Lição 1

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As meninas da @numieducacao me convidaram para falar junto com elas sobre lições para criar crianças que podem mudar o mundo. Esse exercício me fez olhar para o meu percurso como educadora parental, mas principalmente para a minha jornada como mãe de 4 crianças. Essa conversa virou uma palestra e eu resolvi dividir com vocês durante essa semana.

A minha primeira grande lição foi: NÃO EXISTE APENAS UM JEITO DE CRIAR FILHOS.

Quando a minha visão se estreita a ponto de eu acreditar que existe um jeito certo e um jeito errado de criar filhos, eu me coloco na posição de julgamento e isso nos afasta, nos distancia. Se o meu jeito é o certo, então o seu é o errado. Já pensou se fosse assim tão simples? Mas não é. Criar filhos é uma ciência complexa que envolve presente, passado e futuro.

O meu trabalho não é julgar como você está agindo ou apontar o que você está fazendo de errado. O meu trabalho é te mostrar uma nova possibilidade de se relacionar com crianças, que habitam esse tempo de agora, que não é igual a 30 anos atrás.

Quando nos tornamos pais e mães, imediatamente olhamos para a criação que tivemos e buscamos lá no baú das nossas memórias alguma indicação sobre o melhor caminho. Talvez esse seja nosso grande erro. Quando nos tornamos pais e mães deveríamos olhar para baixo, na altura dos olhos dos nossos filhos e tentar entender quem é aquela figurinha diante de nós. Deveríamos olhar para frente, para o futuro da humanidade e entender os caminhos de amor, respeito e diálogo, porque o autoritarismo nos adoece.

Não existe apenas um jeito de criar filhos. Existem novos jeitos. E se a gente se propuser a questionar o que estamos fazendo como pais e mães, sem achar que tudo sabemos, temos a chance de fazer melhor. #parentalidadepositiva #dialogosfamilares #equilibrioparental



Entre o querer e o fazer acontecer

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Todos nós queremos criar e educar crianças incríveis, que sejam generosas, empáticas, seguras e se der, felizes. Queremos filhos respeitosos e que saibam se relacionar com a vida de um jeito assertivo. Queremos crianças com jogo de cintura e que não desistam fácil das coisas. Mas diante dessa lista de desejos, muitas vezes nos sentimos falhando nessa missão. Somos tomados pelo sentimento de inadequação e dúvida sobre se estamos ou não no melhor caminho. E isso acontece porque hoje lidamos com filhos que respondem com agressividade, falta de paciência, uma ultra dependência da tecnologia, uma apatia e uma facilidade de largar as coisas pelo caminho. Então, o que fazer? Ou como fazer?

A resposta para essas perguntas é brutal: não existem garantias ou jeitos certos. Acontece que mesmo diante dessa constatação assustadora, é preciso escolher uma maneira de exercer a sua parentalidade e é aqui que começamos a re-escrever a nossa própria história.

Viemos de um modelo autoritário, com hierarquias pesadas e um falso respeito que atende pelo nome de medo. Viemos do castigo e da punição, da ameça e da premiação. Chegamos até aqui e podemos dizer que sobrevivemos. Agora, diante do seu filho, é possível refazer esse caminho e você tem a oportunidade de escolher entre dar a ele a chance de sobreviver a você ou viver com você.

Quando usamos a violência (física ou verbal) para conter uma criança, ela registra em seu corpo a mesma sensação de um animal que leva um choque. Você adestra, gera medo, desconfiança. E isso se mistura com outras células do nosso corpo e assim, vamos normalizando esse sentimento, sem aprender sobre ele.

Ser pai, mãe, educador ou cuidador de criança é trabalho duríssimo e exige de nós apenas duas coisa: consciência e coragem de quebrar paradigmas. Vamos?

Agenda seu atendimento online comigo por email: luandabarros@gmail.com

E se você é de Porto Alegre, Curitiba ou São Paulo, se inscreve para participar do meu workshop de Parentalidade Positiva, através do link: www.sympla.com.br/luabfonseca


















Manda quem pode?

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- Mas mãe...por que não?

- Porque eu não quero.

Ou ainda

-Mas mãaaaae….por que não?

-Porque eu sei o que é certo.

Estamos familiarizados com esse tipo de diálogo. A gente fala assim com as crianças e isso é normal. Mas agora eu te pergunto: você falaria assim com seu colega de trabalho? Com uma amiga? Com seu marido? Esposa? Mãe?

Não falaríamos, simplesmente porque seria desrespeitoso.

E sabendo disso, por que achamos que é certo falar assim com as crianças?

Nos blindamos atrás da justificativa de que "somos adultos" para exercer com as crianças o nosso pior lado e confundimos autoridade com poder. Queremos mandar. Queremos que eles façam o que a gente acredita que é o melhor, o que é o certo, sem sequer abrir espaço para ouvir. Porque ouvir exige paciência e disponibilidade, mas nós estamos ocupados demais.

