Chá de amor

A preguiça e o cansaço falaram mais alto e eu desencanei da função do chá de fraldas. Mesmo querendo fazer algo pequeno, a lista estava com quase 100 pessoas e, pensando que Joaquim podia ganhar até fralda geriátrica, achei melhor desistir. Em troca, ganhei um chá de bênção. Esse evento é um encontro entre mulheres, uma reunião pelo sagrado feminino, para que juntas, expressem os desejos por aquele que vai chegar e também por aquela que vai parir. É uma dose de ocitocina pouco antes do parto. E se você nesse momento pensou em algo muito hippie, repense. O chá de benção é antes de qualquer coisa, uma pausa. Um momento dedicado ao gestar, um carinho, um abraço. Não importam fraldas, não importa decoração, docinhos ou lembrancinhas. Cada uma das convidadas deve levar apenas suas intenções. E isso é lindo e muito poderoso. É uma volta ao que interessa, a valores do feminino muito, muito importantes, que a gente insiste em deixar de lado. Esse resgate me fortaleceu, me trouxe paz e muitas lágrimas, claro. 

Foi bonito ouvir sobre a ligação daquelas mulheres comigo, foi importante sentir o amor delas pelo meu filho, foi importante receber suas bênçãos. Cada uma deixou comigo algo que pode me acompanhar no parto, algo que me trará conforto, força e tranquilidade. Agora, são só mais alguns dias, até Joaquim chegar e ele já chega cercado de boas energias

Só li verdades

15 verdades sobre a gravidez que ninguém te conta:

 

  1. Não importa o seu grau de madamice, você vai andar de perna aberta.

  2. Sua pepeca vai ficar parecendo um sapo gorducho. Se você tiver um parto normal, essa situação piora, mas o corpo é sabio e (JURO) tudo volta ao seu devido lugar.

  3. A barriga fica MUITO esquisita depois que o bebê sai. Seja gentil com você e não se apegue a isso.

  4. Peitos: dar de mamar pode ser tão difícil quanto parir. Se você perceber que não está conseguindo, peça ajuda e esqueça aquela foto em tons pastel da mãe sorrindo segurando o bebê no peito. Aquilo é propaganda.

  5. Cesáreas salvam vidas e são uma evolução da medicina, no entanto, é uma CIRURGIA. Vão cortar umas 7 camadas suas, retirar um bebê, que nem sempre está pronto para nascer e depois te costurar. Parem de achar que isso não é perigoso, parem de achar que isso é normal. Normal é menino sair pela pepeca

  6. Parto normal: vamos tomar um café e conversar ao vivo sobre isso?

  7. Azia. Minha nossa senhora, que negócio ruim. Em resumo é uma labareda que vai do esófago até bem próximo a garganta e sempre que você fala sobre o assunto, tem alguém com uma receita mi-la-gro-sa.

  8. Não existe barriga de menino e barriga de menina, mas é importante respeitar a crendice popular, então, não se irrite.

  9. Outro ponto sobre peitos: eles vão ficar escuros. Isso não é feio ou bonito, é natural. O sovaco também pode ficar mais escuro, assim como seus lábios. Uma linha preta dividindo sua barriga é um outro sinal natural da gravidez, mesmo que nenhuma famosa tenha mostrado essa parte da história.

  10. A medida que a barriga cresce, o simples ato de dormir se transforma em algo difícílimo. Virar de um lado para o outro é quase uma tortura chinesa.

  11. Bebês soluçam na barriga e isso é muito esquisito, causando certa aflição.

  12. Hormônios: podíamos chamá-los de demônios também, porque olha...A variação de hormônios é algo enlouquecedor e nos coloca numa montanha russa ou num estado próximo da bipolaridade. Tudo é grande e intenso e a única solução para isso é respirar corretamente.

  13. A gravidez pode te trazer a energia de um touro ou a lerdeza de uma tartaruga. É uma loteria, ou seja, você não decide.

  14. Nem toda grávida consegue desenvolver uma comunicação direta com a barriga. Não se culpe, pois a brincadeira começa do lado de fora mesmo.

  15. Agora vem a coisa mais louca: cada gravidez é de um jeito. É preciso respeitar a gravidez alheia, acolher cada sentimento e tentar encontrar (no meio desse carnaval) momentos de paz, para que a cabeça não pire e o coração respire

Saideira

Sábado passado, do alto das minhas 38 semanas de gravidez, ganhamos um vale night da sogra e fomos a uma festa. As crianças iriam dormir com ela e o nosso compromisso era aproveitar, se divertir, dançar. Eu e Pedro nos conhecemos num show. Eu tinha 15 anos e de lá pra cá, já contabilizamos muitas farras. É verdade que o volume desse tipo de evento sofreu forte queda nos últimos 8 anos, mas sempre que a gente pode, lá estamos nós, descendo uma ladeira no carnaval de Olinda, curtindo um show, dançando em uma festa.

