DESAFIADORES QUE TEMOS A OPORTUNIDADE DE ENSINAR VALORES. Rimou! Mas o mais importante é saber que não vamos ensinar sobre respeito, gritando para eles pararem de gritar. Não vamos ensinar sobre boa relação com tecnologia, levando o celular para a mesa do jantar. Não vamos ensinar sobre boa autoestima, humilhando a criança por uma nota baixa. Não vamos ensinar sobre honestidade, sem pagar os direitos da empregada. É simples. A vida acontece nos detalhes, nos gestos do dia a dia. Não é no extraordinário, não é no momento perfeito.

Ser pai e mãe é ralação master plus. A responsabilidade de criar uma pessoa bacana, começão quando nós não somos perfeitos idiotas. E vamos ser, em alguns dias. Mas é importante estar atento. É fundamental reconhecer os erros. E é trasnformador pedir desculpas e tentar novamente. Vamos falhar e podemos recomeçar. Todos os dias. #parentalidadepositiva #equilibrioparental #dialogosfamilares



Lição 3

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A terceira lição aprendida nesse caminhar foi: O QUE FALAMOS IMPORTA TANTO QUANTO O QUE FAZEMOS. A palavra tem poder. A palavra se empregna em nossa corrente sanguínea e nos acompanha a vida inteira. A palavra constrói nossas crenças, nossa maneira de encarar o espelho e vai nos moldando profundamente. É preciso pensar nisso quando gritamos, quando repetimos frases que nos foram ditas, quando despejamos nossas frustrações e angústias nos nossos filhos.

O trabalho da Dra. Jane Nelsen, pensadora da Disciplina Positiva é baseado nos estudos do psicanalista Aldred Adler e ele diz que toda criança precisa se sentir aceita, amada e importante. Mas a verdade é que essa busca é inerente ao ser humano. Mas quando uma criança tem a oportunidade de crescer em um ambiente em que ela sente que ela é amada, aceita e importante, mesmo quando ela erra, mesmo quando ela explode, mesmo quando ela não atende as expectativas dos pais, ela tem a possibilidade d echegar na vida adulta mais inteira emocionalmente.

Você quer criar crianças seguras e com uma boa auto estima? Deixe claro que você está disposto a olhar para ela verdadeiramente e que diante de um erro, vocês vão juntos criar oportunidades de se refazer, reconstruir, se desculpar. Deixe claro que com a chegada do irmão, ela ainda continua sendo muito importante na dinâmica familar. Deixe claro que você caminha lado a lado com ela, que também erra. Se humanize diante de seu filho e cuide do que é dito entre vocês. #parentalidadepositiva #equilibrioparental #dialogosfamilares



Lição 2

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A segunda lição é: FURE SUA BOLHA, ou, dialogue com quem pensa diferente de você.

Sempre vejo a angústia dos pais em fazerem as melhores escolhas, numa busca insana por não falhar. Criamos uma lista de regras e boas condutas, como se estivéssemos sendo avaliados por uma entidade maior, que vai nos separar em grupos: os bons, os médios, os ruins, os pésimos. A alimentação tem que ser orgânica, a criação tem que ser com apego, a escola tem que ser montessoriana e a lista segue, infinita. Esses critérios vão nos colocando em bolhas, pequenos universos de aconchego, onde não nos sentimos ameaçados: aqui estou entre iguais e nada vai me acontecer. Acontece que se você acredita que fora da sua bolha, da sua rede de proteção o seu filho não está em constante perigo e que só você pode salvá-lo, você perde o senso de comunidade.

Quando nos propomos a estourar nossas bolhas e sair da nossa zona de conforto, a gente entende que não dá para delegar a função de ensinar valores aos filhos. Quando meus filhos não estão apenas com seus pares, seja na escola, no curso de inglês, na natação ou na rua, eu sou exigida a reafirmar o que para mim é importante, quais são as minhas crenças e pelo que vale a pena brigar e que. Irene nos pediu uma chuteira de presente, já que o tênis não cabia mais. Ela escolheu uma verde limão escandalosa e foi feliz da vida para a escola, onde uma amiguinha disse na lata: "chuteira é coisa de menino". Mas em casa, estamos fazendo nossa lição e Irene conseguiu responder: "meninas podem usar o que quiserem".