Não valorizamos as crianças e vivemos uma vida de pequenas violências e silêncios goela abaixo. Quando é que o seu filho vai merecer ser ouvido? Quando chegar na adolescência? Quando tirar a carteira de motorista? Ou quando puder pagar as contas sozinho?

A era do "criança não tem vontande" não pode ser substituída por "deixa ele fazer o que quiser, porque é criança". Entre essas duas pontas existe um lugar, aonde você é margem e orienta a criança e suas decisões. Entre esses dois modelos existe um lugar, aonde você enxerga a criança como alguém que tem valor e precisa ser ouvida. Entendo que a idéia de que adultos e crianças são iguais amedronta. Mas ser pai e mãe não é carreira, é relação. E todas as nossas relações precisam ser baseadas no respeito.

É simples: ouvimos e seguimos aqueles que respeitamos. Agora só temos que lembrar disso quando falarmos com nossos filhos. #parentalidadepositiva #diálogosfamiliares

Vamos desconstruir algumas crenças sobre relações parentais?

O meu workshop vai estar em Porto Alegre dia 20/0ut, em Curitiba no dia 24/nov e em São Paulo nos dias 4 e 5/dez. As turmas estão quase cheias!! Para se inscrever, clica no link da bio ou no www.sympla.com.br/luabfonseca


Os próximos 90 dias

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Amanhã começa outubro e isso significa que faltam apenas 90 dias para terminar 2018. E antes que você diga: passou voando, a gente te convida a se perguntar: o que ainda dá tempo de fazer?

Eu e Tati já falamos sobre a nossa musa da autoajuda @msrachelhollis e ela inventou um negócio chamado #last90days para dar aquela animada nessa reta final de ano. Pois bem. Por aqui, decidimos fazer uma versão tupiniquim, que chamamos de #proximos90dias. Um desafio, um jeito da gente entender que nada vem sem nosso comprometimento. E que as transformações pessoais que desejamos precisam ser primeiro um pacto da gente com a gente mesmo. Vamos falhar? Em alguns dias sim. Mas saber aonde queremos chegar nos faz voltar aos trilhos. Vai ser difícil? Claro que vai! Mas vamos estar juntas, o que garante que pode ser mais leve. Nossa proposta é que nos #proximos90dias você:

  • Faça 30 minutos de exercícios todos os dias.

  • Liste 3 coisas pelas quais você é grata

  • Não grite com as crianças

  • Leia três livros (um por mês!)

  • Tire uma categoria de alimento que você sinta que está te fazendo mal.

O objetivo disso tudo? Chegar mais feliz com você mesma no fim desse ano. Perceber que às vezes vai dar para encarar cinco coisas de uma vez, às vezes vai dar para encarar duas, e tudo bem. Entender que muitas vezes nós mesmas sabotamos nossos sucessos e isso é um ciclo que a gente precisa botar um fim. O objetivo é fazer juntas, dividir dicas, se apoiar. É, acima de tudo, saber que somos capazes de fazer qualquer coisa. ️

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Mudar dói

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Quando a gente deseja transformar algo em nossas vidas e começamos a trabalhar para isso, despertamos sentimentos diversos em quem está ao nosso redor. Mudanças assustam. Sejam elas de país, sejam elas de conduta. E nós, seres humanos tão complexos e incompletos, queremos (mesmo que silenciosamente) que a nossa mudança seja validada pelos outros, pelos nossos. Sim, buscamos, mesmo na idade adulta, a aprovação das pessoas. Que cilada.

Nossos sonhos são só nossos. Nossas metas são só nossas. Esperar qualquer coisa do outro é uma armadilha para não realizar o que desejamos para nós mesmas.

Se você deseja algo, faça. Mesmo que leve tempo.

Se você deseja mudar alguma coisa, mude. Mesmo que pareça impossível.

Se você deseja, aprecie esse desejo, cuide dele, cultive-o. Estamos nos esvaziando de vontades e isso é muito triste.

Seus sonhos não precisam ser importante para ninguém, além de você mesmo.E é esse entendimento que transforma. Porque quando você faz, realiza, consegue, a energia de motivação e inspiração transborda. Toca os outros, transforma as opiniões e também os comportamentos.

É solitário? Claro que é!

É duro? Também.

Mas a mentira que te contaram é que seria fácil. Não é.

Qualquer transição leva tempo, mas ela começa na gente.