Ficamos até as 4 da manhã entre a pista de dança, o bar e as conversas com os amigos. Dormimos sem o medo de ser acordado e isso realmente faz toda diferença. Mas antes do meio dia já estávamos com os filhos de baixo da asa, prontos para a programação deles, que incluia nadar no lago e deixar por lá a ressaquinha de uma noite de pouco sono. Confesso aqui bem baixinho, que achei estranhíssmo acordar sem eles pulando em cima de mim, mas aproveitei aquele momento. Aproveitei porque eles são raros, porque meu pique já não é mais o mesmo, mas principalmente porque eu não vivo com saudade do que era a minha vida antes das crianças. Eu olho para aquele passado e eu amo lembrar como era, mas sem saudosismo. O tempo passa e as prioridades mudam mesmo. Isso não é abdicar da sua vida, mas sim, encarar com mais leveza as novas etapas que vão surgindo. Por hora meus filhos são pequenos, mas logo isso muda e vem outra fase. E depois outra e outra e outra. Estar atenta a essas transformações e abraçar o que cada uma delas trás, nos permite viver a vida de forma mais plena. Ou, apenas enjoy the ride. #nodramamom

ouvir > falar

A internet materna é uma grande fogueira das vaidades. As mães, orgulhosas de seus feitos, transformam experiências em verdades absolutas e vendem fórmulas de educação, boas condutas, alimentação saudável, relacionamentos e por aí vai. 

Se gabam pelo "bom trabalho" como mãe e ganham seguidoras fiéis querendo ou precisando de manuais de instrução sobre como criar filhos. A cada texto, uma dica, um jeito de fazer, uma regra infalível para lidar com situações delicadas. Sobram argumentos, mas falta empatia. É isso vale para todos os tipos de mães, de todos os tipos de tribo. 

Estou no barco das redes sociais há algum tempo. Já fui e já voltei, mas confesso que gosto dessa janelinha aqui. Gosto principalmente porque recebo muito amor em troca. Muito mesmo. E acho que de alguma maneira, depois de 4 gestações, eu entendi que as fórmulas mágicas não aliviam tensões. Que a criação dos filhos não pode obedecer manuais e que isso são pequenas prisões. Melhor do que dizer como fazer para resolver problemas de birra, é perguntar como vai essa mãe. O que ela tem feito, como estão as coisas. E antes de dar um conselho, um pitaco, apenas ouça, segura a mão. Pode ser algo transformador. #nodramamom 

Você está pronta?

Encontrei com um amigo que diante do meu barrigão, perguntou: E aí? Pronta? E eu, mãe de três, respondi sem titubear: claro! Nos despedimos mas ele deixou aquela pergunta reverberando dentro de mim. 

Fiquei pensando na loucura que é a chegada de um bebê, no caos em que a vida se transforma. E a real é que não sei se estou pronta. 

Definitivamente não estou pronta para o parto. Esse inesperado evento que acontece sem ensaios e que é diferente para cada filho que a pessoa tenha e por mais que a gente se prepare, pronta mesmo ninguém estar. Não estou pronta para  enfrentar a nova logística, que se apresentará sem planejamento. Não estou pronta para encarar as lacunas emocionais dos meus filhos, que com a chegada de mais um, vão precisar muito da mãe - esse momento de nutrir e ser nutrida é sempre confuso para mim. Não estou pronta para as novas olheiras e rugas que surgirão. Não estou pronta para o cansaço, não estou pronta para as noites em claro. 

No entanto, diante dessas constatações, eu me sinto muito tranquila. Muito mesmo. Tranquila para receber esse bebê, para amamentar, para pedir ajuda para mim e dar colo para os meus. Tranquila para enfrentar esse tsunami, tranquila para deixar essa onda me molhar. 

O novo conto do vigário

Alguém com muito tempo livre disse que "quando nasce uma mãe, nasce uma empreendedora". A partir daí, ter seu próprio negócio se tornou a tábua de salvação para aquelas mães que não conseguiam voltar ao mercado de trabalho e queriam mais tempo com seus pequenos. Empreender parecia a receita mágica para equilibrar trabalho e qualidade de vida, horários flexíveis com a demanda das crianças, se re-descobrir profissionalmente e também exercer o papel de mãe com mais dedicação e ainda ganhar dinheiro. 

Afinal de contas, uma mãe consegue dar conta de tudo, certo? 

Errado, minha amiga. Muito errado. 

Quem decide abrir o próprio negócio entende rapidamente que sem dedicação (de tempo mais do que de dinheiro, muitas vezes), as coisas não funcionam. Um sentimento muito natural entre essas mães é que elas estão trabalhando muito mais do que antes. E estão. 

O negócio próprio precisa ser encarado como um trabalho normal, o qual toma pelo menos 6 horas do seu dia. Mas o que geralmente acontece é que nesse período, além de trabalhar, a gente quer também brincar com o filho, fazer almoço, dar banho, botar para cochilar. Mas é impossível dar certo? Não, nada é. Mas não é fácil como alguns insistem em dizer. 