É fora da bolha que a vida real acontece. É lá onde se aprende sobre resiliência, perdão, diálogo. Sobre dor, sobre não pertecer e sobre sempre encontrar novos caminhos, porque eles existem. #parentalidadepositiva #equilibrioparental #dialogosfamilares


Lição 1

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As meninas da @numieducacao me convidaram para falar junto com elas sobre lições para criar crianças que podem mudar o mundo. Esse exercício me fez olhar para o meu percurso como educadora parental, mas principalmente para a minha jornada como mãe de 4 crianças. Essa conversa virou uma palestra e eu resolvi dividir com vocês durante essa semana.

A minha primeira grande lição foi: NÃO EXISTE APENAS UM JEITO DE CRIAR FILHOS.

Quando a minha visão se estreita a ponto de eu acreditar que existe um jeito certo e um jeito errado de criar filhos, eu me coloco na posição de julgamento e isso nos afasta, nos distancia. Se o meu jeito é o certo, então o seu é o errado. Já pensou se fosse assim tão simples? Mas não é. Criar filhos é uma ciência complexa que envolve presente, passado e futuro.

O meu trabalho não é julgar como você está agindo ou apontar o que você está fazendo de errado. O meu trabalho é te mostrar uma nova possibilidade de se relacionar com crianças, que habitam esse tempo de agora, que não é igual a 30 anos atrás.

Quando nos tornamos pais e mães, imediatamente olhamos para a criação que tivemos e buscamos lá no baú das nossas memórias alguma indicação sobre o melhor caminho. Talvez esse seja nosso grande erro. Quando nos tornamos pais e mães deveríamos olhar para baixo, na altura dos olhos dos nossos filhos e tentar entender quem é aquela figurinha diante de nós. Deveríamos olhar para frente, para o futuro da humanidade e entender os caminhos de amor, respeito e diálogo, porque o autoritarismo nos adoece.

Não existe apenas um jeito de criar filhos. Existem novos jeitos. E se a gente se propuser a questionar o que estamos fazendo como pais e mães, sem achar que tudo sabemos, temos a chance de fazer melhor. #parentalidadepositiva #dialogosfamilares #equilibrioparental



Entre o querer e o fazer acontecer

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Todos nós queremos criar e educar crianças incríveis, que sejam generosas, empáticas, seguras e se der, felizes. Queremos filhos respeitosos e que saibam se relacionar com a vida de um jeito assertivo. Queremos crianças com jogo de cintura e que não desistam fácil das coisas. Mas diante dessa lista de desejos, muitas vezes nos sentimos falhando nessa missão. Somos tomados pelo sentimento de inadequação e dúvida sobre se estamos ou não no melhor caminho. E isso acontece porque hoje lidamos com filhos que respondem com agressividade, falta de paciência, uma ultra dependência da tecnologia, uma apatia e uma facilidade de largar as coisas pelo caminho. Então, o que fazer? Ou como fazer?

A resposta para essas perguntas é brutal: não existem garantias ou jeitos certos. Acontece que mesmo diante dessa constatação assustadora, é preciso escolher uma maneira de exercer a sua parentalidade e é aqui que começamos a re-escrever a nossa própria história.

Viemos de um modelo autoritário, com hierarquias pesadas e um falso respeito que atende pelo nome de medo. Viemos do castigo e da punição, da ameça e da premiação. Chegamos até aqui e podemos dizer que sobrevivemos. Agora, diante do seu filho, é possível refazer esse caminho e você tem a oportunidade de escolher entre dar a ele a chance de sobreviver a você ou viver com você.

Quando usamos a violência (física ou verbal) para conter uma criança, ela registra em seu corpo a mesma sensação de um animal que leva um choque. Você adestra, gera medo, desconfiança. E isso se mistura com outras células do nosso corpo e assim, vamos normalizando esse sentimento, sem aprender sobre ele.

Ser pai, mãe, educador ou cuidador de criança é trabalho duríssimo e exige de nós apenas duas coisa: consciência e coragem de quebrar paradigmas. Vamos?

Agenda seu atendimento online comigo por email: luandabarros@gmail.com

E se você é de Porto Alegre, Curitiba ou São Paulo, se inscreve para participar do meu workshop de Parentalidade Positiva, através do link: www.sympla.com.br/luabfonseca


















Manda quem pode?

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- Mas mãe...por que não?

- Porque eu não quero.

Ou ainda

-Mas mãaaaae….por que não?

-Porque eu sei o que é certo.

Estamos familiarizados com esse tipo de diálogo. A gente fala assim com as crianças e isso é normal. Mas agora eu te pergunto: você falaria assim com seu colega de trabalho? Com uma amiga? Com seu marido? Esposa? Mãe?