Além de você, existem os outros

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A interação entre pais e filhos é a base da nossa estrutura emocional na vida, mas nós somos feitos também de outros encontros. Irmãos, avós, tios, primos, professores, amores, amigos, escola, clube, vizinhos, podem ser peças fundamentais formação das nossas crenças, na maneira como a gente se relaciona com o mundo, no jeito como encaramos a nós mesmos no espelho. E diante desse fato, o primeiro impulso de um pai ou de uma mãe é desejar que todos ajam da mesma forma que você, que todos pensem da mesma forma que você ou para ser bem honesto, que todos sejam você. O spoiler é que isso não é exatamente possível, mas eu direi mais: não é saudável.

As crianças precisam de repertório emocional para além de pai e de mãe. E aí, quando sua sogra quiser dá um biscoito maisena de lanche para o seu filhote (proibido para menores de dois anos, ok vó?), tente não levar para o pessoal. É ela criando uma relação com o neto dela. Se esse ano o seu filho está encarando uma professora mais dura, antes de querer mudar ele de escola, seja o colo que ele precisa e o instrumentalize para lidar com essa situação. Se dentro da sua própria casa você e seu marido estão discordando sobre como agir com as crianças, entenda que ele não é um inimigo e avalie se vale a pena conquistar esse aliado para o seu time. E nesse processo, perceba as suas falhas. Observe que nem sempre você vai estar por perto e que seu filho vai sobreviver, se você assim o ensinar. Ele vai conseguir chegar à vida adulta mais inteiro se diante de amores e desamores, ele tiver margem para se segurar. #parentalidadepositiva #dialogosfamiliares

Vamos redenhar o pai e mãe que gostaríamos de ser?

Workshop de Parentalidade e Educação Positiva

Porto Alegre

Dia 20/out

Curitiba

24/nov

Para se inscrever, clica no link da minha bio, ou no www.sympla.com.br/luabfonseca


Verdade seja dita

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Tem dias que o amor não fala mais alto, a paciência perde espaço para a raiva, a frustração vence a vontade, o cansaço embasa a vista. Tem dias que metemos os pés pelas mãos, somos ruins, perversas, duras, grossas. Tem dias que ultrapassamos a barreira do erro e somos levados pelo ego para nossos piores lugares internos. O gosto amargo dessa ressaca é um sentimento difícil de explicar, porque ele dói profundamente e de forma latente. Chama-se culpa mas podemos chamar também de consciência. A diferença entre os dois é radical: um nos afunda e outro nos transforma. Mas não em alguém perfeito. Apenas mais atento. E para deixar a culpa ir, serve um banho gelado, uma noite bem dormida e até um bom prato de comida. Uma fungada no cangote, um café com as amigas ou aquele choro sem medidas.

A culpa passa se a gente abre espaço para se perdoar, para acolher nossos vacilos. Passa quando a gente entende que as relações são falhas e que perseguir o não erro, é ilusão para amadores.

Não seremos perfeitas. E tá tudo bem.

Recomece. Se permita. Se desculpe. Se reconecte. Nossos filhos merecem. E a gente também. #dialogosfamiliares #equilibrioparental

Tem workshop chegando em

Porto Alegre dia 20/out e Curitiba 24/nov! Vamos? Para se inscrever www.sympla.com.br/luabfonseca


A tela em branco que você não pinta

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Não existe apenas um caminho para resolver questões de comportamento. Não é possível pensar em fórmulas ou passo a passo para garantir que os pequenos façam aquilo que falamos, nos ouçam, ou colaborem. Quando nos debruçamos apenas no que está acontecendo e esquecemos do por que está acontecendo, é como se não olhássemos para a criança, apenas para a nossa expectativa. E esse é um exercício complexo.

Livrar nossos filhos daquilo que esperamos que eles sejam e nutrir aquilo que eles podem ser é transformador. Imagina crescer sem sentir o peso de carregar o sonho de alguém? Essa possibilidade diminui as chances de frustrações e também de embates, além de nos trazer um desenho perfeito do nosso papel como pais e mães: eu aceito, acolho e oriento meu filho para que ele seja a sua melhor versão. Eu sou margem.

Vamos falar sobre os pais e as mães que desejamos ser?

Workshop de parentalidade e educação positiva em Porto Alegre, dia 20 de outubro e em Curitiba, dia 24 de novembro. Para se inscrever, é so clicar no link da minha bio, ou no www.sympla.com.br/luabfonseca