A possibilidade de criar algo seu, é um grande privilégio e ele não precisa ter nada a ver com o universo infantil. 

Então, se você está pensando em largar tudo para empreender depois que seu filho nascer, acredite: você vai precisar de tempo. Você vai precisar de ajuda. Saber disso é fundamental para que o coração fique mais tranquilo. Entender do que você pode abrir mão também ajuda. Muitas vezes a tal flexibilidade de horários tão sonhada, significa menos ou nenhum dinheiro no fim do mês. E aí, tudo bem por você? 

Não caia no conto do empreendedorismo materno sem se questionar. Se quiser empreender, vá fundo. Mas saiba que o caminho é longo e a estrada é difícil. #nodramamom 

A diferença entre ser e estar

Ter filhos é a chance de observar os diferentes padrões de comportamento das pessoinhas e assimilar, com mais facilidade, que ninguém é igual a ninguém. Na teoria a gente já sabe disso, mas na hora de respeitar essas individualidades, é que enfrentamos os nossos preconceitos e dificuldades como pais. Como se não bastassem nossos padrões, ainda buscamos atingir os padrões da sociedade e aí, surgem as frustrações e os rótulos.

A criança que chora, a criança aventureira, a criança que bate, a que morde, a que divide, a que come bem, a que dorme a noite toda, a educada, a tímida. Não colocar nossas crianças em uma ou mais dessas caixas é algo difícílimo, simplesmente porque não entendemos os problemas que existem em falar ou ressaltar o que acreditamos ser características dos nossos filhos. Esquecemos que eles não são, eles estão. Crianças são moldes moles, abertas, livres. Quando a gente insiste em dizer que eles são assim ou assado, estamos tirando deles a chance de serem o que eles quiserem. Se a gente ampliar esse pensamento, temos a possibilidade real de criamos adultos mais fortes, seguros, tolerantes e menos preconceituosos.

Imagina uma criança crescer ouvindo que tudo bem ela ter a profissão que ela escolher? Que tudo bem ela chorar quando estiver triste? Ou que tudo bem ela ter medo. Para a criança que bate, o que será que ela está querendo te mostrar e como você pode através da firmeza e do amor ajudá-la? Imagina uma criança crescer ouvindo que tudo bem menino namorar com menino ou menina namorar com menina? Imagina uma criança crescer ouvindo que não existe coisa de menino e coisa de menina? Imagina uma criança crescer sendo amparada e acolhida em todas as suas fases e dificuldades ao invés de ter sempre o dedo apontando o que ela fez de errado? Imagina a gente não se gabar das facilidades e esconder os conflitos que enfrentamos com nossos filhos?

Nenhuma criança é perfeita. Nenhuma criança vai atender a todas suas expectativas. Você vai enfrentar momentos mais tranquilos e turbulências gigantes quando resolver ser pai e mãe. E não, eu não estou falando dos da montanha russa do primeiro ano. Estou falando dos problemas daqueles que decidem criar e educar crianças. Não é fácil. É extremamente desafiador, todos os dias. E a tal da recompensa? Bom, quando eu chegar ao fim do arco-íris, eu conto para vocês. Por enquanto, me satisfaço em acordar recebendo muitos beijos e abraços dessa turma aí. #nodramamom

Somos 6

Eu escuto todo tipo de comentário quando falo que estou grávida do quarto filho. Já me perguntaram se eram todos do mesmo pai, se foram planejados, se eu iria ligar, se eu queria mais um. A curiosidade das pessoas é algo insaciável e eu me propus a responder, sempre que meu humor permite, cada uma das perguntas mais indiscretas. Agora nessa reta final eu tenho tido pouca paciência, confesso e não aguento mais ouvir: nossa, como você é corajosa, seguido de uma cara de deus me livre. Sim, porque tem o “nossa, como você é corajosa” que vem seguido de uma cara de admiração, de carinho, de “poxa, que massa”. Mas essa cara de deus me livre, a pessoa pode guardar para si, porque eu não preciso dela.

Não acho que o que orienta a minha decisão e vontade de ter 4 filhos tem a ver com coragem. Sinto que tem a ver com amor, com propósito, com troca, com doação, com cuidar. Sinto que tem a ver com ser casada com um cara por quem eu sou perdidamente apaixonada e com quem eu pretendo envelhecer, o que facilita a minha maternidade. Não sinto que essa é a minha missão ou um dom divino, nada disso. Esses filhos são, antes de qualquer coisa, uma escolha muito consciente, que reafirmam a forma como eu encaro a vida e as coisas nas quais eu acredito.