Não falaríamos, simplesmente porque seria desrespeitoso.

E sabendo disso, por que achamos que é certo falar assim com as crianças?

Nos blindamos atrás da justificativa de que "somos adultos" para exercer com as crianças o nosso pior lado e confundimos autoridade com poder. Queremos mandar. Queremos que eles façam o que a gente acredita que é o melhor, o que é o certo, sem sequer abrir espaço para ouvir. Porque ouvir exige paciência e disponibilidade, mas nós estamos ocupados demais.

Não valorizamos as crianças e vivemos uma vida de pequenas violências e silêncios goela abaixo. Quando é que o seu filho vai merecer ser ouvido? Quando chegar na adolescência? Quando tirar a carteira de motorista? Ou quando puder pagar as contas sozinho?

A era do "criança não tem vontande" não pode ser substituída por "deixa ele fazer o que quiser, porque é criança". Entre essas duas pontas existe um lugar, aonde você é margem e orienta a criança e suas decisões. Entre esses dois modelos existe um lugar, aonde você enxerga a criança como alguém que tem valor e precisa ser ouvida. Entendo que a idéia de que adultos e crianças são iguais amedronta. Mas ser pai e mãe não é carreira, é relação. E todas as nossas relações precisam ser baseadas no respeito.

É simples: ouvimos e seguimos aqueles que respeitamos. Agora só temos que lembrar disso quando falarmos com nossos filhos. #parentalidadepositiva #diálogosfamiliares

Vamos desconstruir algumas crenças sobre relações parentais?

O meu workshop vai estar em Porto Alegre dia 20/0ut, em Curitiba no dia 24/nov e em São Paulo nos dias 4 e 5/dez. As turmas estão quase cheias!! Para se inscrever, clica no link da bio ou no www.sympla.com.br/luabfonseca


Os próximos 90 dias

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Amanhã começa outubro e isso significa que faltam apenas 90 dias para terminar 2018. E antes que você diga: passou voando, a gente te convida a se perguntar: o que ainda dá tempo de fazer?

Eu e Tati já falamos sobre a nossa musa da autoajuda @msrachelhollis e ela inventou um negócio chamado #last90days para dar aquela animada nessa reta final de ano. Pois bem. Por aqui, decidimos fazer uma versão tupiniquim, que chamamos de #proximos90dias. Um desafio, um jeito da gente entender que nada vem sem nosso comprometimento. E que as transformações pessoais que desejamos precisam ser primeiro um pacto da gente com a gente mesmo. Vamos falhar? Em alguns dias sim. Mas saber aonde queremos chegar nos faz voltar aos trilhos. Vai ser difícil? Claro que vai! Mas vamos estar juntas, o que garante que pode ser mais leve. Nossa proposta é que nos #proximos90dias você:

  • Faça 30 minutos de exercícios todos os dias.

  • Liste 3 coisas pelas quais você é grata

  • Não grite com as crianças

  • Leia três livros (um por mês!)

  • Tire uma categoria de alimento que você sinta que está te fazendo mal.

O objetivo disso tudo? Chegar mais feliz com você mesma no fim desse ano. Perceber que às vezes vai dar para encarar cinco coisas de uma vez, às vezes vai dar para encarar duas, e tudo bem. Entender que muitas vezes nós mesmas sabotamos nossos sucessos e isso é um ciclo que a gente precisa botar um fim. O objetivo é fazer juntas, dividir dicas, se apoiar. É, acima de tudo, saber que somos capazes de fazer qualquer coisa. ️

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Mudar dói

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Quando a gente deseja transformar algo em nossas vidas e começamos a trabalhar para isso, despertamos sentimentos diversos em quem está ao nosso redor. Mudanças assustam. Sejam elas de país, sejam elas de conduta. E nós, seres humanos tão complexos e incompletos, queremos (mesmo que silenciosamente) que a nossa mudança seja validada pelos outros, pelos nossos. Sim, buscamos, mesmo na idade adulta, a aprovação das pessoas. Que cilada.

Nossos sonhos são só nossos. Nossas metas são só nossas. Esperar qualquer coisa do outro é uma armadilha para não realizar o que desejamos para nós mesmas.

Se você deseja algo, faça. Mesmo que leve tempo.

Se você deseja mudar alguma coisa, mude. Mesmo que pareça impossível.

Se você deseja, aprecie esse desejo, cuide dele, cultive-o. Estamos nos esvaziando de vontades e isso é muito triste.