O meu universo particular ou aquilo que controlo

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O entendimento de que filhos nos trazem a consciência sobre e a nossa falta de controle diante dos acontecimentos externos foi uma lição dura para mim mas também uma das mais valiosas.
Nossas neuroses junto com aplicativos para tudo, nos dão a impressão de que está tudo sob nossa responsabilidade e isso é uma inverdade. Temos, aqui e ali, algum planejamento de como gostamos que a vida ande e por onde as coisas se encaminhem, mas não as controlamos. Diante disso, temos algumas opções e uma delas tem a ver com olhar para a tudo ao nosso redor com muito mais prazer, cuidado, atenção, ou para usar uma palavra da moda, gratidão. Isso aqui acaba. Esse plano pode ser desfeito, esse caminho pode ser retraçado, o carro pode bater, a doença pode se instalar, a visita pode chegar, um aumento pode (finalmente) sair, as crianças podem brigar, você pode se atrasar. A gente não controla.
O que está sob nossa responsabilidade e ninguém, nem o universo, nem o destino, nem as Deusas ou até mesmo seu ascendente pode mexer, é aquilo que te move, aquilo que você acredita, aquilo que está dentro de você.
Os filhos nos dão de presente a possibilidade de entender que do lado de fora pode estar um caos, mas aqui dentro eu que digo como são as coisas.
Se olhar, arregaçar as mangas e trabalhar para ser melhor. Estamos no controle dessa escolha. É só e é tanto. 

O celular que não vou te dar

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"Por que que você quer que eu me sinta diferente?"

Esse foi o questionamento de João, quando ele, mais uma vez, investia numa conversa comigo sobre ter ou não celular.

João tem 10 anos e na minha avaliação ele ainda não precisa de um celular. Essa constatação é diferente do seu desejo e eu, como mãe, preciso lidar com isso. Preciso estar disponível para colher a raiva e a frustração dessa vontade não atendida. Preciso ter paciência para dialogar, mostrar, explicar, sem jamais querer convencê-lo que de seu desejo não é válido. Ele é. Mas as minhas crenças sobre crianças e celulares também é e eu sou a mãe dele, ou seja, aquela que está ali para estabelecer as margens.

Estou contando isso porque essa batalha é dura e ela precisa que nós, mães e pais, estejamos dispostos a enfrentá-la. Nossas crianças são nativas digitais. Elas se relacionam com a tecnologia de um lugar diferente de nós. Elas já sabem o que fazer diante de uma tela. A aula de informática da escola é obsoleta e o que eu penso sobre mundos virtuais também. No entanto, as relações humanas, isso não ficará velho jamaise é aí que estamos falhando solenemente. Nossos filhos não precisam ter um celular antes dessa necessidade existir realmente e quem decide isso e a dinâmica familar de cada um. O celular não pode atender ao desejo de pertencer ao grupo, de fazer parte, porque ele carrega outras características que são diferentes da mochila da Company que você chorou para ganhar – e ganhou. Celular vicia. E quando é a hora de dar o bendito celular, Lua? Essa régua é pessoal e eu não sou a fiscal do celular alheio, mas estudos apontam que antes dos 13 anos é importante evitar esse acesso, essa facilidade.

Essa postura talvez soe radical, mas e perder a filha para brincadeiras virtuais? E as crianças estarem expostas a abusadores? E a violência? E o cyber bulling? E a incapacidade de dialogar? A gente sempre acha que não vai acontecer com a gente, né? Que temos como controlar. Pois te digo: não temos. O que podemos fazer é isso: segurar, conversar, estabelecer limites e construir com eles uma relação saudável com redes sociais, com o que é de fato bacana e o que não é.

E filho, eu não quero que você se sinta diferente. Meu celular está a sua disposição quando você precisar checar o que acontece no seu grupo de amigos. Eu quero que você saiba que eu estou aqui e que, por enquanto, eu sei o que é melhor para você. Entendo sua chateação, sua raiva e posso te ajudar a fazer ela passar, se você quiser. Preciso que você leia uma pesquisa que vi recentemente sobre tudo isso. Quero saber a sua opinião depois. Quero te ouvir. Vai ficar tudo bem.

Links para quem quer ter essa conversa com as crianças:

  • https://antesqueelescrescam.com/2014/03/11/10-razoes-para-se-proibir-tecnologia-para-criancas/

  • https://madinbrasil.org/2017/08/autismo-virtual-pode-explicar-o-crescimento-explosivo-do-transtorno-do-espectro-autista-asd/

  • https://www.waituntil8th.org/

  • https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/23/tecnologia/1498213275_166491.html