Eu acredito que o amor e a presença são transformadores. Eu acredito que pai e mãe dispostos a ouvir seus filhos podem revolucionar uma geração. Eu acredito que dialogar com esses pequenos é a melhor forma de fazer política. Não espero nada deles, só o compromisso de serem pessoas bacanas e verdadeiras com suas vontades, mesmo que sejam muito diferentes das minhas.  

Pensar e mudar. A difícil arte de se olhar e rever posturas

Para que serve a maternidade e a maturidade se a gente não se propuser a pensar e refletir nossas atitudes? Do que adiantam certezas enraizadas, quando o mundo está girando tão rápido bem diante dos nossos olhos?

“ Esse é meu jeito e pronto”  ou “ Só assim funciona pra mim e para meu filho” ou ainda         “ que besteira.”  Não. Pensar sobre nossas atitudes maternas é fundamental na criação dos nossos filhos. E uma vez que apareçam pensamentos diferentes do seu, procure ouvir, antes de se sentir julgada. Nem sempre o mundo está te apontando o dedo, às vezes, está apontando apenas para uma nova direção.

Outro dia assisti a um vídeo do @mamatraca sobre brincos para as bebês. A Anne Rammi, uma daquelas mães que eu não conheço, mas sempre escuto, leio e acompanho há anos, fazia um pedido claro: não furem as orelhas das bebês. Sua postura, sempre muito bem colocada, trazia argumentos imbatíveis sobre o assunto. E eu, que já havia refletido sobre essa questão, concordei com a dor no coração de quem havia furado a orelha da primeira filha e orgulho de quem entendera o tamanho dessa violência e optara por não furar a orelha da segunda filha.

Imagina sua filha com 15 anos e você arrastando-a para uma farmácia para que ela fure a orelha porque você, sua mãe, sua sogra, sua irmã, sua cunhada e todas as suas primas acham lindo orelha furada? Ou ainda para que ela seja reconhecida como uma menina e não um menino. Ou ainda porque na sua família isso é uma tradição. OU, ou ou. Motivos não faltam, mas será que não vale a pena parar e pensar um pouco sobre esse assunto? Dificilmente uma garota de 15 anos iria furar a orelha contra sua vontade. Ela te daria argumentos sólidos e você iria respeitar a sua vontade, certo? Então por que com a bebê a gente vai lá e faz? É correto impor a sua vaidade à uma outra criatura que não é você?

Não associamos o brinco das bebês com violência ou uma cultura machista, mas o que é então? Com que direito eu faço isso? Com que objetivo? Eu nunca havia questionado um simples brinco e nem quero aqui problematizar algo aparentemente simples. Mas de tanto a gente achar normal, nem questionamos e esse é o problema. Esperar o tempo das coisas é um enorme aprendizado. Esperar sua filha pedir para furar a orelha é um tremendo ato de respeito à sua individualidade. Mais uma vez, o post não quer apontar e nem culpar nenhuma mãe que tenha optado por brincos. É apenas um convite à reflexão. <3 #nodramamom

Quando nasce um bebê

Alô revistas, blogs e perfis no instagram: quando nasce um filho, não nasce uma mãe em busca do corpo perfeito. Não importa quantos quilos você ganhou e nem em quanto tempo vai perder. Isso, na verdade, é o que menos interessa depois que um filho nasce. Alerta de spoiler: a sua barriga vai ficar mole e pendurada, seu peito vai ficar quente e cheio de leite (se a Deusa quiser!) e seu cheiro vai ficar misturado com aquele azedinho do bebê, que tem toques de gofo, leite e suor e você vai achar isso lindo. Quando nasce um bebê, nasce uma mãe que vai precisar de ajuda para entender tudo o que está acontecendo com ela, inclusive, as mudanças desse corpo.

Quando nasce uma mãe, não nasce uma dieta. Não nasce uma empreendedora, não nasce uma felicidade. Pelo contrário: nasce um vazio. Um medo gigante. Quando nasce uma mãe, não nasce uma cozinheira de papinhas orgânicas, não nasce uma artesã, não nasce uma youtuber querendo compartilhar tudo o que está acontecendo.

Tenho ouvido muitas, muitas mulheres falando sobre o puerpério e as dificuldades de nascer junto com seu bebê. A maternidade é o processo mais poderoso de transformação que uma mulher pode passar, mas também o um dos mais tortuosos. Abrir feridas, resgatar traumas, encarar o desafio de alimentar um outro ser humano, ser responsável pela vida de alguém que não é você.

Mas como receber esses sentimentos tão negativos, diante do momento mais feliz da vida? Para mim, a resposta está na aceitação do processo e em simples pedidos de ajuda. Essas dificuldades fazem parte, mas a gente não entende isso. Queremos resolver. Queremos  nos livrar do problema o quanto antes. Essa angústia diante do desconhecido pode tomar proporções maiores do você e saber pedir ajuda (médica, de amigas, do marido, da mãe, de uma desconhecida) é fundamental. Às vezes, visitas regulares resolvem, mas tem momentos que só um remédio pode nos trazer para a luz e isso não precisa ser motivo de vergonha.