Seus sonhos não precisam ser importante para ninguém, além de você mesmo.E é esse entendimento que transforma. Porque quando você faz, realiza, consegue, a energia de motivação e inspiração transborda. Toca os outros, transforma as opiniões e também os comportamentos.

É solitário? Claro que é!

É duro? Também.

Mas a mentira que te contaram é que seria fácil. Não é.

Qualquer transição leva tempo, mas ela começa na gente.


Além de você, existem os outros

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A interação entre pais e filhos é a base da nossa estrutura emocional na vida, mas nós somos feitos também de outros encontros. Irmãos, avós, tios, primos, professores, amores, amigos, escola, clube, vizinhos, podem ser peças fundamentais formação das nossas crenças, na maneira como a gente se relaciona com o mundo, no jeito como encaramos a nós mesmos no espelho. E diante desse fato, o primeiro impulso de um pai ou de uma mãe é desejar que todos ajam da mesma forma que você, que todos pensem da mesma forma que você ou para ser bem honesto, que todos sejam você. O spoiler é que isso não é exatamente possível, mas eu direi mais: não é saudável.

As crianças precisam de repertório emocional para além de pai e de mãe. E aí, quando sua sogra quiser dá um biscoito maisena de lanche para o seu filhote (proibido para menores de dois anos, ok vó?), tente não levar para o pessoal. É ela criando uma relação com o neto dela. Se esse ano o seu filho está encarando uma professora mais dura, antes de querer mudar ele de escola, seja o colo que ele precisa e o instrumentalize para lidar com essa situação. Se dentro da sua própria casa você e seu marido estão discordando sobre como agir com as crianças, entenda que ele não é um inimigo e avalie se vale a pena conquistar esse aliado para o seu time. E nesse processo, perceba as suas falhas. Observe que nem sempre você vai estar por perto e que seu filho vai sobreviver, se você assim o ensinar. Ele vai conseguir chegar à vida adulta mais inteiro se diante de amores e desamores, ele tiver margem para se segurar. #parentalidadepositiva #dialogosfamiliares

Vamos redenhar o pai e mãe que gostaríamos de ser?

Workshop de Parentalidade e Educação Positiva

Porto Alegre

Dia 20/out

Curitiba

24/nov

Para se inscrever, clica no link da minha bio, ou no www.sympla.com.br/luabfonseca


Verdade seja dita

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Tem dias que o amor não fala mais alto, a paciência perde espaço para a raiva, a frustração vence a vontade, o cansaço embasa a vista. Tem dias que metemos os pés pelas mãos, somos ruins, perversas, duras, grossas. Tem dias que ultrapassamos a barreira do erro e somos levados pelo ego para nossos piores lugares internos. O gosto amargo dessa ressaca é um sentimento difícil de explicar, porque ele dói profundamente e de forma latente. Chama-se culpa mas podemos chamar também de consciência. A diferença entre os dois é radical: um nos afunda e outro nos transforma. Mas não em alguém perfeito. Apenas mais atento. E para deixar a culpa ir, serve um banho gelado, uma noite bem dormida e até um bom prato de comida. Uma fungada no cangote, um café com as amigas ou aquele choro sem medidas.

A culpa passa se a gente abre espaço para se perdoar, para acolher nossos vacilos. Passa quando a gente entende que as relações são falhas e que perseguir o não erro, é ilusão para amadores.

Não seremos perfeitas. E tá tudo bem.

Recomece. Se permita. Se desculpe. Se reconecte. Nossos filhos merecem. E a gente também. #dialogosfamiliares #equilibrioparental

Tem workshop chegando em

Porto Alegre dia 20/out e Curitiba 24/nov! Vamos? Para se inscrever www.sympla.com.br/luabfonseca


A tela em branco que você não pinta

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Não existe apenas um caminho para resolver questões de comportamento. Não é possível pensar em fórmulas ou passo a passo para garantir que os pequenos façam aquilo que falamos, nos ouçam, ou colaborem. Quando nos debruçamos apenas no que está acontecendo e esquecemos do por que está acontecendo, é como se não olhássemos para a criança, apenas para a nossa expectativa. E esse é um exercício complexo.

Livrar nossos filhos daquilo que esperamos que eles sejam e nutrir aquilo que eles podem ser é transformador. Imagina crescer sem sentir o peso de carregar o sonho de alguém? Essa possibilidade diminui as chances de frustrações e também de embates, além de nos trazer um desenho perfeito do nosso papel como pais e mães: eu aceito, acolho e oriento meu filho para que ele seja a sua melhor versão. Eu sou margem.