  • https://pt.aleteia.org/2018/04/06/infancia-digital/

O corpo que a gente tem

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Já fui forte defensora do silicone. Caiu? Levanta? Murchou? Enche! Por que viver com algo que nos incomoda? E assim, me prometi que ao terminar minha jornada de amamentação, iria arrumar geral.
Pois bem. Promessa desfeita.
O peito desapareceu mas eu comecei a me esforçar para olhar para isso com mais generosidade e menos cobrança. Não tem sido fácil. Não é exatamente confortável gostar da gente, do nosso corpo. Estão sempre faltando 3 quilos aqui, uma bunda mais dura ali. Ser magra é uma busca constante e parecer jovem é algo que norteia nossas escolhas. Isso cansa. Estamos o tempo todo fazendo reparos e melhorias em coisas ou partes que não aceitamos, não achamos bonitos e repassamos isso naturalmente para as nossas meninas e meninos. Dificilmente é sobre saúde e a maioria das vezes é apenas sobre estética ou nóia mesmo. Colocamos nossa felicidade e autoestima ligados ao efêmero: a beleza. Claro que para algumas mulheres isso pode funcionar e ser transformador, mas podemos também viver em busca da parte que falta. A minha decisão de não colocar o peito, tem a ver com o meu compromisso de me amar mais e ensinar isso as minhas filhas.
E isso não é uma crítica a quem bota peito, arruma o nariz, cuida com afinco da sobrancelha. Isso é para que a gente pense e perceba as armadilhas criadas por nós mesmas (e claro, pela sociedade) e como podemos ser cruéis com a história que carregamos em cada parte do nosso corpo. Se amar é difícil demais, mas pode ser muito incrível. É onde começa o autocuidado. Para quem quiser entender melhor essa conversa toda, vale ler O Mito da Beleza, da Naomi Wolf. É muito chocante perceber a engrenagem que existe por trás do que fomos ensinadas a chamar de vaidade feminina.

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Let it go

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O que aconteceria se você deixasse de fazer o que você acha que só você faz? Sabe aquela coisa que está te deixando exausta, perto de pifar? Aquela atividade que você não consegue delegar por acreditar que só você sabe, só você consegue e claro, nunca tem ninguém pra fazer, além de você?

Vou te dizer o que aconteceria.

Nada. Ou melhor, aconteceria tudo igual, só que sem você. Ou, tudo diferente, mas ainda assim, aconteceria. Obviamente que não seria do seu jeito, mas isso não pode ser um problema, certo?

Não controlamos o que acontece com a gente e nem o que acontece ao nosso redor. Em fração de segundos, tudo muda. Nascemos, morremos, casamos, separamos, atravessamos a rua, mudamos de ideia. Viver em busca dessa tal segurança, desse lugar aonde você consegue ver tudo ou dar conta de tudo é um castelo de cartas, uma miragem no deserto: frágil e que na verdade, só existe na sua cabeça, para alimentar o seu ego.

Tenho atendido muitas mães que começam falando sobre as dificuldades dos filhos: choram demais, estão apegados demais, não ficam com ninguém, não dormem com ninguém, não comem com ninguém. A medida que vão se abrindo, que vão se ouvindo, percebem que o apego tem início nelas. E que no fundo, é um processo de querer se sentir reconhecida como boa mãe. Ei, para com isso. Você já está fazendo um trabalho incrível e agora precisa apenas confiar, aceitar e entregar para o mundo, deixar viver, deixar ser. Segura firme na mão do seu filho e só vai. Confiar talvez seja o seu processo de cura, de resgate da sua criança, de perdão. Não existe transformação sem essa etapa. #parentalidadepositiva #equilibrioparental

Em setembro tem workshop em Salvador e em Brasília. Vamos falar sobre nossas crenças e desafios?

Para se inscrever, clica no link da minha bio ou no www.sympla.com.br/luabfonseca

E se você quiser fazer um atendimento individual, me manda email que te explico como funciona: luandabarros@gmail.com

 

Uma pitada de ego

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Contrariando o cardápio da samana, ela pediu para levar mamão cortado para o lanche da escola, que indicava banana. Na volta, temos o ritual de desfazer as lancheiras e para minha surpresa, o mamão, do jeito que foi, voltou. Na hora do almoço, o pai sentou no lugar dela e isso foi motivo suficiente para muito choro e uma saída pela tangente para escapar de mais uma refeição. Não quis almoçar de jeito nenhum e concluiu dizendo assim: "Mãe, não quero comer agora. Na hora do lanche eu vou comer morango e depois suco e tá tudo bem".

Alimentar filhos é algo que mexe no ponteiro do nosso ego e isso é um grande erro. Logo de início, ainda no processo da amamentação a disputa é estabelecida. Quem amamenta x quem dá fórmula, quem dá o peito eternamennte x quem não vê a hora de começar com as frutas e assim, seguimos. Quando começa a introdução alimentar, parece que vamos ser submetidas a um teste de qualidade da nossa maternidade. Quem fizer o bebê comer brócolis ganha. O que ninguém diz, é que tudo pode ser um mar de rosas, até se transformar num tsunami e a criança que comia tudo, passa a rejeitar até salsa picada. A mãe se descabela, sofre, compra livro da Bela Gil, vai no nutricionista e busca todas as alternativas possíveis para resolver o problema do filho, que come mal.

Olhar para a sua própria relação com a comida, ninguém quer. Entender que no tamanho do estômago do seu filho você não manda é algo que parece não fazer sentido na cabeça das mães: "como assim não tá com fome?? Claro que tá com fome!"