Vamos falar sobre o puerpério, vamos falar sobre nossas dificuldades, vamos olhar com mais amor para uma mulher que dá a luz. Isso pode gerar uma corrente de amor, forte e poderosa, que transforma esses primeiros meses em algo menos doloroso ou solitário. Isso pode encorajar mulheres a contarem suas histórias e assim, serem espelhos para outras. Porque o bom, é que tudo isso passa. #nodramamom

PS: Na foto, eu e João. De lá pra cá, tantos aprendizados...

Feminista sim.

O feminismo entrou na minha vida muito recentemente e todos os dias eu sou confrontada com alguma situação que me faz repensar, rever e principalmente, desfazer o meu ponto de vista (geralmente machista) sobre alguma coisa. É difícil e dá um trabalho enorme me colocar nessa postura de “cara, eu não sei de nada”, mas eu acredito tanto nessa luta, que ao final, é como se ao invés de me sentir abrindo mão da minha idéia, eu, finalmente, acenda uma lâmpada e ganhe conhecimento sobre algo.

Mas Lua, você não acha que as feministas são muito radicais não? Sim, tem o grupo das radicais. E tem o grupo das moderadas. Tem o grupo das negras, tem o grupo das trans. Tem feminista para todos os gostos. O que não pode ter é mulher se dizendo contra o feminismo, sabe por que? Porque essa é uma causa nossa, de todas nós, independente da cor, da classe, do gênero. Eu sou nordestina, do Recife para o mundo e entre minhas amigas do coração, ainda é possível perceber várias atitudes machistas, como algo normal, natural. O machismo faz parte da gente.

E depois que a maternidade chega, começamos a sentir na pele o poder da coisa toda. O machismo está intimamente ligado a maternidade. Quer ver? A licença maternidade é extremamente machista, quando diferencia a importância da presença do pai e da mãe nos primeiros meses de vida do bebê. Só aí já se abre um abismo entre obrigações e responsabilidades, mas também entre a perceção sobre os nossos deveres como mães. E siguimos achando normal que seja assim. Somos machistas quando aceitamos uma dinâmica em que só as mães levantam a noite para acalmar o bebê, porque o pai trabalha no dia seguinte, ou porque o bebê só quer o peito (quem disse?), ou porque o pai não sabe como resolver a questão de um filho chorando. Somos machistas quando dizemos que meninos e meninas podem brincar do que quiserem, mas não compramos bonecas para nossos filhos e nem carrinhos para nossas filhas. O machismo é cruel com mães solo e essa tal de guarda compartilhada a cada 15 dias (Me poupem. Quem já viu ser pai de 15 em 15 dias?). Somos machistas quando aceitamos que o cara pode não assumir o filho, mas a mãe não tem essa opção, o aborto é ilegal, lembram? E quando um restaurante coloca trocadores só nos banheiros femininos? Machismo também, uma vez que associa o ato de trocar fraldas a algo que só as mães podem fazer. E o machismo de achar que só mães sabem cuidar de seus filhos, porque são mulheres? Que eu saiba, nenhuma mulher nasce com o selo de mãe na testa. As que desejam ter filhos, irão aprender a cuidar de uma criança, assim como homens também podem aprender.

Esses são alguns poucos, mínimos exemplos de como o feminismo é uma causa que precisa da união e da força das mulheres. Não porque o feminismo seja o contrário do machismo. Não é isso. É só porque o feminismo luta por direitos iguais entre homens e mulheres. Só isso. Ser mãe nesse mundo machista é uma loucura e nos joga ainda mais no poço das culpas e vulnerabilidades, sem nem a gente perceber.

Essse texto ficou martelando na minha cabeça depois do vídeo da minha amiga querida @helmother sobre tudo isso. Assistam, falem, converse...Se assumir feminista é transformador, para homens e mulheres. <3 #nodramamom

A dor da mãe

Participei semana passada de um curso sobre hipnoparto, que é uma técnica de auto relaxamento para aliviar a dor do parto. Não, o curso não entrega uma receita que vai tirar a sua dor na hora de parir, mas ele te faz acreditar que SE você se mantiver no controle do seu corpo e principalmente da sua respiração, é possível afastar o caos que a dor provoca e com isso, fazer parecer doer menos. Eu adorei e super indico, mas a verdade é que parir dói e uma das coisas que a gente mais escuta das mulheres grávidas é que elas têm medo da dor. As mais radicais, acabam marcando suas cirurgias afirmando que não querem nem sentir dor e acreditam piamente que a cesárea é a solução para isso.

A dor da maternidade vem para todas nós, independente do tipo de parto que escolhemos. Ser mãe dói e dói em pontos que a gente nem sabia que existiam dentro de nós. Sendo assim, não tem cirurgia nenhuma que vá te proteger disso. Aceite.