Vamos falar sobre os pais e as mães que desejamos ser?

Workshop de parentalidade e educação positiva em Porto Alegre, dia 20 de outubro e em Curitiba, dia 24 de novembro. Para se inscrever, é so clicar no link da minha bio, ou no www.sympla.com.br/luabfonseca




O meu universo particular ou aquilo que controlo

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O entendimento de que filhos nos trazem a consciência sobre e a nossa falta de controle diante dos acontecimentos externos foi uma lição dura para mim mas também uma das mais valiosas.
Nossas neuroses junto com aplicativos para tudo, nos dão a impressão de que está tudo sob nossa responsabilidade e isso é uma inverdade. Temos, aqui e ali, algum planejamento de como gostamos que a vida ande e por onde as coisas se encaminhem, mas não as controlamos. Diante disso, temos algumas opções e uma delas tem a ver com olhar para a tudo ao nosso redor com muito mais prazer, cuidado, atenção, ou para usar uma palavra da moda, gratidão. Isso aqui acaba. Esse plano pode ser desfeito, esse caminho pode ser retraçado, o carro pode bater, a doença pode se instalar, a visita pode chegar, um aumento pode (finalmente) sair, as crianças podem brigar, você pode se atrasar. A gente não controla.
O que está sob nossa responsabilidade e ninguém, nem o universo, nem o destino, nem as Deusas ou até mesmo seu ascendente pode mexer, é aquilo que te move, aquilo que você acredita, aquilo que está dentro de você.
Os filhos nos dão de presente a possibilidade de entender que do lado de fora pode estar um caos, mas aqui dentro eu que digo como são as coisas.
Se olhar, arregaçar as mangas e trabalhar para ser melhor. Estamos no controle dessa escolha. É só e é tanto. 

O celular que não vou te dar

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"Por que que você quer que eu me sinta diferente?"

Esse foi o questionamento de João, quando ele, mais uma vez, investia numa conversa comigo sobre ter ou não celular.

João tem 10 anos e na minha avaliação ele ainda não precisa de um celular. Essa constatação é diferente do seu desejo e eu, como mãe, preciso lidar com isso. Preciso estar disponível para colher a raiva e a frustração dessa vontade não atendida. Preciso ter paciência para dialogar, mostrar, explicar, sem jamais querer convencê-lo que de seu desejo não é válido. Ele é. Mas as minhas crenças sobre crianças e celulares também é e eu sou a mãe dele, ou seja, aquela que está ali para estabelecer as margens.

Estou contando isso porque essa batalha é dura e ela precisa que nós, mães e pais, estejamos dispostos a enfrentá-la. Nossas crianças são nativas digitais. Elas se relacionam com a tecnologia de um lugar diferente de nós. Elas já sabem o que fazer diante de uma tela. A aula de informática da escola é obsoleta e o que eu penso sobre mundos virtuais também. No entanto, as relações humanas, isso não ficará velho jamaise é aí que estamos falhando solenemente. Nossos filhos não precisam ter um celular antes dessa necessidade existir realmente e quem decide isso e a dinâmica familar de cada um. O celular não pode atender ao desejo de pertencer ao grupo, de fazer parte, porque ele carrega outras características que são diferentes da mochila da Company que você chorou para ganhar – e ganhou. Celular vicia. E quando é a hora de dar o bendito celular, Lua? Essa régua é pessoal e eu não sou a fiscal do celular alheio, mas estudos apontam que antes dos 13 anos é importante evitar esse acesso, essa facilidade.

Essa postura talvez soe radical, mas e perder a filha para brincadeiras virtuais? E as crianças estarem expostas a abusadores? E a violência? E o cyber bulling? E a incapacidade de dialogar? A gente sempre acha que não vai acontecer com a gente, né? Que temos como controlar. Pois te digo: não temos. O que podemos fazer é isso: segurar, conversar, estabelecer limites e construir com eles uma relação saudável com redes sociais, com o que é de fato bacana e o que não é.

E filho, eu não quero que você se sinta diferente. Meu celular está a sua disposição quando você precisar checar o que acontece no seu grupo de amigos. Eu quero que você saiba que eu estou aqui e que, por enquanto, eu sei o que é melhor para você. Entendo sua chateação, sua raiva e posso te ajudar a fazer ela passar, se você quiser. Preciso que você leia uma pesquisa que vi recentemente sobre tudo isso. Quero saber a sua opinião depois. Quero te ouvir. Vai ficar tudo bem.