Experimente tirar o ego dessa receita.

Experimente entender e aceitar seu filho com as dificuldades que ele tem.

Desligue a tv e transforme as refeições em um momento de conexão, onde comer é um detalhe, mas que se faz com prazer.

A mesa precisa ser um lugar de convívio, de diálogo. Ninguém aprende a gostar de comida quando se tem uma colher sendo enfiada goela abaixo.

Promova o bem estar trazendo para as refeições diversidade, cores e sabores. Aproveite, se divirta, conte histórias, ouça, compartilhe do seu prato. E confie que aos poucos, a relação das crianças com o se alimentar vai sendo transformada. Mas saiba que começa em você.

P.S: nesse dia, Teresa não almoçou. Estava mau-humorada e precisava de um tempo. Me prometeu que lancharia, e assim o fez. Foi respeitada em sua falta de apetite e respeitou o fato de só poder comer novamente no meio da tarde. #parentalidadepositiva #equilibrioparental

 

Modalidade esportiva praticada: cuspe ao alto

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Cuspe para o alto é uma modalidade esportiva  amplamente praticada por mães. Juramos que não vamos deixar a criança ver tv antes dos 3 anos e quando menos se espera, lá estamos nós e a Peppa abraçadas para ter 15 minutos de tranquilidade. Prometemos que não vamos dar chupeta, mas depois da décima noite sem dormir e ouvindo um choro enlouquecedor, abrimos todas as caixas de presentes esquisitos e nos rendemos ao bico. Nos preparamos para fazer BLW mas no primeiro engasgo ficamos com medo da criança morrer e voltamos para a papinha. Diante da birra homérica em plena pracinha, sentimos vontade de ligar para o Procon e pedir a troca da mercadoria. Todas nós somos ótimas mães até nossos filhos nascerem. E sabe por que isso acontece? Por que os filhos nos chamam para rever nossas crenças. Antes deles, temos certezas inquestionáveis e uma visão do mundo não revisada, o que nos leva a uma rigidez de pensamentos e expectativas.

Diante de conflitos ou situações nunca antes experiênciadas, a gente acredita que vai agir de um jeito e tudo acontece exatamente de outro. Ser surpreendido pelos filhos é maravilhoso e assustador, mas diante de nós está a possibilidade de se revisitar, desconstruir verdades absolutas, aprender junto e crescer com eles. É aí que acontece a mágica. Se permita ver o mundo pelos olhos de seu filho. É transformador.

A minha agenda de atendimentos individuais está aberta para setembro. Esse atendimento pode ser feito também por skype, se você não mora em Brasília. Para maiores informações, me manda um email: luandabarros@gmail.com

#parentalidadepositiva #equilibrioparental #dialogosfamiliares

Autoconfiar

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Autoconfiança.

Como anda a sua?

Li recentemente que ao aplicar para uma vaga de emprego 60% dos homens enviam seus currículos mesmo não preenchendo todos os requisitos. Sabe qual a porcentagem de mulheres que faz isso? Nem eu, mas tenho certeza que é muito menor do que a dos homens. Nós precisamos nos sentir perfeitas, seja para a vaga de emprego, seja para ir na praia no fim de semana, seja para ser mãe. Quando é que vamos entender que essa busca nos adoece?

Mas sabe o que é pior? Ao encontrarmos uma mulher autoconfiante e segura de si, ela provoca em nós um profundo incômodo. Julgamos a segurança com que ela anda, se veste, fala e vive a vida, como uma afronta a nossa incapacidade de nos amarmos profundamente. Ela, segura de si, abala ainda mais as nossas inseguranças. Como ela consegue e eu não? E assim, buscamos um jeito de descontruir e desmerecer aquele mulherão da porra. Para que essa mulher ganhe nossa admiração, ela precisa ser discreta, não pode chamar atenção, não pode falar palavrão e é melhor que não fale exatamente o que pensa. Perpetuamos o nosso machismo e nos aprisionamos na nossa própria rede de preconceitos e hesitações.

Minha sugestão é que da próxima vez que você encontrar uma mulher assim na sua frente, dê a mão a ela. Entre junto na sala, incomode. Aprenda a cultivar a autoconfiança e o ego na medida certa, que é aquele tamanho em que você consegue se sentir grande e boa o suficiente para ajudar outras mulheres a sentirem o mesmo. Sigamos juntas e mais fortes.


 

Trabalho e maternidade

Voltar a trabalhar e ser demitida, sofrer com o fim da licença maternidade e dirigir chorando para o trabalho, mudar de profissão, empreender em outra área e ver que está trabalhando muito mais do que antes, ficar feliz de voltar ao batente e se sentir a mulher de antes dos filhos, ser questionada por sua força de trabalho depois dos filhos, ter rede de apoio sólida, pagar creche, se reiventar, ter mais tempo, encontrar o equilibrio.