Muitas tentam entender essa dor -  É aguda? É para dentro? Dói quanto? - Como se dor fosse algo passível de medição. A dor do parto não se mede porque ela é uma dor diferente de qualquer outra. Não é a dor de morte, não é a dor de perda, não é a dor de nada que você já tenha sentido anteriormente. É uma dor de vida, de corpo mudando, de corpo se abrindo, de bebê chegando. É uma dor sem romance, sem floreios. Talvez seja a maior dor da sua vida e com certeza, a melhor.

Para quem está com medo dessa dor, sinta esse medo até o fim, acolha, abrace, olhe para ele e diga: vamos juntos? Ele é real. Mas ele não precisa te paralisar diante da escolha sobre como deixar vir ao mundo o seu filho. A dor faz parte, é algo natural, assim como parir. Nós, mulheres, precisamos nos abrir para a nossa natureza, encará-la e assim, mudar um pouco o triste cenário do nascer que existe no Brasil, que é o país com o segundo maior índice de cesáreas do mundo. Não é possível a gente tolerar esse dado e ser intolerante a uma dor tão especial.

Grávidas

Imagina aquela amiga que tem um emprego legal, um companheirx bacana e está gestando um filho saudável. Quando você pensa nessa mulher, que sentimentos vêm imediatamente à sua cabeça?

 

Será que você  pensou em tristeza? Dificilmente. E sabe por que? Porque acreditamos no mito da gravidez como sinônimo de perfeição, de conquista. É uma pressão social velada, romantizada e bem machista de nossa parte. Entenda e aceite: nem toda mulher quer ser mãe, nem toda mulher precisa ser mãe para se realizar, nem toda gravidez é um conto de fadas (aliás, tem umas que são a própria hora do terror!)

Essa tal pressão social faz com que a gente espere que essa mulher esteja (muito) feliz, (extremamente) realizada e (verdadeiramente) grata por tudo o que ela tem. Qualquer sentimento fora desse script não tem espaço, não merece atenção, não é levado a sério.

Tenho conversado com muitas mulheres e, para grande maioria, a gestação é um caminho esquisito, de muitas transformações, muitas mudanças de paradigma, muitas descobertas. Mesmo sem querer ou sem perceber, chegamos nas nossas sombras, nos nossos medos. E quem gosta de encarar fantasmas?

É assim para todas as mulheres? Não, claro que não. Cada uma vivencia esse período de uma maneira, mas algo muito natural de acontecer é a gente perceber as esquisitices, mas não querer se debruçar sobre o assunto. Deixamos para lá, varremos para debaixo do nosso super tapete. E tudo bem, cada uma sabe de si, mas no final, acho que não estamos nos gestando como mães. Nessa hora, toca Lenine: “mesmo quando tudo pede um pouco mais de alma, a vida não pára”.


Precisamos exercitar o não julgamento entre mães. Precisamos acolher as angústias umas das outras de coração mais aberto. Então, sabe aquela amiga lá de cima do texto? Quando encontrar com ela, pergunta como ela está, como ela está se sentindo, se ela está com algum medo, alguma angústia. Se mostre aberta a ouvir, a trocar. E se você mora em Brasília, marca uma hora comigo! Vai ter escuta terapeutica e massagem com óleos essenciais <3

Excessos.

Os excessos que envolvem a chegada de um bebê tiram o foco daquilo que realmente importa: chás de fralda que parecem festas de quinze anos, lembrancinhas de maternidade que são como jóias, bebês que nem usam sapatos mas já nascem com 50 pares no guarda-roupa, laços para crianças carecas e a última que eu vi foi limousine para buscar o bebê na maternidade e levar para casa. Sim, isso mesmo que você leu. (Nessas horas eu só penso que temos que rezar muito pela humanidade, porque tá DIFÍCIL).

O enxoval do bebê é algo que facilmente nos leva ao excesso. Existem listas e mais listas na internet com dicas e itens INDISPENSÁVEIS para as pequenas criaturas, que na verdade, não possuem nenhuma necessidade além de ser amado, alimentado e mantido quentinho. Se a gente começar a pensar mais nesse bebê que vai nascer, do que nas nossas próprias vaidades, é possível economizar um bom dinheiro. 

Por aqui, Joaquim ganhou várias coisas de bebês amigos, outras eu comprei usado de mães (mercado solidário materno) e para dizer que nada veio direto da loja, não resisti ao charme discreto da @minimalistashop e ao cupom de desconto para primeiras compras. E já deu: até os 6 meses temos tudo que precisamos. Nos próximos 3 meses que faltam até a sua chegada, preciso cuidar da parte pesada: quarto e passeio. E aí, o mercado livre é meu pastor e nada me faltará. Oremos. #nodramamom 

Inspira e expira

Eu adoro falar e mais ainda de escrever, mas tem sido no silêncio que tenho encontrado o melhor jeito de me preparar para a chegada de Joaquim. 