Links para quem quer ter essa conversa com as crianças:

  • https://antesqueelescrescam.com/2014/03/11/10-razoes-para-se-proibir-tecnologia-para-criancas/

  • https://madinbrasil.org/2017/08/autismo-virtual-pode-explicar-o-crescimento-explosivo-do-transtorno-do-espectro-autista-asd/

  • https://www.waituntil8th.org/

  • https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/23/tecnologia/1498213275_166491.html

  • https://pt.aleteia.org/2018/04/06/infancia-digital/

O corpo que a gente tem

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Já fui forte defensora do silicone. Caiu? Levanta? Murchou? Enche! Por que viver com algo que nos incomoda? E assim, me prometi que ao terminar minha jornada de amamentação, iria arrumar geral.
Pois bem. Promessa desfeita.
O peito desapareceu mas eu comecei a me esforçar para olhar para isso com mais generosidade e menos cobrança. Não tem sido fácil. Não é exatamente confortável gostar da gente, do nosso corpo. Estão sempre faltando 3 quilos aqui, uma bunda mais dura ali. Ser magra é uma busca constante e parecer jovem é algo que norteia nossas escolhas. Isso cansa. Estamos o tempo todo fazendo reparos e melhorias em coisas ou partes que não aceitamos, não achamos bonitos e repassamos isso naturalmente para as nossas meninas e meninos. Dificilmente é sobre saúde e a maioria das vezes é apenas sobre estética ou nóia mesmo. Colocamos nossa felicidade e autoestima ligados ao efêmero: a beleza. Claro que para algumas mulheres isso pode funcionar e ser transformador, mas podemos também viver em busca da parte que falta. A minha decisão de não colocar o peito, tem a ver com o meu compromisso de me amar mais e ensinar isso as minhas filhas.
E isso não é uma crítica a quem bota peito, arruma o nariz, cuida com afinco da sobrancelha. Isso é para que a gente pense e perceba as armadilhas criadas por nós mesmas (e claro, pela sociedade) e como podemos ser cruéis com a história que carregamos em cada parte do nosso corpo. Se amar é difícil demais, mas pode ser muito incrível. É onde começa o autocuidado. Para quem quiser entender melhor essa conversa toda, vale ler O Mito da Beleza, da Naomi Wolf. É muito chocante perceber a engrenagem que existe por trás do que fomos ensinadas a chamar de vaidade feminina.

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Let it go

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O que aconteceria se você deixasse de fazer o que você acha que só você faz? Sabe aquela coisa que está te deixando exausta, perto de pifar? Aquela atividade que você não consegue delegar por acreditar que só você sabe, só você consegue e claro, nunca tem ninguém pra fazer, além de você?

Vou te dizer o que aconteceria.

Nada. Ou melhor, aconteceria tudo igual, só que sem você. Ou, tudo diferente, mas ainda assim, aconteceria. Obviamente que não seria do seu jeito, mas isso não pode ser um problema, certo?

Não controlamos o que acontece com a gente e nem o que acontece ao nosso redor. Em fração de segundos, tudo muda. Nascemos, morremos, casamos, separamos, atravessamos a rua, mudamos de ideia. Viver em busca dessa tal segurança, desse lugar aonde você consegue ver tudo ou dar conta de tudo é um castelo de cartas, uma miragem no deserto: frágil e que na verdade, só existe na sua cabeça, para alimentar o seu ego.

Tenho atendido muitas mães que começam falando sobre as dificuldades dos filhos: choram demais, estão apegados demais, não ficam com ninguém, não dormem com ninguém, não comem com ninguém. A medida que vão se abrindo, que vão se ouvindo, percebem que o apego tem início nelas. E que no fundo, é um processo de querer se sentir reconhecida como boa mãe. Ei, para com isso. Você já está fazendo um trabalho incrível e agora precisa apenas confiar, aceitar e entregar para o mundo, deixar viver, deixar ser. Segura firme na mão do seu filho e só vai. Confiar talvez seja o seu processo de cura, de resgate da sua criança, de perdão. Não existe transformação sem essa etapa. #parentalidadepositiva #equilibrioparental

Em setembro tem workshop em Salvador e em Brasília. Vamos falar sobre nossas crenças e desafios?

Para se inscrever, clica no link da minha bio ou no www.sympla.com.br/luabfonseca

E se você quiser fazer um atendimento individual, me manda email que te explico como funciona: luandabarros@gmail.com