Trabalho e maternidade é uma caixa preta de tantos outros assuntos e sentimentos. Todas nós sentimos essa pressão em algum momento e lidar com tudo isso é mais um ítem para a nossa carga mental. Ontem tive a oportunidade de dividir com Tetê Brandão, Camila Domingues e Débora Ghelman suas histórias e perspectivas sobre o que é o desafio de cada uma. Contei um pouco da minha história e falei sobre como mudar de profissão e amar o que eu faço, me trouxe leveza para aceitar minhas faltas como mãe. Faz parte. Falamos também sobre como é fundamental trazer os homens para essa conversa. Como, ao assumirem seus papéis de pais, as mães seriam menos sobrecarregadas. É importante que eles também briguem para sair mais cedo por conta do pediatra, da vacina, da febre repentina. Como a gente, muitas vezes, ocupa esse espaço sem nem perceber e ao final, estamos esgotadas.

Trabalho e maternidade é uma equação difícil mesmo de equalizar, mas se cuidar, criar, educar filhos continuar sendo uma responsabilidade só da mulher, a gente não vai sair do lugar.

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Difícil, eu?

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Crianças difícies. Esse conceito difuso tem surgido muito nos meus atendimentos. A busca é por algo que "concerte" as crianças, deixe elas mais "normais", mais obedientes, menos agitadas. Entre as queixas estão a dificuldade de ouvir, uma certa agressividade, uma facilidade de xingar, explodir. Se a criança em questão tiver um irmão, a sentença está dada, o rótulo está posto e o laudo está pronto. Agora é só passar na farmácia para resolver a questão.

Será?

Entendo as nuances e delicadezas desse assunto e longe de mim querer fazer diagnóstico infantil pelo instagram. Só quem vive as demandas de uma criança que exige mais atenção sabe o quanto tudo isso pode exaustivo e solitário, mas o meu ponto é: será que todas esses pequenos precisam mesmo de um diagnóstico, um laudo e principalmente, uma medicação?

A necessidade e a expectativa dos adultos de que a criança corresponda ao que está catalogado, esquece de olhar o indivíduo. Esquece de abraçar as variedades. Exclui a possibilidade de ser e fazer coisas de jeitos diferentes. A escola, muitas vezes, potencializa essa busca e o diagnótico sobre a criança, isenta a instituição de tentar caminhos alternativos e culpabiliza os pais pelo que ela considera falta de limites da criança. É batata quente que ninguém quer segurar. Enquanto isso, o Brasil ocupa o segundo lugar na venda de remédios psicolestimulantes, usados para controlar e atenuar os comportamentos considerados inadequados para o ambiente escolar. Esse número é grave, sério e merece nossa atenção e o nosso questionamento. Pode ser que seu filho precise mesmo de uma intervenção médica, mas pode ser também que vocês estejam apenas enfrentando uma temporada difícil.

Percebo a dificuldade dos pais em serem margem para seus filhos e entendo o quanto isso pode ser prejudicial. Vejo o quanto crianças são poupadas de frustrações e isso acaba se transformando numa bomba relógio. Do outro lado, encontro cada vez mais escolas interessadas em manter crianças de 4 anos sentadas para fazer atividades que serão entregues a pais pouco interessados com o que acontece na sala de aula ao fim do semestre. Encontro também alfabetização precoce e aulas de informática no jardim de infância, encontro aulas de química exatamente iguais como eram há 40 anos atrás. Não tá fácil nem de um lado e nem de outro. Para quem vive esses desafios eu proponho a pausa. Antes de querer concentar o que nem sempre está quebrado, vale a pena buscar a conexão com a criança que está bem aí na sua frente. E independente da sua escolha como pai e mãe sobre como lidar com as questões que o seu filho apresenta, esteja disponível para o toque, o beijo, o olho no olho. Isso é potente. Além disso, se seu filho realmente precisa de um acompanhamento médico, não se envergonhe, não se isole e cuide de você também. É  você quem faz a roda girar.

Para começar

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Pais que desejam tentar um novo jeito de abordar os filhos, de construir relações pautadas por mais respeito e menos gritos, sempre me perguntam por onde começar. Querem saber como desenrolar o novelo de birras, de "maus comportamentos" e agressões, mas se sentem completamente perdidos e sem ferramentas. Olham para as propostas que a parentalidade positiva traz e se sentem atraídos pelas promessas de dias melhores, lares mais equilibrados e crianças mais tranquilas. Para esses pais, eu queria, em primeiro lugar oferecer o meu abraço apertado. Daqueles abraços longos e demorados, que a gente só dá em quem a gente gosta de verdade. E esse abraço vai junto com um conselho: não se iluda. Não existe nada fácil.