Mudei minha prática de yoga (dei um tempo da iyengar e estou fazendo hata yoga) e tenho feito muitos exercícios de respiração e meditação. Foi assim que consegui me desfazer de alguns medos que vinham me acompanhando e começar a focar no meu parto. Vivi uma experiência muito linda na chegada da Teresa e estava com receio de colocar muita expectativa para esse novo momento. Tanto receio que optei por negá-lo. Queria simplesmente que acontecesse, que Joaquim nascesse, mas não é bem assim que as coisas funcionam. 

Um parto natural exige preparo físico e emocional. Exige aceitação e empoderamento, exige respeito e consciência. Exige que a gente acredite na nossa força e no poder do nosso corpo. Ou seja: dá um trabalho enorme. Eu não posso mais ficar olhando para trás e preciso construir a história de Joaquim daqui para frente. É difícil desapegar do que já vivi e aceitar que cada filho cumpre uma trajetória, mas agora me sinto cercada de profissionais que entendem a importância desse momento e farão o possível para que Joaquim chegue do jeito mais natural. E se essa não for a história dele, que eu tenha sabedoria para aceitar, sem maiores dramas. #nodramamom

Sem sinal

Por aqui, combinamos que celular em restaurante só pode depois que comer tudo. Ele não sai nem da bolsa, para ninguém cair em tentação. Também não pode quando estamos em programas ao ar livre. Tem que brincar e ponto final.

Mas Lua, isso cansa muito!

Cansa mesmo. Ter filho cansa. Educar cansa mais ainda.

Vivemos na era da tecnologia e poucos de nós largam tudo e fogem para as montanhas. Não dá para negar a força dos aparelhos eletrônicos, mas dá sim para controlar a sua presença em nosso dia a dia. Começa na gente.

Começa quando a gente passa a não ter vergonha de criança que fala alto, ou faz uma certa bagunça na mesa, enquanto espera a comida. Começa quando a gente entende que está no job description de ser pais, que é preciso levantar e ir brincar no parquinho do lugar, mesmo que você queira muito tomar uma cervejinha. Começa quando a gente se propõe a conversar com as crianças, ouví-las. Começa quando a gente entende que podemos criar brincadeiras com uma folha de papel e uma caneta. Começa quando a gente entende que é simples. Reclamamos e esperamos que nossos filhos não assistam aos jovens youtubers, mas o que estamos fazendo para que isso não aconteça? Dizer não não basta.

Eu entendo que faz parte das conquistas das novas gerações e que a conversa não começa com “no meu tempo não existia isso”. A questão é o excesso, é a falta da capacidade das crianças de lidarem com o tédio, com a falta do que fazer. Eu acho isso assustador e tenho combatido com unhas e dentes por aqui. O tédio é bom e eu não sou a Disney. #nodramamom

(Na foto, Irene e Teresa brincam de roda no meio do restaurante com as bonecas. Depois eu tive que me levantar para brincar também e depois, foi a vez de Pedro. Ufa)

Irmãos

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Essa semana vi um meme que dizia: “vá brincar com seu irmão, foi só pra isso que tive outro filho”. A piada, com um fundinho de verdade, me fez pensar na pressão que muitas mulheres sentem para ter o segundo filho, como se filho único fosse quase um mal desnecessário: quem tem um, não tem nenhum.

Entre eu e minha irmã são 5 anos de diferença e nós sempre fomos água e óleo. Não nos misturávamos, não brincávamos juntas por uma razão simples: personalidades muito diferentes. Sempre houve muito amor, claro, mas foi preciso crescer, amadurecer para que a gente se procurasse, contasse de verdade uma com a outra. Não existe uma receita de bolo para famílias felizes. Isso não existe e nem está associado à quantidade de filhos que um casal tem.

O pensamento de que “damos” irmãos para nossos filhos é controlador. É quando acreditamos que a nossa vontade de que eles sejam super unidos, amigos e companheiros vai se realizar, independente deles próprios. Esquecemos disso, mas filhos são pessoas e não fantoches das nossas crenças. Eles escolhem seus caminhos, seus amigos e também, seus irmãos.

Então, se você está entrando na pilha do segundinho, pense nas suas motivações, nos seus quereres. Não projete, não sonhe acordada com possíveis relações ou laços. A vida pode se encarregar disso. E antes que alguém me pergunte, sou muito grata pelos meus filhos e observar as conexões entre eles começando a ser estabelecidas é sensacional, fortalecedor. Mas isso é entre eles, eu tenho pouco a ver com isso. #nodramamom

Tempo meu

Todos os dias leio algum post falando sobre o quanto as mães sentem falta de ter tempo para si. A jornada de cuidar dos pequenos é pesada e nessa, vamos deixando de nos importar com nós mesmas, repetindo o mantra "eu dou conta". As mães que optam por estar perto em tempo integral não se permitem qualquer tipo de intervalo, como se isso fosse algum descuido, descaso ou até frescura. Afinal, que besteira fazer a unha! Ou terapia, ou corrida, ou qualquer outra coisa que seja só sua. O tempo vai passando e aquela entrega total vai cansando, mesmo para quem divide as tarefas com os companheiros. O resultado prático, além de profundas olheiras, é uma vontade semanal de sair correndo em zig zag, que é acalmada por um sorriso delicioso da cria ou qualquer outra forma de demonstração de amor. Mulher é um bicho mole mesmo...

Brincadeiras à parte, eu já fui essa mãe leoa, que não me permitia sair de junto do filho, que não baixava a guarda e que acreditava que tinha que dar conta de tudo só e sem reclamar. Mas o tempo passa e o bom, é refletir sobre nossas escolhas. Admitir quando algo não está nos deixando felizes, refazer os passos e até rever as crenças. Saber pedir e receber ajuda também faz parte desse processo maluco que é maternal. E que privilégio é ter isso! Olhe ao seu redor. Tenho certeza que tem alguém louco para ficar com um bebê por uma hora que seja. Uma amiga, uma vizinha, uma faxineira, o pai, a sogra. Pessoas que podem te ajudar a ter esse tempo para você. Uma coisa é certa: sozinha não dá para fazer o relógio parar. É preciso contar com o outro, se abrir para a ajuda que pode estar bem do seu lado. E aí, vai lá. Vai fazer qualquer coisa que seja só você e você. Se recupere, se resgate e volte para ser a melhor mãe que você pode ser. #nodramamom 

Eles crescem

O primeiro mês de vida de um bebê pode ser comparado à passagem de um furacão. É peito rachando e depois vazando, é barriga mole, é noite sem dormir. É um ser com proporções tão pequenas que fazem tudo parecer perigoso. São hormônios e emoções à flor da pele, são muitas e infinitas transformações. Se você está nesse exato momento da sua vida, eu te garanto que existe uma luz no fim do túnel e tudo isso que você está sentindo vai passar. Pode demorar um pouco mais, ou um pouco menos, mas vai passar. Acredita.

A questão é que depois de acostumar com o bebê, ele cresce. Se transforma numa criança e aí outros tantos desafios surgem, outras tantas emoções aparecem. É nesse momento que você entende que a vida se transformou em um grande jogo de videogame e que importante mesmo é chegar no próximo estágio são e salvo, de preferência com alguma reserva de vida para dar conta dos novos inimigos.

Sim, passa rápido. Tão rápido que chega a doer. Mas ver as transformações dos filhos é algo mágico, emocionante. Hoje sou mãe de um menino de 8 anos. Um cara muito massa, com quem eu troco e tenho altos papos. Um cara que me questiona, me faz rever posturas e reafirmar outras. Um mocinho que está sendo criado para respeitar as diferenças e entender que o mundo precisa ser um lugar de mais tolerância. Um menino que está sendo educado para respeitar as escolhas dos outros e não ser preconceituoso. E olha, isso tudo dá tanto trabalho quanto aqueles primeiros dias do início e pode ser tão enlouquecedor quanto o momento da sua chegada.

Não é fácil estar totalmente aberto para o diálogo, não é fácil explicar sobre pobreza, ganância, golpe, transgêneros, parto humanizado, política, falta de grana, valor da presença, papel social do Neymar ou a relevância do Barça para o futebol de várzea no Brasil, mas todos os dias eu tento. E só de ver seus olhos pensando em tudo o que eu falei (e gente, como eu falo!), eu sinto que estamos num bom caminho. #nodramamom

 

Mais filho, mais amor

Nada é mais elástico do que a nossa capacidade de amar os filhos. O medo natural de achar que não cabe mais amor ou que ninguém vai superar o que você sente pelo filho número 1, se dissolve lentamente com a chegada de um novo bebê. Pode não ser amor a primeira ultra, mas ele chega.

Quando Irene nasceu, João tinha 4 anos e eu nunca vou esquecer de uma crise de choro que ele teve exatos dois meses depois. Ele gritava e chorava e dizia que não queria ter irmã, que eu estava chata, que tudo aquilo era muito chato. Choramos juntos, abraçados e juntos também fomos nos entendendo como uma família de mais filhos. Teresa tirou a vaga de bebê, ocupada por Irene sem dor nem piedade. Ocupou o lugar da fofura e transformou a caçula, na do meio. Irene cresceu instantaneamente, se tornou a responsável, a cuidadora. Teresa reinava no pódio quando veio a notícia de mais um filho.

Será que tem espaço para mais um nessa dinâmica? Como é que vai ser?

Eu não tenho muitas respostas, mas entendi que o espaço será criado. É assim que funciona e é bem simples até. Joaquim vai encontrar seu lugar e apesar da loucura que ele vai trazer para nosso dia a dia, eu só consigo me sentir grata por tanta vida ao meu redor. #nodramamom