A parentalidade positiva não é um botão mágico de resolver problemas. O que esse pensamento tem de tão especial é a possibilidade de criar filhos com mais consciência sobre o nosso papel. E o resultado provável não são crianças perfeitas, mas sim, adultos mais preparados, mais seguros e confiantes dos processos.

Então, antes de me perguntar por onde começar, é fundamental você saber se quer começar. Se acredita que diálogar é mais transformador do que ordenar, se entende que castigos não ensinam e se está disposto a olhar para seu filho com muita, muita verdade. As transformações  começam na gente e quem muda somos nós, não as crianças. Essas mudanças refletem em vários outros setores das nossas vidas, porque é um aprendizado muito rico sobre a gente mesmo. Falo sobre isso no meu workshop que acontece próximo sábado, dia 16 de agosto, em Recife e em setembro chega a Salvador! Estarei na capital baiana no dia 15/09 e para maiores informações, é só clicar no link que está na minha bio! #parentalidadepositiva #equilibrioparental

www.sympla.com.br/luabfonseca

 

Desobediência

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Olhando assim na foto ninguém diz, mas meus filhos não são obedientes. Me perdoe se isso te causa algum tipo de decepção ou te parece um contrassenso. Eu, educadora parental, deveria ter filhos exemplares, correto? Não, nada mais equivocado. Mas o equívoco está em acreditar que crianças precisam ser assim. Obediência é uma palavra que me causa arrepios. Pensar em meninas e meninos obedientes, que seguem regras sem questionar, que aguentam calados qualquer incômodo pela necessidade de agradar quem quer que seja, me faz perder o sono. Crianças que engolem o choro, o medo ou mesmo a vontade de fazer bagunça para manter a ordem, isso me causa uma enorme tristeza. Eu desejo mais para meus filhos.

Abrir espaço para os questionamentos e as colocações das crianças não é atender todos os seus desejos e nem criar um ambiente de desordem. Dar permissão para que a criança diga como se sente não é ser permissivo. O meu papel de mãe continua ali, claro e evidente: eu sou o contorno, existe um desenho do que pode e o que não pode ser feito e eventualmente as crianças vão se frustrar. Os meus limites estão muito bem desenhados e eles precisam ser respeitados. E é assim que vamos aprendendo sobre ouvir, falar, calar. Sobre diálogo, sobre o outro, sobre o mundo. Não se ensina sobre respeito com imposições, gritos ou ameaças.

Relações hierárquicas - eu mando e você obedece - não cabem mais. Não espere que seu filho baixe a cabeça para o seu olhar de reprovação, como você fazia diante de seu pai ou sua mãe. Não foram as crianças que mudaram. Tudo mudou e esperar obediência da criança só vai te trazer frustração e raiva. Como pais, precisamos construir a cooperação. Precisamos desenhar esse lugar de autoridade, sem autoritarismo. A grende questão é que demanda tempo, paciência e presença. É mais difícil sim, mas é possível. Vamos juntos?

Sábado tem workshop sobre Parentalidade e Educação Positiva na @casadasasas no Recife.

Para se inscrever, é so clicar no link que está na minha bio (www.sympla.com.br/luabfonseca). Restam poucas vagas! #parentalidadepositiva #educacaoparental


 

Qual o seu medo hoje?

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Você sente medo?

Com que frequência?

Existem vários tipos de medos e, consequentemente, várias reações ao medo.

Tem aquele medo que faz o estômago embrulhar. Tem o medo que congela as pernas. Tem o medo que embaralha a razão. Tem o medo que só dispara o coração e logo em seguida, derrama adrenalina no corpo todo. Sentir isso não é bom ou ruim, apenas faz parte. Mas de uma forma esquisita, fomos ensinados que não devemos sentir medo. Que o oposto desse sentimento é a coragem e que essa sim, é algo bacana, grandioso. A verdade é que um não existe sem o outro. Ninguém é capaz de se jogar de paraquedas sem rever o filme da vida, sem experienciar aquele gosto amargo do medo que fica na boca. E sabe porque as pessoas se jogam mesmo assim? Porque é divertido e passa rápido.

Tenho sentido muito medo da morte. Não de morrer, mas de acabar. De deixar as coisas por aqui. Gosto demais de viver, mas muitas vezes esqueço disso. E olho para os problemas, olho para as decisões a serem tomadas, olho para os vazios e permito que o medo aumente seus tamanhos. Não, Seu medo. Eu sou maior. A vida é maior e passa rápido.

Não podemos negar nossos medos, varrer eles para embaixo do tapete. É preciso olhar para eles, nomeá-los e com isso, deixar claro quem manda em quem.

Pensar na impermanência ajuda.

Pensar na velocidade do tempo também.

Tudo é muito breve e o medo simplesmente não pode valer tanto a pena.